Palestra com José Arbex Junior

O Centro Acadêmico de Comunicação Florestan Fernandes (CACOFF) trás nesta quinta-feira (03/12/09) às 19h30, na Central de Salas da UNESP, José Arbex Jr que ministrará uma palestra sobre Comunicação Internacional e contra-hegemônica.
Arbex é editor da revista Caros Amigos e autor dos conhecidos livros "Showrnalismo - A Notícia Como Espetáculo" (2001; Editora Casa Amarela) e "O Jornalismo Canalha" (2003; idem).

Inscreva-se com um dos integrantes do CACOFF na UNESP: Paulo César Monteiro "Pastor" e Laís Cristina Bellini "Gringa"

Para alunos da UNESP: R$3,00
Para outros alunos: R$5,00


Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: cacoffunesp@gmail.com.br
Ou pelo BLOG: www.cacoffunesp.blogspot.com


José Arbex Jr. é editor especial da Revista Caros Amigos e professor de jornalismo na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Graduado em Jornalismo (1982) e doutor em História Social Contemporânea (2000), ambos pela Universidade de São Paulo, começou a sua carreira como jornalista na editoria do semanário trotzkista "O Trabalho" (ligado à Organização Socialista Internacionalista – OSI).

Já foi membro do conselho editorial do jornal Brasil de Fato, criado em 2003 durante o Fórum Social Mundial de Porto Alegre. Trabalhou também no jornal Folha de São Paulo, no cargo de responsável pela editoria Mundo.

Entre as suas visitas em vários países que deram origens a reportagens, está a sua ida à Palestina em março de 2002, como integrante de uma comissão especial do Fórum Social Mundial. Tal experiência deu origem ao livro "Terror e Esperança na Palestina" (Editora Casa Amarela). Entre outros livros é autor também dos conhecidos: "Showrnalismo - A Notícia Como Espetáculo" (2001; Editora Casa Amarela) e "O Jornalismo Canalha" (2003; idem). Entre as entrevistas e coberturas que já fez, guarda em seu currículo duas entrevistas exclusivas com os líderes mundiais Gorbachov (1992) e Yasser Arafat (1991; 1996) e foi o único brasileiro a participar da coletiva em que Günter Schabowski, porta-voz do Partido Comunista Alemão, anunciou o fim do Muro de Berlim.

José Arbex Jr. já ganhou o prêmio Herzog 99 com a reportagem "Terror no Paraná", na revista Caros Amigos - sobre a violência do governo Lerner contra o Movimento dos Sem Terra. E o prêmio Jabuti com o livro "O século do crime" feito juntamente com o jornalista Cláudio Julio Tognolli.



BOLETIM SIMTVD




Bolsa de Valores em tempo real direto da telinha



Por Renan Simão

O último dia de atividades do SIMTVD teve em uma das palestras o tema "Produção Digital em Sistemas Fechados de Televisão: A experiência BM&F BOVESPA". O coordenador do centro de televisão da BM&F BOVESPA, Ricardo Resende, expôs as relações de popularização da bolsa com o apoio da TV digital de dentro do prédio. Já Eduardo Bicudo, coordenador de tecnologia da bolsa mostrou como fornecer estrutura necessária para realizar transmissões diárias a várias emissoras do Brasil e do mundo.

O funcionamento da TV digital na bolsa é relativamente simples. A BM&F BOVESPA fornece todos os equipamentos para transmissão ao vivo e de graça. Seis câmeras e transmissões via fibra óptica ou satélite são exemplos do que está disponível aos veículos. As emissoras podem cobrir todas as ações da bolsa de perto e não têm interferência alguma de conteúdo. "Em troca a BM&F BOVESPA ganha a divulgação. Há a estimativa de que se a gente tivesse que pagar por esse espaço nas tevês, o gasto seria de 15 milhões de reais." afirma Ricardo Resende, que também é jornalista.

Com a incorporação da internet, da telefonia celular e das transmissões de TV os tempos das "brigas" entre corretores dos pregões da BM&F BOVESPA acabaram. "O que a gente está fazendo é único no mundo. Fornecer estrutura de graça para emissoras transmitirem ao vivo de dentro da bolsa. É um cenário além da informação." garante Eduardo Bicudo, também membro do Sistema Brasileiro de TV Digital, SBTVD.

Emissoras como Bloomberg, BandNews, GloboNews, RecordNews, Canal do Boi e canal Rural utilizam os equipamentos da bolsa para enviar informações personalizadas aos telespectadores. "Por exemplo, o Canal do Boi ou Canal Rural são canais especializados em agronegócio e a notícia do agronegócio está lá dentro. É um nicho a ser explorado." lembra Ricardo Resende. Atualmente, a BM&F BOVESPA dá suporte a sete emissoras que transmitem nove horas de programas relacionados a bolsa todos os dias.



Sistema Digital Brasileiro




Por Cristian García de Álamo

Qual é a situação da televisão digital no Brasil? Qual é sua ligação com os outros países de America Latina? Como está composto o mercado e qual é a função que os estudantes de jornalismo deverão desenvolver nessa questão? Estas e outras questões foram respondidas na mesa redonda “Padrão do Sistema Digital Brasileiro: a convergência e a interatividade em multiplataformas”.

Luis Valle, diretor de pós graduação de TV Digital da Universidade de Palermo (Argentina), abriu a palestra destacando as vantagens deste novo veículo. Disse que “a qualidade da imagem e som e a facilidade do uso da Internet são os pontos que a destacam do resto”.

O argentino ressaltou a grande importância de países da América Latina (como Argentina, Chile, Peru e Venezuela) seguirem o modelo do sistema digital brasileiro. Para ele, em nossa região a TV Digital servirá para que “grande parte da população de um pulo até a integração”.

Finalmente, e com uma quota de humor, Valle concluiu: “Como no futebol, aqui também nos enfrentaremos para ver quem cobrirá (com o sinal da TV Digital) todas as cidades mais rapidamente”.

Helio Fernandez, da TV Globo, falou sobre a visão do mercado neste setor. Afirmou que, se a interatividade é a nova oportunidade de desenvolvimento, o importante ainda é o conteúdo ofertado ao público. Neste sentido, advertiu sobre o risco de que os links que aparecerem na tela ofusquem a imagem. Fernandez ressaltou a mobilidade oferecida pela TV digital no celular como o novo caminho a ser percorrido.

Já Salustiano Fagundes, diretor da HXD Interative Televisão, forneceu dados para comprovar que estamos na “época do entretenimento”. Segundo ele, 90% da população recebe 10 salário mínimos e 75% tem celular. “Essa classe baixa está procurando conteúdo agregado que permita a integração”, afirmou Fagundes.

