Juventude cidadã







 Por Lígia Ferreira

O pesquisador Thomas Lufte e a mediadora da conferência Anamaria Fadul

   Juventude, comunicação e mudança social foram os temas centrais da Conferência de Abertura do Intercom, realizada no terceiro dia do evento.

  Através de sua atual pesquisa em dois países Africanos – Tanzânia e Quênia - o conferencista dinamarquês, Thomas Tufte, trouxe para o Intercom a relação dos jovens com os novos meios de comunicação e como eles os utilizam para desenvolverem senso  crítico e se tornarem ativos na sociedade.

   Segundo  dados da pesquisa que está sendo realizada na Tanzânia, Tufte  chegou à conclusão de que a juventude do país, na qual apenas 3% da população tem acesso à internet, encontra na música a forma de desempenhar seus papéis de cidadãos. São através das letras que os jovens expressam a realidade vivida, fazem discursos sobre a juventude marginalizada e até refletem sobre a economia e política local.

    Mas para que os jovens possam fazer sua crítica social é preciso que haja uma mídia cidadã. Tufte explicou melhor o que essa expressão significa; “Estamos falando de uma ética comunicacional que reconhece o papel do cidadão nos meios de comunicação. Se os canais midiáticos abrem espaço para os cidadãos podem ser considerados uma mídia cidadã, mas se fizerem ao contrário, não”.

  O conferencista também chamou a atenção pra as realidades socioeconômicas e as limitações impostas pela desigualdade social. Em contrapartida, também deixou bem claro que “ ‘exercer a cidadania’ ultrapassa ‘ter acesso às novas mídias sociais ou a qualquer tipo de tecnologia’ ”.




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