Uma oportunidade para o aprendizado

Oficinas da Semana de RP possibilitam maior conhecimento dessa profissão

Por Lucas Loconte e Renan Fantinato

O segundo dia da X Semana de Relações Públicas foi marcado por três oficinas que mobilizaram alunos do curso de Relações Públicas e convidados especiais, como Gustavo Ferreira, Willy Dantas e o professor da Unesp Juarez Xavier.

A oficina ministrada pelo professor Juarez Xavier tratou do tema Comunicação Interna e Externa – Economia Criativa, e foi marcada pela presença em massa dos participantes e grande aprovação. Segundo os organizadores do evento, o grande momento da oficina foi uma dinâmica totalmente diferenciada proposta pelo professor: a criação de um enredo de escola de samba com o tema “aborto”.

Para quem não sabe, a Economia Criativa consiste na utilização dos recursos escassos de forma criativa, inovadora e sustentável, buscando criar um equilíbrio entre oferecer um serviço de qualidade e se adaptar a restrição das matérias-primas.

A segunda oficina foi ministrada pelo professor Gustavo Ferreira, que tratou do tema “Redes Sociais e Opinião Pública”. Gustavo mantém um blog, onde escreve sobre as ferramentas de comunicação das Relações Públicas e outros assuntos relativos à comunicação digital. Na sua oficina, ele pôde expor assuntos importantes sobre as redes sociais, tema que possibilita diversas discussões.

Já a terceira oficina foi ministrada pelo professor Willy Dantas, que discutiu o tema “Cerimonial e Protocolo”. Com um público menor em função das outras duas oficinas, Willy pôde transformar tudo num bate-papo muito mais proveitoso e interessante. Além disso, o tema possibilitou a discussão de forma acalorada em função de eventos que aconteceram recentemente, como a mudança presidencial.

No mundo de RP, o Cerimonial funciona como o conjunto de formalidades para os atos públicos e solenes, enquanto que o Protocolo é a regra cerimonial diplomática estabelecida por decreto ou pelos costumes.



A Internet para integrar e promover a cidadania

Mesa redonda mostra como redes sociais ajudam inserir jovem na sociedade

Por Jessica Mobílio

O último dia do Intercom 2010, 06 de setembro, trouxe a mesa redonda sobre a Comunicação, Juventude e Cidadania. O debate abordou o papel social dos veículos de comunicação. A Internet foi base para as amostras de trabalhos desta tarde. A discussão voltou-se para o tema: “O que é cidadania para o jovem?”.
Olga Sodré é doutora em psicologia clínica, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC - Rio), a palestrante comentou sobre sua pesquisa de desenvolvimento psicológico na juventude. 

Esse projeto foi relacionado às mídias digitais, que interferem diretamente no cotidiano dos adolescentes, além de citar a participação dos pais no universo de seus filhos. Olga reafirmou a necessidade de acompanhamento dos familiares nessa etapa de crescimento. “A interação no ciberespaço a favor da cidadania, torna-se uma forma de complemento para o jovem, na sua formação”. 

O participante, Fábio Luiz Malini da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), colocou a Internet como ferramenta de cidadania, no campo da comunicação. Ele falou do copyright – direitos autorais, e as reivindicações de liberdade de expressão que trabalham para a inclusão digital de todas as classes sociais. “Lutas entre a imprensa e política ganham espaço, através desses veículos rápidos”, disse Fábio. 
Outro fator, considerado pelo professor, tratou-se do conflito da transparência e privacidade no meio digital. “Apesar da lei de direitos autorais, o descontrole de informações é visível”, finalizou o palestrante. Ainda citou as redes sociais e censuras aos blogs como gancho.

O trabalho apresentado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) foi realizado a partir de entrevistas com 150 alunos de quatro escolas, com o intuito de descobrir se o estudante do ensino médio é inserido na sociedade, por meio das redes sociais.  A pesquisa concluiu: “As pessoas que não estiverem conectadas às redes sociais estão fora do mundo atual”, disse professora da UFG. Apesar dos números de acesso à internet, uma parcela da população ainda é excluída, por diferenças socioeconômicas. “A sociedade de massa ajuda a construir cada vez mais indivíduos distintos, grupos distintos e formas de existência diversas”, comentou coordenadora da mesa.