Confira o podcast sobre a exibição do filme de José Mojica "Meia-noite levarei sua alma" e sobre a carreira do cineasta. Tudo, claro, dentro da Semana de Audiovisual, a SEDA. Ouça!
Podcast sobre Zé do Caixão
por
Jornal Júnior
3 de outubro de 2010
Marcadores:
"À meia noite levarei a sua alma",
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SEDA,
terror,
Zé do Caixão
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Por Mariana Thomaz e Pablo Marques
Confira o podcast sobre a exibição do filme de José Mojica "Meia-noite levarei sua alma" e sobre a carreira do cineasta. Tudo, claro, dentro da Semana de Audiovisual, a SEDA. Ouça!
Confira o podcast sobre a exibição do filme de José Mojica "Meia-noite levarei sua alma" e sobre a carreira do cineasta. Tudo, claro, dentro da Semana de Audiovisual, a SEDA. Ouça!
Cinema Marginal na SEDA
por Giovanni Vieira
O cinema brasileiro sempre teve "ares" diferentes. Entre os anos 60 e 70, os anos de chumbo do país, a linguagem cinematográfica brasileira entrou em fase de radicalização. Surgia assim o Cinema Marginal, uma produção que buscou romper com as imagens tradicionais e trazer o grotesco, o erotismo e o pornográfico como novos elementos artísticos.
O Cinema Marginal Brasileiro também ficou conhecido como "Boca De Lixo" ou "Underground" e tinha a liberdade de seus criadores como uma marca essencial. Foi com essa inspiração que a SEDA iniciou a noite de sexta-feira com a mostra do filme "Mulher de Todos" (1969).
Dirigido pelo cineasta Rogério Sganzerla, o longa pertence ao gênero da comédia e faz uma homenagem às antigas chanchadas e aos pastelões. O enredo narra a história de uma mulher ninfomaníaca de nome Ângela Carne e Osso. A libertina moça rompe com seu caso e resolve passar uma temporada em uma ilha exótica, a Ilha dos Prazeres. No local, a moça acba conhecendo mais rapazes, mas acaba sob suspeita do próprio marido que coloca um detetive particular para comprovar a infedelidade da esposa.
Ângela Carne e Osso quebra o estereótipo de mulher submissa e é capaz de fazer dos homens gato e sapato, um objeto de diversão. Talvez o filme tenha causado muito impacto na época de seu lançamento, mas no nosso tempo Ângela se tornou mais uma entre muitas mulheres com essas características. Ângela é a mulher do século XXI, é ultra-perigosa, inimiga dos homens e vampira histérica em busca de carne fresca para atraiçoar.
O cinema brasileiro sempre teve "ares" diferentes. Entre os anos 60 e 70, os anos de chumbo do país, a linguagem cinematográfica brasileira entrou em fase de radicalização. Surgia assim o Cinema Marginal, uma produção que buscou romper com as imagens tradicionais e trazer o grotesco, o erotismo e o pornográfico como novos elementos artísticos.
O Cinema Marginal Brasileiro também ficou conhecido como "Boca De Lixo" ou "Underground" e tinha a liberdade de seus criadores como uma marca essencial. Foi com essa inspiração que a SEDA iniciou a noite de sexta-feira com a mostra do filme "Mulher de Todos" (1969).
Dirigido pelo cineasta Rogério Sganzerla, o longa pertence ao gênero da comédia e faz uma homenagem às antigas chanchadas e aos pastelões. O enredo narra a história de uma mulher ninfomaníaca de nome Ângela Carne e Osso. A libertina moça rompe com seu caso e resolve passar uma temporada em uma ilha exótica, a Ilha dos Prazeres. No local, a moça acba conhecendo mais rapazes, mas acaba sob suspeita do próprio marido que coloca um detetive particular para comprovar a infedelidade da esposa.
Ângela Carne e Osso quebra o estereótipo de mulher submissa e é capaz de fazer dos homens gato e sapato, um objeto de diversão. Talvez o filme tenha causado muito impacto na época de seu lançamento, mas no nosso tempo Ângela se tornou mais uma entre muitas mulheres com essas características. Ângela é a mulher do século XXI, é ultra-perigosa, inimiga dos homens e vampira histérica em busca de carne fresca para atraiçoar.
As inúmeras faces do cinema brasileiro
por
Jornal Júnior
6 de setembro de 2010
Marcadores:
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por Juliana Santos
No último dia de atividades do XXXIII Intercom, o Grupo de Pesquisas de Cinema discutiu as “Abordagens do Cinema Brasileiro”. Na sessão, foram apresentadas pesquisas sobre o uso da música, o gênero pornochanchada e a abordagem de favelas.
Entrelaçando a história do cinema brasileiro e a música, a Prof. Dr. Márcia Carvalho, da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, explorou como a ferramenta foi usada em cada época. Partindo do cinema mudo e a música instrumental, a pesquisa passou pela influência da “era de ouro do rádio”, pela década de 60 e os festivais musicais da TV, até chegar aos anos 90 e 2000, nos quais as canções aparecem diversificadas e com muito mais força.
“O objetivo não é discutir as canções comerciais, mas a força do uso da música para caracterizar um personagem, a contribuição para o enredo e a influência na temporalidade do filme”, afirma Márcia.
O Prof. Luiz Paulo Gomes Neves, da UFF, apresentou o estudo “A pornochanchada: uma revolução sexual à brasileira”. Luiz mostrou o gênero como um movimento de contracultura, buscando fugir dos estereótipos e levando em consideração o contexto da Ditadura Militar. Em sua explicação, ressalta: “a pornochanchada é um gênero difícil de ser definido, mas quando o vemos, o identificamos”.
O último trabalho a ser discutido foi sobre a favela carioca e a busca do realismo no filme “Cidade dos Homens”. A pesquisa desenvolvida por Bruna Werneck, da UFRJ, mostrou como o imaginário cinematográfico reproduz o que é difundido nos jornais. “Quando você fala de minorias, o que se mostra é estigmatizado como verdade”, destaca Bruna.
Discussão sobre cinema analisa música, pornochanchada e favelas
Entrelaçando a história do cinema brasileiro e a música, a Prof. Dr. Márcia Carvalho, da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, explorou como a ferramenta foi usada em cada época. Partindo do cinema mudo e a música instrumental, a pesquisa passou pela influência da “era de ouro do rádio”, pela década de 60 e os festivais musicais da TV, até chegar aos anos 90 e 2000, nos quais as canções aparecem diversificadas e com muito mais força.
“O objetivo não é discutir as canções comerciais, mas a força do uso da música para caracterizar um personagem, a contribuição para o enredo e a influência na temporalidade do filme”, afirma Márcia.
O Prof. Luiz Paulo Gomes Neves, da UFF, apresentou o estudo “A pornochanchada: uma revolução sexual à brasileira”. Luiz mostrou o gênero como um movimento de contracultura, buscando fugir dos estereótipos e levando em consideração o contexto da Ditadura Militar. Em sua explicação, ressalta: “a pornochanchada é um gênero difícil de ser definido, mas quando o vemos, o identificamos”.
O último trabalho a ser discutido foi sobre a favela carioca e a busca do realismo no filme “Cidade dos Homens”. A pesquisa desenvolvida por Bruna Werneck, da UFRJ, mostrou como o imaginário cinematográfico reproduz o que é difundido nos jornais. “Quando você fala de minorias, o que se mostra é estigmatizado como verdade”, destaca Bruna.