Guido Lemos, professor da Universidade Federal de Paraíba (UFPB), explicou a importância do projeto middleware Ginga, adotado como padrão no Sistema Brasileiro de Televisão Digital. “O Ginga vai fazer a intermediação entre o hardware e as aplicações interativas como, por exemplo, serviços bancários, compras pela TV, envio de opiniões aos programas em tempo real e muito mais”, sintetizou o professor.

No final, Salustiano Fagundes recomendou para os alunos da UNESP que gostariam de inserir neste campo que produzam novos conteúdos especializados para TV digital. “Já tem desenvolvimento, está faltando saber como usar esta tecnologia. Aí é onde os alunos deveriam passar mais horas no laboratório gerando conteúdos independentes da TV tradicional”, concluiu.



“Cidades Digitais”


Por Larissa Lotufo


No dia 20, o 1° Simpósio Internacional de Televisão Digital teve a mesa de discussão sobre “Cidades Digitais”. Os convidados para o debate foram os professores José Luis Bizzele (Unesp), Leonardo Mendes (Unicamp) e Marcelo Zuffo (USP).

Os professores explicaram o que seriam as cidades digitais, dando enfoque às vantagens que o projeto pode trazer para os municípios de pequeno, médio e grande porte. De acordo com Marcelo Zuffo as cidades digitais “tratam-se de um uma infra-estrutura de informação, comunicação e serviços”.

Leonardo Mendes, professor responsável pelo projeto de instalação de infovias municipais, contou que esse projeto começou a ser desenvolvido na Unicamp e agora, já consolidado, recebe propostas de várias prefeituras interessadas pela rede de comunicação. As infovias municipais consistem em redes de alto desempenho, que interligam as cidades e são dividas em dois modelos de instalação: o não rentável, que é direcionado à comunidade, e o rentável, que é o modelo adotado pelas empresas.

As infovias distribuem internet banda larga - 100 MB - e sistema de telefonia. A TV Digital também está sendo estudada para fazer parte do projeto, mas os professores ainda não têm previsão de quando ela será incorporada a rede, pois ela é “um pouco mais complicada de ser distribuída”.

Mendes comentou que o intuito do projeto é “levar internet banda larga para as classes C, D e E a um custo de vinte reais para cada um”. Questionado sobre a quantia, Leonardo explicou que esse é o valor de instalação da internet, e que a partir disso o seu uso é gratuito.
Marcelo Zuffo defendeu que o projeto é interessante para o país, já que pode levar a tecnologia digital a cidades pequenas, que muitas vezes se vêem isoladas desse mundo. Acrescentou ainda que “o Brasil compra tecnologia ao invés de investir na criação de tecnologia nacional”.

Leonardo disse que aposta na idéia de que o município coloque o projeto como uma necessidade. Mendes explicou que os custos se dão basicamente com a instalação, sendo que todo o gasto (ligações locais, interurbanas e internacionais) que os consumidores possam ter ficaria nas mãos da prefeitura. O professor disse que o projeto é auto-sustentável, ou seja, o lucro criado é revertido para investir em manutenção e melhoria da rede.

José Luis falou que o Brasil tem que “investir na mudança de paradigma”, acrescentando que “nenhum político é burro, se ele (o político) vê a oportunidade de melhorar a vida de seu eleitor ele vai considerar”.

A mesa “Cidades Digitais” terminou com um debate aberto em que os palestrantes tiraram as dúvidas do público.



Televisão digital da unesp: entre a teoria e a práxis




Por Helena Ometto


A mesa temática “Televisão digital da unesp: entre a teoria e a práxis” contou com Antonio Carlos de Jesus, diretor da Televisão Unesp (TVU), Érika Dios, editora chefe de jornalismo, Willians Balan, o responsável pela programação, Fernando Geloneze, responsável pelo design das transmissões e José Carlos Lúcio Correa, responsável técnico, todos eles funcionários da TVU.

Os debates giraram em torno da implantação da televisão digital da Unesp, com discussões e esclarecimentos sobre questões políticas que travaram o projeto. Antonio Carlos de Jesus disse que o processo já deveria ter se concretizado há muito tempo, mas os interesses políticos não permitiram.
O professor disse ainda que houve algumas polêmicas dentro da própria universidade em relação à implantação. Segundo ele, alguns docentes acham que o projeto deveria esperar a concretização da tecnologia digital. Ele afirma também “que, para se desenvolver uma universidade e um país é necessário, em primeiro lugar, ousadia”.

Também foram abordadas as diferentes áreas de implantação da TVU, desde o panorama geral e os trâmites políticos, passando pela programação e discussão de conteúdos que atendessem à base cultural e educativa, fatores essenciais a uma emissora universitária, além do jornalismo, que deverá atender às questões públicas.

Érika Dios disse que “as produções jornalísticas estão sendo pensadas para serem um diferencial, nós não queremos fazer nada exatamente como as pessoas estão vendo no ar, não queremos fazer mais do mesmo. Não estamos querendo promover uma ruptura, mas sim revolucionar o jornalismo no sentido de fazer diferente, com transparência e pluralidade. Queremos causar impacto na população de forma que sejam surpreendidas e queiram ver mais.”

Com relação aos investimentos, Antonio Carlos de Jesus esclareceu que a sustentabilidade sempre o foi o ponto principal do projeto: “Com os apoios culturais e convênios já firmados está assegurado o constante aperfeiçoamento tecnológico da emissora sem gastos para a reitoria, além de assegurar os estágios para os acadêmicos da Unesp.” A TVU abrirá a oportunidade 40 estágios para os estudantes da Unesp, em todos os níveis e áreas. O edital será divulgado em breve.

Perguntado se a TVU será um diferencial da Unesp, o diretor respondeu: “Sempre confiei nisso, a reitoria entendeu dessa forma também. Ela vem trazer um diferencial à universidade, mas também ser espaço de formação de profissionais de alto nível.

A inauguração da TVU está prevista para o primeiro semestre de 2010.



Profissionais discutem tecnologias para a TV Digital



Por Camila Franco

A segunda mesa de debates do SIMTVD teve início às 14 horas do dia 19 de novembro na sala 1 da Unesp. O tema debatido foi “Tecnologias educacionais para a Televisão Digital”. A mesa foi composta pelo diretor da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), Fernando Spanhol, pela professora doutora da Universidade de Lima, no Peru, Maria Teresa Queroz, e por Márcio Pereira do canal Futura.

A discussão principal foi definir como a TV Digital poderá auxiliar na educação à distância. A maior preocupação de todos os profissionais é do conteúdo que irá ser transmitido, uma vez que a tecnologia já é algo real e possível. No futuro, a TV Digital será um suporte ao professor e haverá uma mudança no paradigma do ensino. Fernando Spanhol afirmou que “os professores que não se adaptarem as mudanças tecnológicas ficarão de fora do mercado”.

