Consumo e grupos urbanos são lembrados em pesquisas

Por Luana Rodriguez Alves


O DT 6 - Interfaces comunicacionais (Comunicação e culturas urbanas) apresentou um estudo sobre as culturas comunicacionais urbanas na contemporaneidade, com um enfoque na juventude. A exposição das pesquisas foi coordenada pela Profa. Dra. Rosamaria de Melo Rocha. Entre os principais estudos destacaram-se temas como as relações entre os jovens com o comercio e com os games, as culturas urbanas e a necessidade do jovem em amadurecer cedo.

Para os pesquisadores em geral, a mídia exerce sobre os jovens uma influencia negativa, e o acesso ao consumo esta reconfigurando as políticas de civilidade no Brasil. A pesquisadora Tassia, por exemplo, disse que diversas visões da juventude se refletem na publicidade. “ A publicidade faz uma representação de certa forma caricata do jovem, pois seu objetivo é vender”, ressalta.

Outro tema recorrente das exposições foram as tribos urbanas como os Skins-heads, os emos, os punks e, recentemente, o From UK, também chamados de coloridos. Dayana de Melo, da UFPB, explicou as relações entre as tribos, a sociedade e a mídia. “Tribos urbanas modificam a paisagens da metrópole e a mídia, por sua vez, mapeia esse novo fenômeno transformando-os em símbolos e produtos”, disse ela. Para Dayana esses movimentos, antes culturais e ideológicos, hoje são muito mais comerciais.

Renata Tomaz, estudante da UFRJ, foi muito além dessas questões ao afirmar que mais do que produtos ou objetos comerciais, o jovem hoje tem a necessidade de se “firmar” e de desempenhar outros papéis na sociedade, e a mídia é apenas um canal para isso. Para explicar sua tese, a pesquisadora traçou um paralelo entre a Alice da literatura de Lewis Carrol e a Alice de Tim Burton.

“A principal diferença entre ambas é a necessidade de a Alice de Tim Burton ser mais velha e por isso ter a necessidade de amadurecer e de tomar as próprias decisões, assim com os jovens de hoje”, explicou a pesquisadora.



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