Jornal Jr na SEDA (Semana do Audiovisual)



Por toda esta semana, começando hoje (segunda-feira), a Agência Júnior de Jornalismo estará na cobertura da SEDA, Semana do Audiovisual, que acontece dos dias 27 de setembro a 2 de outubro. O evento traz mostras, oficinas, mesa-debates e shows musicais que acontecem em seis cidades brasileiras. São elas: Santa Maria (RS), São Carlos (SP), Macapá (AP), Recife (PE), Uberlândia (MG) e Bauru (SP).

Nossa reportagem colabora em parceria com a produção do evento que também possui sua cobertura própria. O coletivo cultural Enxame Coletivo, organiza a SEDA em Bauru e faz a divulgação do conteúdo produzido.

O material produzido será visto aqui, no blog da Jornal Jr, no blog do Enxame Coletivo e no novo portal de cobertura colaborativa do grupo cultural, o E-colab.

Então fique ligado, pois nessa semana a Jornal Jr vai falar tudo de produção audiovisual e de cobertura colaborativa.

Confira também programação da semana e a cobertura da galera do Enxame!





Os efeitos visuais da telona são destaque em Grupo de Pesquisa

Por Jéssica Mobílio


Termina o GP de Cinema


Aconteceu neste domingo, 05 de setembro, a última sessão de Comunicação Audiovisual, cujo tema foi “artigos de Cinema”. Esse último encontro abordou os efeitos visuais voltados para a cinematografia. Os congressistas dialogaram sobre imagem e movimento dentro da tela.

Contemplando aspectos relacionados à produção, distribuição, exibição, tecnologias, interação com demais mídias audiovisuais, preservação, entre outros, procurou-se compreender os efeitos do cinema no espectador e na mídia.

Os participantes da primeira rodada de projetos demonstraram suas impressões do Primeiro Cinema, do século 20. A pesquisa do professor, Roberto Tietzmann, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, discutiu a propaganda inserida como efeito visual nas telonas. Ainda nesse projeto, o palestrante usou exemplos de filmes, como King Kong (1933 e 2005) para falar sobre a imagem planejada. “A descrição contextualizada e o segundo plano de uma cena trazem muitas referências, além de uma reflexão do próprio diretor”, disse Roberto.

Outras vertentes foram exploradas no decorrer da tarde, como a fusão de imagem e movimento. Abriu-se espaço para discussão e crítica da evolução do Cinema novo e sequência de fotogramas – determinada frequência de imagens por segundo que consegue gerar a sensação de movimento no espectador. “Há ligação direta entre os primeiros filmes e a mobilidade, principalmente pela situação histórica da época”, comentou Marcelo Carvalho da Silva (ECO-UFRJ), Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A força das falsas imagens finalizou a primeira parte do grupo de estudos (GP). Michael Abrantes Kerr, Universidade de Pelotas (UCPEL), citou vídeos da internet, “Uma imagem do passado arquivada pode ser utilizada no presente e criar uma situação falsa”. Exemplo dado na sessão, Atividade Paranormal, filme que recria uma situação baseada em fatos planejados que proporcionam uma atmosfera de veracidade.

Na segunda metade dos GP, uma breve reflexão sobre curta metragem e book trailer chamou a atenção do público. Luiza Lusvarghi, Universidade Nove de Julho (UNINOVE) SP, trouxe o livro de Guillermo Del Toro e sua divulgação, através de vídeo. A palestrante deu destaque para o crescimento desse tipo de propaganda. “Veja o livro e leia o filme”, terminou Luiza.



Oficina de Comunicação Audiovisual discute a imagem jornalística

Por Janaína Ferraz
Pós-mestranda Rebeca Régis apresenta o tema “Fotografia nos perfis de redes sociais”.