A “nova razão cognitiva” faz com que tenhamos várias formas de conhecimento ao mesmo tempo, ou seja, é estar com quatro fontes de informação e a capacidade de processá-las simultaneamente. Esse avanço na razão cognitiva será primordial para a utilização da videoconferência com a TV Digital em ensino à distancia. Fernando Spanhol ainda deixa claro “que a maior diferença entre a TV Digital e a analógica é o conteúdo”.

Atualmente, a TV é um grande influenciador nas escolas e a preocupação dos participantes da mesa é se os meios de comunicação atendem as necessidades da escola. A professora Maria Teresa explicou que é preciso redobrar a atenção no uso da TV Digital, para que esta não seja mais um artefato tecnológico. A TV é usada nos dias atuais como um entretenimento, mas ela pode ser aproveitada para um meio de conhecimento. Além disso, deve haver políticas públicas que permitem um maior acesso da população com TV Digital e pensar na convergência educativa que ela pode proporcionar.

Marcio Pereira, do canal Futura, afirmou que a televisão deve ser usada para alavancar a educação e que a TV Digital deve fazer uso de redes sociais para a multiplicação do conhecimento. “A televisão é um instrumento que agrega ações”, diz Márcio, por isso a TV Digital deve ser mais uma ferramenta no auxílio da difusão do conhecimento.

As mudanças que vão ocorrer com a TV Digital são: vídeo sem fantasma e ruído, melhor qualidade na recepção, melhor qualidade do áudio, recepção móvel e portátil, novos públicos e possibilidade de multiprogramação. Com os aparelhos portáteis os novos públicos serão as pessoas que estão nos trens, metros, trânsito, e essas são grandes oportunidades para divulgar conteúdo educativo.

A TV Digital irá proporcionar um auxílio na educação com a interatividade, uma vez que as pessoas poderão fazer simulados de provas com o controle remoto da televisão, e poderão testar o que foi aprendido, por exemplo, no Telecurso 2000. Márcio Pereira afirmou que “na TV Digital não muda tudo, só aumentam as ferramentas”, ou seja, ela será apenas uma aliada para promover a educação.



SIMTVD DISCUTE OS DESAFIOS DA TELEVISÃO DIGITAL BRASILEIRA


Por Juliana Santos

Na manhã do dia 19 o I Simpósio Internacional de Televisão Digital (SIMTVD) teve sua primeira mesa temática, abordando “Comunicação, Produção de Conteúdos e Políticas Públicas: desafios para a Televisão Digital no Brasil”. Os palestrantes foram Fernando Dias (Presidente da Associação Brasileira de Produtoras Independentes – ABPI-TV), André Barbosa (consultor da Casa Civil/Governo Federal) e James Görgen (Ministério da Cultura).

Um dos pontos principais da discussão foi a inclusão social, que poderá ser alcançada por meio da interatividade que a TV Digital irá proporcionar. O consultor da Casa Civil, André Barbosa ressaltou a importância do uso do novo padrão de televisão como serviço público, e usou como exemplo o fato de que uma senhora que mora no interior do Piauí poderá marcar uma consulta médica pela TV Digital.

Além disso, Barbosa avaliou como “um sucesso” a implementação do padrão digital na transmissão da TV brasileira, que teve inicio há quase dois anos. No entanto, questionou os presentes no debate: “Estamos preparados para a comunicação interativa?”.

James Görgen, secretário do audiovisual do Ministério da Cultura, afirmou que o objetivo do ministério na TV Digital é trabalhar equilibrando o pensamento dos vários meios (cinema, TV, games, telefonia), para produção de conteúdos voltados principalmente para a dimensão cidadã. James ainda ressaltou o uso da TV digital como um meio de cuidar da memória da produção audiovisual brasileira.

O presidente da Associação Brasileira das Produtoras Independentes de Televisão (ABPI – TV), Fernando Dias, comentou sobre as dificuldades que as produtoras independentes possuem frente as emissoras que produzem seu próprio conteúdo, além da legislação, que pouco regulamenta as produções.

Mas Fernando afirmou que a associação acredita que projetos como o de interatividade e multiplataformas, a PL 29 (projeto que abre o mercado de TV por assinatura às operadoras de telefonia e cria cotas de produção nacional na programação), e o incentivo da ANCINE (Agência Nacional do Cinema) possam ajudar a produção independente.

Outro ponto debatido foi o software de interação na TV Digital, o Ginga, desenvolvido por alunos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Foi ressaltada a importância de estarmos produzindo tecnologia própria, e não importando, como acontece na maioria das vezes no Brasil. A construção desse software passa por algumas divergências técnicas que envolvem empresas de tecnologia, governo, emissoras de TV e os próprios desenvolvedores do sistema.

Segundo os palestrantes, a TV Digital proporcionará a oportunidade de melhorar a televisão pública no Brasil, deixando-a mais democrática e próxima da população.



Abertura SIMTVD

Por Gabriel Maia Salgado

A abertura do 1º Simpósio Internacional de Televisão Digital (SIMTVD) ocorreu nesta quarta-feira, às 20h, no Teatro Municipal de Bauru. Contou com a presença do prefeito da cidade, Rodrigo Agostinho, do diretor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP (FAAC), Roberto Deganuti, e com o presidente da comissão organizadora, Juliano Maurício de Carvalho, que destacou as duas vocações pelo desenvolvimento de tecnologia e produções para a comunidade brasileira, e a vocação da própria universidade pública na geração de conteúdo e profissionais.

Logo depois da abertura oficial, que contou também com um dueto violinista e com a execução do hino nacional, a Conferência de Abertura do Simpósio se iniciou com a coordenadora adjuntado evento, Maria Cristina Gobbi, apresentando o consultor do Fórum Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), Euzébio Tresse, que abordou o tema “Panorama da Televisão Digital no Brasil: perspectivas e embates”.

Tresse abordou a necessidade da criação de uma nova tecnologia frente à superação da tecnologia analógica. Ele destacou os benefícios para os telespectadores com a possibilidade de realizarem serviços de bancos e comerciais, por exemplo, por meio do controle remoto, a inclusão social com a disponibilidade de alta qualidade de imagem para toda a população e a inclusão digital por meio da ligação entre a televisão e internet.

“Por ser gratuita, a televisão digital é uma ferramenta que ajuda na democratização da alta qualidade que possui, além de ter a opção de qualidade de resolução inferior para a população de menor poder aquisitivo, tendo a mesma programação que os ricos vão ter”, afirmou o consultor do SBTVD.

Sobre a interatividade, Tresse afirmou que, “em curto prazo, a interatividade pode ser usada em ensino a distância e no governo eletrônico e que terá, logicamente, o papel de entretenimento para o telespectador.” Ainda sobre a interatividade da televisão digital implementada no Brasil, ele afirmou aque “a nossa interatividade é a melhor que tem no mercado e é 100% nacional, sendo produzida pelas nossas universidades. É por isso que eu fico super contente pelo curso de pós-graduação da UNESP.”

De acordo com o consultor, a televisão digital já está disponível em 18 capitais brasileiras -mais o distrito federal-, além de estar presente em alguns países da América Latina como a Argentina, Chile, Peru e Venezuela. Ele destaca que a busca em desenvolver a Televisão Digital é, sobretudo, uma forma de preparar-se para o futuro.

As inscrições para o SIMTVD podem ser feitas até pelo site www.faac.unesp.br/simtvd durante o evento.



Workshop analisa o desenvolvimento de aplicações interativas para televisão digital utilizando a tecnologia Java para o Ginga


Por Leticia Greco

Dia 19 de novembro, às 18h será realizado durante o SIMTVD o workshop “Desenvolvimento de aplicações JAVA para o GINGA” com Daniel Uchôa, diretor de Inovação e Engenharia da Overmedia Networks e membro da empresa Caelum, companhias especializadas em treinamentos e consultoria em Televisão Digital.

Segundo Uchôa, “Desenvolvendo Aplicações com Ginga: o Middleware da TV Digital“ é um treinamento pioneiro e único no mercado. Além disso, é autorizado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), instiuição que desenvolveu o Ginga. Normalmente o treinamento é oferecido em dois módulos de 8 horas-aula. Para o SIMTVD houve uma adaptação e a duração será reduzida.

Uchôa faz questão de ressaltar que o curso para Televisão Digital tem metodologia própria, a fim de que cada conceito seja demonstrado e vivenciado pelos alunos. Segundo Uchôa, que também desenvolveu um framework para aplicações residentes no FlexTV, “cada módulo é focado em um estudo de caso, no qual ao longo do curso os participantes implementam uma aplicação completamente funcional.

No Módulo 1 os participantes desenvolvem uma aplicação que interage com o usuário através da apresentação de mensagens na tela e do tratamento de eventos do controle remoto.

Já no Módulo 2, será construída uma aplicação que evolui na interface gráfica, e que além de interagir com o usuário, também é capaz de interagir com os fluxos de áudio e vídeo, e com outros equipamentos na rede através do Canal de Interatividade. No fim, teremos uma aplicação de comércio na TV completamente funcional“.

Daniel Uchôa relata que o objetivo do workshop é “ensinar os primeiros passos no desenvolvimento de aplicações interativas para televisão digital utilizando a tecnologia Java para o Ginga“. Para ele, o workshop será um grande desafio, já que o objetivo “é que em apenas 1 hora os participantes criem suas primeiras aplicações Java para o Ginga“. Mas ele ressalta que para o desenvolvimento de aplicações reais e para o entendimento de todo este novo ecossistema de software para televisão digital surge muito mais dedicação e tempo necessários.

As inscrições para o workshop já estão abertas e são gratuitas aos inscritos no evento. Para se inscrever basta entrar no site www.faac.unesp.br/simtvd. O SIMTVD é promovido pelo LECOTEC, que disponibiliza informações adicionais pelo telefone (14) 3103- 6168 ou pelos emails: simtvd2009@faac.unesp.br ou vivian.lourenco@faac.unesp.br



Mesa temática discute a Televisão Digital da UNESP durante o SIMTVD



Por Nathalia Boni

No próximo dia 20, o I Simpósio Internacional de Televisão Digital – SIMTVD – com a mesa temática “TV Digital da UNESP: entre a teoria e a práxis” mostra ao público como a televisão digital está sendo desenvolvida no Campus da UNESP. Ministrada por profissionais do ramo, a mesa conta com a participação de Antonio Carlos de Jesus, idealizador e Diretor da Televisão UNESP.

De acordo com Antonio Carlos a exposição eliminará dúvidas a respeito do novo projeto. “A mesa abordará tudo sobre a TV UNESP: sua grandiosidade, os aspectos culturais e jornalísticos, a proposta de programação básica, a inserção de novos programas, as novas tecnologias e investimentos, entre outros”, afirma. Haverá mostras de como tudo é produzido na Televisão, desde a área de recursos humanos e financeiros até os produtos finais em programação digital para televisão.

A Televisão Digital da UNESP é um projeto em nível de Mestrado profissional realizado desde o segundo semestre de 2008 e tem como um dos principais objetivos a edificação da Televisão Universitária UNESP, em sistema digital e o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, o SBTVD-T.

Antonio Carlos de Jesus é diretor do Centro de Rádio e Televisão Cultural e Educativo da UNESP - CRTVCE, e o idealizador do projeto-destaque. Além dele, participam também Willians Balan, da assessoria de produção, Érika Dios, editora de jornalismo, Maria Helena Gamas, da assessoria de jornalismo, Fernando Gelonese, supervisor técnico de videografismo I e José Carlos Lúcio Correa, coordenador de operações.

O SIMTVD acontece nesta semana na UNESP de Bauru durante os dias 18, 19 e 20 de novembro. Participantes internacionais e profissionais de grandes emissoras brasileiras discutirão a tecnologia digital e o potencial econômico, social e cultural da produção de conteúdos para plataformas digitais. O SIMTVD é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital (PPGTVD) e por meio de palestras, mesas-redondas, oficinas e workshop promoverá a interação entre Universidade, produtores de conteúdos e empresas de tecnologia.

Mais informações no site do evento www.faac.unesp.br/simtvd.



Discussão sobre novos modelos de educação

Por Fernanda Lourencini

Às 15h de hoje, Nelson Pretto (FACED/UFBA), Wilken Sanches (ONG Coletivo Digital) e César Minto (USP) encerraram as atividades do LECOTEC 2009. A Mesa por discutiu a necessidade de formulação de novos modelos de educação, em meio à realidade digital em que vivemos, além de criticar os modelos já existentes e expor aos presentes três perspectivas diferentes a respeito do assunto.

Ministrada pela professora doutora Ana Sílvia Melo, a Mesa deu voz, primeiramente, a Wilken Sanches, que apresentou o trabalho que participa. O Coletivo Digital trata de uma ONG com uma nova proposta de inclusão digital. Wilken falou sobre as bases do projeto, que incluem a utilização de um software livre, com o intuito de educar o cidadão e não adestrá-lo em relação à utilização do computador, e a participação popular, além de justificá-las e apresentar seus objetivos centrais.

Entre esses está o desenvolvimento de iniciativas de inclusão digital e o incentivo do uso cidadão da internet. Wilken concluiu sua fala discutindo a necessidade de uma democratização nos meios de produção como um elemento central nos processos educativos, possibilitando ao indivíduo produzir conteúdo e não apenas aprender a utilizar um software.

