Correndo atrás da web

Por Regiane Folter

As novas mídias também são discutidas no Intercom 2010

O advento da internet assustou as formas tradicionais de mídia, que foram obrigadas a criar estratégias de adaptação para acompanhar o crescimento da web. No Grupo de Pesquisa “Conteúdo digital: televisão e Youtube”, vários trabalhos foram apresentados para discussão do tema, principalmente em relação à televisão.

Segundo o doutorando Kamil Giglio, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a web criou novas formas de propagação de som e imagem, através de sites como o Youtube, no qual 2 bilhões de vídeos são acessados todos os dias. Para Kamil, a combinação da proliferação de câmeras com o crescimento do acesso à rede mostra a facilidade de se gravar um vídeo e colocá-lo na web, e isso torna qualquer pessoa um cineasta em potencial. “Se você pegar uma filmadora e um programa de edição, você consegue fazer [um vídeo].”, complementou Maurício Falchetti, da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso).

Segundo a congressista Maria Letícia Renault, da UnB (Universidade de Brasília), mais de 50% da população brasileira tem contato com o computador. Isso é uma amostra da importância que a internet adquiriu, ao mesmo tempo em que cresceu a necessidade de se criar novos enquadramentos para atrair o olhar do telespectador. “Quando o telejornalismo cai na web, ele se dilui. O âncora, o espaço, tudo perde a nobreza.”, comentou Renault.

A webtv possui atributos que a TV tradicional não tem, como o imediatismo, a interatividade e a auto-exposição. Alguns programas, como o “15 minutos”, da MTV e o “Profissão Repórter”, da Globo, são tentativas de se incorporar os benefícios da web para a televisão.



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