Relação entre violência e mídia é discutida no Intercom

Palestrantes dissertam a respeito da violência na TV

Por Janaína Ferraz e Luana Rodriguez
Foto: Janaína Ferraz

O modo como a mídia representa a violência, as periferias e os estereótipos foram os assuntos abordados na Mesa “Televisão e interfaces: violência, educação e jornalismo”, nesta segunda feira, 6 de setembro. Coordenado por Ana Silva Lopes, as discussões mostraram como a mídia influencia nas visões de mundo da sociedade.

Para as pesquisadoras Fran Rodrigues Penha e Núbia da Cunha Simão da Universidade Federal de Goiás, a televisão segue uma linha pautada no sexo, no sensacionalismo e no sangue, e é esse formato que garante a audiência televisiva. No entanto, a ampla repercussão desses assuntos acaba criando estereótipos que influenciam a “visão de mundo” da população. “A linguagem cria mais do que representa a própria imagem”, diz Núbia Simão.

Fran Rodrigues explica ainda que esses estereótipos podem prejudicar a vida do jovem. “O jovem que vive na periferia, por exemplo, passa a ser sinônimo de bandido. Se uma pessoa da periferia é suspeita de algo, a televisão refere-se a ela como culpado, e não acusada ou suspeita”.

Essas formações de estereótipos a respeito da violência é fruto de uma desigualdade social que a TV maximiza, estimulando de forma exagerada o desejo de consumo, além do fato de muitos jornalistas não concordarem  que esse tipo de representação constitui uma nova violência, uma violência simbólica. “A mídia acredita que problema da violência está na falta de punição, de cumprimento penal”, diz Núbia.
A palestra foi o encerramento do GP “Televisão e Vídeo ”no Intercom 2010.



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