Contrapondo a exposição de Wilken, César Minto criticou a mercantilização da educação e o uso indiscriminado do Ensino à Distância. Segundo ele, esse tipo de ensino foi criado para suprir a necessidade de lucro das universidades particulares e é falho em vários sentidos.

A crítica, no entanto, não foi feita ao ensino à distância em si, mas ao seu uso, que deve complementar o curso presencial e não atuar na formação inicial de um profissional.

Já Nelson Pretto, analisou as novas tecnologias como uma forma de reformular o ensino nas escolas. Ele enfatizou a cultura do compartilhamento, tendo como ponto fundamental a colaboração, pela qual um novo modelo de educação deve ser criado. Dessa forma, o computador deve ser utilizado como um espaço social e não como um mero auxiliar do processo de aprendizado.

Por fim, Nelson complementou a fala de Wilken ao falar da necessidade do aluno se comportar como autor no processo de ensino e não apenas como um ator. Ele criticou os processos educacionais centrados na idéia de singularidade e de homogeneidade, já que não possibilitam a pluralidade de educações necessárias para o estímulo da criação.



Entrevista com João Brant, do “Intervozes”

Acompanhe entrevista com João Brant, do “Intervozes”. João foi um dos convidados da mesa “Conferencia Nacional de Comunicação – Perspectivas e Desafios” que aconteceu nessa quinta-feira, às 20 horas.

Contextualizando os movimentos de discussão dos aspectos socioeconômicos nacionais, Brant explicitou, em seu discurso, os principais aspectos a serem avaliados pela CONFECOM. Na entrevista, ele fala sobre a importância de eventos como o LECOTEC, as principais dificuldades em que a abrangência da Conferência Nacional implica e a interdisciplinaridade presente na comunicação contemporânea.




CONFECOM é tema de mesa na segunda noite do LECOTEC

Palestrantes analisam a importância da conferência que está mobilizando todo o país




Por Daniela Penha

A mesa que teve como tema “Conferência Nacional de Comunicação – Perspectivas e Desafios” analisou a comunicação nacional em seus principais aspectos. João Brant, César Bolaño e Juliano de Carvalho foram os convidados da discussão que mesclou poder público, empresariado da comunicação e teorias comunicacionais.

O debate, aconteceu às 20 horas de quinta-feira, no auditório 1 da Unesp e fez considerações não apenas sobre a importância da CONFECOM - Conferência Nacional de Comunicação - para os comunicadores, mas também para a população brasileira, receptora diária da mídia.

A CONFECOM foi anunciada no Fórum Social Mundial, que aconteceu em Janeiro desse ano, em Belém, e foi convocada em Abril. É a primeira conferência que traz a comunicação como temática, e, assim, tem sido pauta nos 27 estados brasileiros.

A preparação para a conferência tem acontecido em escala regional e estadual: afim de, estabelecerem consensos os estados tem organizado reuniões regionais onde a temática da comunicação é discutida, bem como são organizadas as pautas a serem levadas para a conferência nacional, que acontece em dezembro, no Distrito Federal.

O professor de comunicação social da Unesp, Juliano de Carvalho, falou sobre a posição a ser tomada entre a diversidade de opiniões que tem surgido entre as comunidades: “A CONFECOM é uma vitória. Vamos adiante com aquilo que nós temos consenso. Temos que descobrir como cada um pode participar”.

A mesa, diante da complexidade do assunto, analisou assuntos polêmicos que transitam constantemente pelo cenário da comunicação. Entre opiniões diferentes, como a do Prof. Bolaño, que disse estar pessimista em relação à CONFECOM, apesar de concordar com a necessidade de que ela seja feita, foram pontuados aspectos históricos e socioeconômicos acerca da comunicação no Brasil.

Os debatedores disseram que, ainda que cientes quanto às dificuldades que a diversidade de opiniões e a necessidade de infra-estrutura nos meios comunicacionais implicam, há de se esperar bons créditos da Conferência Nacional da Comunicação.




Mesa paralela discute o papel da arte na produção áudio-visual

Ana Cláudia Tripoloni

A arte como uma das fontes criadoras das mídias e áudio-visual: cinema, televisão e web foi o tema da segunda mesa paralela que aconteceu nesta quinta-feira, 12 de novembro, às 10 horas. A mesa foi ministrada pelas professoras Maria Luiza Calim de Carvalho Costa, Eliane Patrícia Grandni Serrano, Guiomar Josefina Biondo e Nelyse Aparecida Melro Salzedas.

A discussão foi sobre as artes, especialmente a pintura, como plano de fundo das produções midiáticas contemporâneas.

A professora Guiomar Biondo iniciou a apresentação fazendo uma rápida retomada da história das artes plásticas, desde a época das cavernas até os dias de hoje, passando pelo século XVII e o Renascimento, quando a realidade começou a ser questionada e a pintura criou uma nova realidade, cheia de ambiguidades.

É nessa época que surgem os novos modos de representação, como a metalinguagem e a exploração do sonho. Guiomar encerra sua parte questionando “como as coisas são vistas e representadas hoje?”

Partindo desse questionamento, a professora Nelyse Salzedas se direcionou para as mídias atuais. Em uma exposição rápida, ela mostrou que pinturas famosas estão presentes nos cenários e composições de filmes, muitas vezes em remontagens idênticas.

Ela questiona se essa volta constante à pintura seria uma escassez de novas invenções e termina dizendo que a mídia ainda não possui uma linguagem própria, por isso se volta à produções antigas, especialmente à pintura.

O fato de que a mídia se utiliza cada vez mais da pintura foi comprovado pela professora Eliane Patrícia Serrano, da Unesp de Presidente Prudente. Ela apresentou as vinhetas de abertura de duas novelas da Rede Globo: Laços de Família (2001) e Caras e Bocas (2009).

Em ambas as vinhetas a pintura é parte essencial da construção: na primeira, as imagens vão se formando através de fragmentos; a segunda é construída através de jorros de tinta, que formam rostos em movimento. A professora afirma, ainda, que as vinhetas são uma parte importante para chamar o espectador, pois causam uma identificação do público com a obra.

Maria Luiza Costa fechou a exposição apresentando os elementos artísticos presentes da abertura da microssérie Capitu, exibida pela Rede Globo. Ela mostrou o processo de construção da vinheta, um produto midiático baseado em processos artísticos, como a bricolage: uma técnica que consiste em sobreposições de imagens, formando uma nova figura.

Na microssérie, o efeito utilizado pela mídia faz uma ponte entre literatura e televisão, trazendo para o público uma obra que pode ser compreendida por todos os tipos de espectadores.



Projeto “Fisicanimada” do campus de Rio Preto é tema da mesa paralela de hoje



Por Amanda Pioli

A mesa paralela I “Desafios para a formação e a prática docente com tecnologias digitais de informação e comunicação” aconteceu às 10 horas, na Sala 1. A mesa contou com a presença do livre-docente Eloi da Silva Feitosa, professor da UNESP no campus de São José do Rio Preto, e da mestranda Rosemara Perpétua Lopes, professora do mesmo campus.

O principal tema foi discutir o papel do professor diante das novas tecnologias, e debater como essas tecnologias (TDIC – Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação), focadas na internet e no computador, podem auxiliar o pedagogo na hora de ensinar. Ou seja, o que a escola tem feito pra conciliar o ensino e as novas tecnologias.

De acordo com a professora Rosemara “toda a discussão tem embasamento em conhecimentos tácitos adquiridos com um projeto chamado ‘Fisicanimada’, da UNESP de Rio Preto, e também conhecimentos da minha pesquisa de mestrado sobre a formação inicial de professores para o uso crítico dessas tecnologias”.

Com o grupo ‘Fisicanimada’, coordenado pelos professores que ministraram o debate, as novas tecnologias são incluídas no mundo escolar, através de novas táticas de ensino que dinamizam a explicação e impulsionam a participação do aluno, desde o ensino infantil até o ensino médio.

O grupo monta os programas de matemática, física e ciência natural, de acordo com a necessidade de cada colégio. Atualmente, a disciplina de Inglês também tem sido desenvolvida com materiais sonoros e participativos para os alunos.Mas, o programa apresenta dificuldades de aceitação. Muitos professores acreditam que perderão espaço para essas novas mídias, e rejeitam o programa mesmo antes de conhecer.

Rosemara fala de outro grande desafio enfrentado no desenvolvimento do projeto, “são as condições materiais de realização e de concretização das propostas de uso de tecnologias nas escolas públicas”. A mesa foi encerrada com um a participação dos presentes, na maioria professores, discutindo as propostas abordadas.

Para mais informação sobre o “Fisicanimada” e o uso das novas tecnologias no programa de ensino acesse o blog HTTP://fisicanimada.blogspot.com ou o site http://www.fisicanimada.net.br/.




Ouça entrevista Professora Adriana da UFU

Ouça agora aqui no blog da Jornal Junior entrevista com a professora Dra. Adriana Omena da Universidade Federal de Uberlândia, falando sobre os desafios e as implicações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação.

Entrevista feita durante o Lecotec 2009.




Oficina no Lecomciência trata de Jornalismo Ambiental

II Seminário de Comunicação e Ciência fecha oficinas com temática ambiental





A oficina “Jornalismo Ambiental”, ministrada por Katarini Miguel, foi a última oficina que aconteceu no LECOMCIENIA, II Seminário Lecotec de Comunicação e Ciência, da Unesp de Bauru, hoje, às 9h.

Katarini Miguel mestre em Comunicação Midiática e coordenadora do Programa de Comunicação da ONG Ambiental Vidagua, promove diversas ações socioambientais há 15 anos em Bauru e região. Katarini é formada em Jornalismo pela USC e mestre pela Unesp, onde defendeu a tese “Paradigmas da imprensa nas políticas públicas ambientais”.

A oficina, que teve duração de 3 horas, buscou mostrar aos inscritos presentes as principais características da cobertura ambiental, através de uma interpretação realista e desvinculada dos convencionalismos da área. Além da exposição teórica que buscou apresentar o conceito de Comunicação Ambiental, Katarini propôs uma atividade prática de análise de textos de jornais com a temática de meio ambiente.

Organizando duplas de diferentes áreas do conhecimento, como Comunicação e Matemática, ela objetivou estabelecer uma comparação do entendimento entre essas diferentes áreas, uma vez que o Jornalismo Ambiental, quando interpretado por comunicadores, por exemplo, vem implicado de uma série de pré-conceitos.

Sobre isso, Katarini afirmou existirem boas e más iniciativas, ainda que as pessoas salientam apenas as ruins. “Não existiriam tantas ONGs ambientais hoje em dia se não existissem pessoas dispostas a dar credibilidade a isso”, alegou Katarini.

A análise dos jornais gerou uma discussão que passou pela questão da pluralidade das fontes como construtora da credibilidade jornalística, que, na cobertura ambiental, por exemplo, pode ficar esquecida em detrimento da consideração de opiniões muito generalizadas, que não permitem ao leitor a compreensão de um contexto.

Apesar do otimismo, a jornalista lembrou do caráter figurativo e de certa forma hiperbólico de algumas iniciativas das ONGs, como o Green Peace ou SOS Mata Atlântica. “As algumas ONGs tem um perfil mais midiático, criam cenário para a imprensa”.

Segundo ela, é esse tipo de atitude que contribui para que a cobertura jornalística ambiental esteja, muitas vezes, associada a uma idéia catastrófica ou até mesmo romântica. Estiveram presentes alunos de graduação e professores da rede municipal de Bauru.



Questões polêmicas do jornalismo científico em discussão no Lecomciencia


“Educação e Formação para divulgação científica” foi a mesa que aconteceu ontem, às 19h, no II Seminário de Comunicação e Ciência (Lecomciencia), da Unesp. Os palestrantes foram Ricardo Zorzetto, editor-executivo da Revista Pesquisa Fapesp e Francisco Rolfsen Belda(foto acima), gerente de internet do jornal Tribuna Impressa e pesquisador do Lecotec.

O objetivo da mesa era refletir sobre a necessidade de a divulgação de ciência estar vinculada ao conhecimento, ainda que mínimo, do assunto a ser tratado. A discussão passou por temas controversos, como a atitude inconseqüente de algumas revistas e jornais, que publicam matérias sem a apuração devida que a valida como documento social.

Para Zorzetto, que falou basicamente sobre sua atuação na revista Pesquisa, “o jornalista deve desconfiar de tudo, não acreditar em verdades acabadas”. Ele afirmou ainda que o jornalista que pretende trabalhar na área tem por obrigação entender minimamente do funcionamento da ciência.

A divulgação científica, por tratar de assuntos complexos que assustam facilmente tanto o leitor quanto o próprio pesquisador, torna-se alvo fácil de informações enganosas, mitos e fabulações exageradas, como é o caso das descobertas científicas inusitadas e o do efeito milagroso que atribuem a medicamentos. “O jornalista tende a encaminhar a responsabilidade do que diz para sites especializados de ciência, citando artigos científicos que, tirados do seu contexto, perdem o sentido”, afirmou Zorzetto.