O Intercom 2010 promoveu nesta sexta-feira, 3 de setembro, oficinas de Comunicação Audiovisual. Uma delas, tratando-se do tema “Fotografia como imagem jornalística”. Na palestra, vários estudiosos da comunicação fotográfica apresentaram temas referentes ao fotojornalismo como instrumento fundamental não só da comunicação factual, mas também, da fotografia como arte e objeto de estudo psicológico e sociológico.


A fotografia possui valores e ferramentas que são categorizadas em informativa, ilustrativa e técnica; possibilitando uma melhor metodologia para o aprendizado do fotojornalismo. A partir da captura de imagens relacionada à tecnologia e às novas mídias digitais, cada vez mais, há critérios de subjetividade na escolha da imagem, que em alguns casos sobrepõem-se à sua principal funcionalidade por falta de conhecimento mais aprofundado. “Quer fotografar bem? Leia muitas imagens”, diz o Prof. Dr. Lauriano Benazzi.


A oficina também apresentou a evolução da fotografia e sua importância histórica no Jornal do Brasil nos anos 1960, além da abordagem: “Jornalismo como elemento construtor da memória”. Na segunda metade das palestras, o assunto sobre as mídias digitais e a fotografia foi o principal enfoque da oficina.

O tema “Fotojornalismo e sua narratividade sobre aspectos da produção jornalística na Web” discutiu a relevância da necessidade de novas especialidades do fotógrafo, pois a interatividade e os recursos audiovisuais de edição e montagem são hoje essenciais para o fotojornalismo contemporâneo.
Ao final da oficina, o grande fotógrafo e jornalista Carlos Recuero acompanhado da pós-doutoranda, Rebeca Régis discursaram a respeito da “Fotografia nos perfis de redes sociais”. 


Através de uma pesquisa de campo, eles concluíram que a principal intenção do usuário dessas redes sociais ao escolher e postar uma foto em seu perfil, é a identificação como um “ser virtual”, além é claro, da tentativa de transformar apenas uma imagem em um status social e em uma possível elevação da auto-estima.



Seres Audiovisuais mudam a Tevê

Por Ana Navarrete


Quem se reuniu no bloco F, na manhã de Sexta feira, para conferir as tendências dos programas televisivos encontrou uma palestra recheada de novas mídias. Vanessa Maia, professora da UFSJ (Universidade Federal de São João del- Rei) , apresentou uma palestra com muita opinião e humor, procurando sempre interrelacionar o conteúdo com os congressistas presentes.

Vanessa afirmou que "Não dá pra se fazer televisão, sem ver televisão" e classificou os programas de entrevista em "perfil", "debate" e "híbridos". A palestrante deu dicas de como fazer um bom programa. Exemplificou com slides nomes famosos como "Saia Justa", "Programa do Jô", "Roda Viva" e afirmou que os programas televisivos tendem a adquirir um formato mais movimentado, com o intuito de deixar de ser um "rádio visual".

Uma grande temática abordada foi a linguagem televisiva; "O número de pessoas que vê Tevê pela internet aumentou muito, consequentemente a linguagem mudou.O ideal é enquadrar os detalhes, agregar valores, convergir informação e interatividade.Isso tende a ser o futuro da comunicação" afirma.

Vanessa citou a transmídia de Henry Jenkis, afirmando que a pulverização da informação em diversas plataformas de mídia tende a ser uma grande ponte entre público e televisão. A tv possui a função de interagir e buscar meios de explorar ao máximo seu conteúdo "Como pensar em um conteúdo em diversas mídias?Nada vai se perder.É preciso explorar muitas linguagens para agregar diferentes nichos.O programa "Profissão Repórter" não é um programa televisivo, seu conteúdo está espalhado por blogs, twitter, sites etc" termina.

A palestra foi recheada de exemplos de programas e no final foi exibido um vídeo muito divertido do programa de Cao Hamburguer ("No estranho planeta dos seres audiovisuais"), que retrata a necessidade do Som e da imagem para a comunicação humana do tempos das cavernas até o homem contemporâneo.

Confira o vídeo: