GP de TV e vídeo discute temas polêmicos

Por Renata Coelho

O GP de TV e vídeo, realizado no INTERCOM 2010, reuniu profissionais, docentes e estudantes de diferentes universidades, que apresentaram seus trabalhos, objetos de estudo e levantaram questões para gerar discussões relevantes.

A professora Ana Silvia Lopes, da UNESP, foi a mediadora do debate, que teve como tema as perspectivas para a TV e vídeo no contexto multimídia. Ela destaca a importância da questão principalmente devido ao advento da Internet e de todas as mudanças relacionadas a esse novo meio.

Ana Silvia Lopes analisa mais a fundo na questão ao afirmar que “as transformações tornaram a definição de televisão fluida. Defini-la é um desafio”. Além disso, ela destaca a importância de haver um desmembramento e, ao mesmo tempo, um diálogo na divisão temática de TV e vídeo, com a convergência destes.

Outro tema discutido no GP foi a que forma com que a TV funciona como meio de interação social e de que maneira influencia nos desdobramentos políticos, econômicos e culturais de um local.

A mesa foi composta por Maíra Carneiro, da UNISINOS e por Renata Malta, da UMESP. Maíra Carneiro apresentou um trabalho sobre a televisão digital, “ inovação desde a TV a cores”. Segundo ela, a TV convencional está perdendo espaço para as novas mídias multimídias, gerando interesse da indústria por inovação e apostando na TV digital.

No entanto, a TV digital ainda encontra recursos limitados, tendo a melhor qualidade da imagem como única vantagem.Já a palestrante Renata Malta discutiu o tema mais polêmico da mesa. Ela relacionou interatividade e reatividade televisiva.A televisão, segundo ela, nasce com a essência de não interação com o público e a Internet foi o grande marco na interação público e mídia.Já reatividade, na definição, é a reação as alternativas propostas a exemplo dos programas televisivos Big Brother Brasil e do extinto Você Decide, ambos da Rede Globo. Isso só reafirma que quando é prometido uma interação com o público o que se figura na verdade é uma reação, assim sendo, “ a TV não é um meio interativo”.



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