Já Francisco Belda pontuou em sua palestra a necessidade de o jornalista que divulga ciência estar motivado e cativado pela temática. Segundo ele, “gostar de ciência” é o principal elemento necessário para fazer um bom trabalho.”Os fenômenos científicos não são de outro mundo, pelo contrário, eles estão dentro de nós”, alegou o pesquisador.


Além disso, Belda falou sobre a herança do jornalismo literário na divulgação científica, ou seja, de como os recursos de narratividade comuns à literatura podem auxiliar na articulação de um jornalismo mais humanizado e solidário ao indivíduo que há por trás de cada pesquisa e de cada artigo.

Francisco Belda, que começou a se interessar por ciência muito jovem, a partir de um livro científico de Carl Sagan, falou sobre a facilidade de perceber a ciência no mundo de hoje, que vê surgir a cada dia uma nova tecnologia.

Citando ferramentas virtuais como Google Sky, que permite observar planetas e constelações, ele afirmou que questionar o que há por trás de cada coisa que utilizamos no dia-a-dia, é um bom começo para alimentar o espírito desconfiado de que deve estar revestido todo jornalista. “A própria percepção da ciência já é fascinante, a ciência tem a ver com as inquietações do homem, em todos os sentidos”, afirmou Belda.



Comunicação e sustentabilidade são discutidos no Lecomciencia


No Lecomciência 2009, na Unesp Bauru, aconteceu a mesa temática “Ciência pela Sustentabilidade: o desafio do comunicador”, parte da programação do II Seminário Lecotec de Comunicação e Ciência, promovido pelo Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec).

A mesa foi composta por Pedro Celso Campos, professor da Unesp, Katarini Miguel, assessora de comunicação do Instituto Vidágua, Gisele Hilario, editora-chefe do Jornal da Cidade, e Ana Carolina Amaral, estudante de Jornalismo e coordenadora do Grupo de Estudos Aplicados em Jornalismo Ambiental da Unesp. A mediação ficou por conta do prof. Ângelo Sottovia Aranha.

O principal enfoque dos assuntos discutidos na mesa foi a dificuldade de articulação da linguagem científica, tanto no jornalismo diário, quanto no contexto da comunidade acadêmica.

Quanto ao jornalismo diário, por exemplo, foi discutida a necessidade de adotar estratégias de articulação da linguagem. Ou seja, ao mesmo tempo em que a linguagem da divulgação científica está vinculada a um certo rigor de termos, é preciso saber como transformar essa linguagem de modo a otimizá-la e garantir o entendimento dos leitores.

Para Gisele Hilário, editora do Jornal da Cidade, “o bom profissional deve saber como traduzir, por exemplo, que nuvem não se chama nuvem, de uma maneira que não agrida o leitor”.

Para o professor Pedro Celso Campos, o essencial no Jornalismo Ambiental é uma renovação de pensamento, ou seja, uma mudança de postura da própria sociedade em relação ao meio ambiente. Segundo ele, não se pode tratar o meio ambiente como algo externo à sociedade: “o meio ambiente somos nós”- disse o professor – o Jornalismo Ambiental não pode ser mais uma gaveta nas editorias dos jornais, apenas mais uma extensão burocrática”.

Já Katarini Miguel falou sobre como é feita a comunicação nas (ONGs) em sua tentativa de aproximar população e questões ambientais. Katarini salientou a importância da internet na construção de uma consciência ambiental, por ser a forma mais barata e menos invasiva para a sociedade e o meio ambiente.



O rádio que faz rir

O humorista Felipe Xavier iniciou sua carreira no rádio quando ainda era estudante de arquitetura na USP, com o programa Rádio Alegre.

Esse foi o pontapé inicial para uma carreira promissora no mundo humorístico das rádios brasileiras. Felipe se consagrou com os personagens Dr. Pimpolho, Homem-Cueca, Incrível Rosca, e Super Shana, todos apresentados no quadro Chuchu Beleza, veiculado por várias rádios do Brasil.

No dia 5 de novembro, Felipe Xavier vem à UNESP para participar do III Enco-Rádio. A repórter Letícia Ginak conversou com o humorista sobre o rádio no Brasil e para saber dele quais são as expectativas para o evento.

Você confere abaixo entrevista feita para a Jornal Júnior.


JJ- Como você se interessou por trabalhar no rádio, que é um veículo que apresenta resistência de muitos profissionais - apesar de ser o meio de comunicação mais acessível para toda a população?

FX- Comecei a trabalhar no rádio, na época de faculdade, na Rádio USP. Eu fazia arquitetura na USP e a Rádio USP sempre deu oportunidade para os alunos desenvolverem projetos experimentais. Trabalhei 4 anos na Rádio USP fazendo o nosso programa de humor, sem ganhar um centavo. Depois disso surgiu o convite para trabalhar na 89FM, uma rádio de ponta em São Paulo, e foi aí que o sucesso aconteceu para o nosso grupo, os Sobrinhos do Ataíde.

JJ- De onde vem a inspiração para tantos personagens engraçados que você interpreta no quadro Chuchu Beleza? O Dr. Pimpolho remete à lembrança de algum chefe que você já teve?

FX-
A inspiração vem do cotidiano. De situações comuns do dia-a-dia. Eu já tive vários chefes que serviram de inspiração para compor o personagem Dr. Pimpolho.


JJ- O humor no rádio ainda existe ou há pouco interesse em praticá-lo nos últimos anos no Brasil?

FX-
O humor é uma das principais ferramentas de captação de audiência para uma emissora de rádio. Tocar músicas, todas podem tocar, mas ter um programa de humor original é único, é o que faz a diferença.

JJ- Se você fosse convidado a transportar o Chuchu Beleza para a TV, você aceitaria ou teria medo da fórmula se desgastar?

FX-
Aceitaria sim. Aliás, tenho buscado isso. Espero em breve colocar meu humor na TV.

JJ- Neste ano você abriu uma produtora que vai fazer trabalhos para todas as mídias inclusive a internet. O que você pensa sobre a política de direitos autorais na internet e também sobre o "esquema" de baixar os conteúdos de maneira gratuita?

FX-
Não tenho ainda uma opinião formada a esse respeito. O que sei é que hoje tudo é baixado na internet, quer você queira, quer não. Então, o negócio é adaptar-se a essa nova realidade e tentar tirar proveito disso. Um bom exemplo é a cantora revelação Mallu Magalhães, que disponibilizou suas músicas na internet e assim se lançou. Porém, a mesma Mallu hoje vende Cds nas lojas e sofre com a pirataria. O que dizer sobre isso? Não sei.

JJ- Quais são suas expectativas para o III Enco-Rádio organizado pela UNESP e o que você pensa sobre essas iniciativas de manter o rádio ativo na grade curricular dos alunos de jornalismo da Universidade?

FX-
Acho o rádio fundamental. É a escola da maioria dos grandes profissionais de comunicação do país. Espero na minha palestra, poder contribuir com um pouco mais de informação sobre o rádio, esse veículo que eu acho apaixonante.



Oficinas mostram lado didático do III Enco-Rádio

O Enco-Rádio, além de um meio de discussão sobre o Rádio como veículo de comunicação, é um importante evento informativo e didático. Por isso, algumas das mais importantes atividades do evento são as oficinas, que esclarecem assuntos relacionados à comunicação no rádio, feitas a partir do ponto de vista de profissionais.

A terceira edição do Enco-Rádio conta com quatro oficinas, duas pra cada dia do evento. Para participar, é preciso fazer uma inscrição independente das outras atividades que custam R$ 5,00 cada.

No primeiro dia, 4 de novembro, aconteceu a oficina de “Produção Sonora Como Elemento Fundamental Para o Audiovisual”, ministrada pelo graduando de Rádio e TV da Unesp-Bauru Bernardo Marquez. Segundo ele, a idéia é expor os aparatos básicos, as possibilidades, as profissões existentes nesse meio e os conceitos importantes para os primeiros passos na produção sonora no rádio, na TV, no cinema e na publicidade. Ele ainda lembra que cada inscrito deverá levar o seu fone de ouvido para a oficina.

Nesse mesmo dia, Wellington Leite, locutor e produtor das rádios Unesp FM e Veritas, mostra, na sala 65, a oficina de “Como Montar Uma Grade De Programação Artística No Rádio” . Wellington conta que na oficina ele dará uma visão prática sobre a programação radiofônica principalmente em rádios comerciais e comunitárias. “O programador tem a importância de definir qual será a "cara" de uma emissora.”, diz ele explicando sobre a importância da oficina.

Já na quinta- feira, dia 5 de Novembro a tarde começa com a oficina “Uso Profissional da Voz”, excepcionalmente das 13 às 16 horas, na sala 77, com a fonoaudióloga da USP Iara Lorca. Segundo Iara, o objetivo da oficina é passar noções de como a fonoaudiologia torna a locução melhor. Além de dicas de cuidados com a voz e interação com os participantes através de exercícios para entonação.

Também há a oportunidade de aprender “Como tema Montar Uma Web Rádio” com Vitor Garcia, que é graduando de Radialismo da Unesp-Bauru e diretor da Rádio Unesp Virtual. Vitor conta que a oficina terá duas partes: na primeira ele contará como é o funcionamento da Rádio Unesp Virtual e na segunda ele dará um panorama geral do que é necessário fazer para se ter uma Web Rádio sem sair de casa.

Este ano a programação foi expandida e a escolha dos oficineiros aproveita o potencial dos alunos da faculdade e os profissionais da Rádio Unesp FM. Denise Aielo, coordenadora geral do evento, colocou que a inovação esse ano é trazer oficinas que contemplam os três cursos de comunicação: Jornalismo, Radio e TV e Relações Públicas.

Texto de Laura Luz



Boletins da Jornal Junior no Enco Rádio 2009

A Jornal Junior produziu está produzindo boletins radiofônicos do Enco Rádio 2009. Ouça aqui no blog todos os boletins:

Boletim na Oficina de Produção Sonora:



Boletim na Oficina de Programação de Rádio:



Boletim na Mesa Redonda: “Rádio: Música, Jornalismo e Relações Públicas”:



Boletim de Apresentções de Trabalho Científicos:



Oficina de Web Rádio:




Lecomciência e Lecotec acontecem na UNESP de Bauru



Serão realizados de 9 a 13 de novembro, no campus da UNESP, em Bauru, dois eventos relacionados à comunicação e a sua interligação com temas da sociedade que são fundamentais para um efetivo desenvolvimento coletivo.

De 9 a 11 de novembro, acontece o II Seminário Lecotec de Comunicação e Ciência (Lecomciência 2009), para uma discussão dessas duas áreas a partir do ponto de vista de profissionais de diversos campos do conhecimento.

A ciência e a comunicação sempre mantiveram relações de auxílio. Enquanto a ciência usa a comunicação como ferramenta básica de integração entre pesquisadores além da divulgação de resultados, a comunicação utiliza a ciência como fundamento para suas ações na sociedade.

De 11 a 13 de novembro, o II Simpósio de Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec 2009), pretende reunir profissionais para a discussão e reflexão sobre a convergência de tecnologias e uso sócio-político-cultural das mídias e a integração entre educação e comunicação.

Em uma época em que a tecnologia se mostra como motor de uma nova condição da sociedade humana, é indispensável sua integração com a educação e a comunicação, fundamentais para a evolução da comunidade.

Com o surgimento de novas plataformas de comunicação, a mídia precisa se renovar para se manter em consonância com as novas necessidades sociais, políticas, culturais e educacionais, que englobam toda a sociedade, direta ou indiretamente.

Para participar, estudantes de graduação tem opção do pacote COMBO, com inscrição nos dois eventos e direito à participar de duas oficinas (uma em cada evento), ao custa de R$ 60,00.

Para realizar apenas uma oficina o custo é de R$ 20,00 e o participante não receberá certificado no evento. As oficinas têm duração de 3 horas diárias, com início às 9 horas.

Mais informações nos sites dos eventos www.faac.unesp.br/lecotec2009 e www.faac.unesp.br/lecomciencia2009.



3º Anticurso de Jornalismo Caros Amigos


A revista "Caros Amigos" é uma das principais, senão a principal revista, que pratica um jornalismo focado na responsabilidade social, na construção de matérias contextualizadas e uma análise diferenciada dos 'fatos jornalísticos'. Apresentando-se, portanto,como um excelente contraponto a pasteurização das grandes empresas jornalísticas.
Exatamente por esta postura alternativa e questionadora, a Caros lança o "3 Anticurso Caros Amigos de Jornalismo". O nome do evento já indica uma abordagem alternativa de se pensar a forma como se ensina, entende e reproduz o jornalismo em nosso país.
A equipe de palestrastes é formada pelos experientes e premiados jornalistas da revista como Hamilton Octavio Souza( editor chefe da revista); Tatiana Merlino (ganhadora do prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo e editora da revista); Wagner Nabuco( diretor da revista) e parceiros como o escritor Ferrez.
Entre os temas discutidos estão: O jornalismo e a conjuntura internacional ; A periferia e o jornalismo; Jornalismo alternativo e contra-hegemônico; A indústria cultural.
O valor do curso é R$ 200,00. E será ministrado nos dias 7 e 8; 14 e 15 de Novembro, em São Paulo.
inscrições: http://carosamigos.terra.com.br/
mais informações: marketing@carosamigos.com.br
Telefone: 11 2594 0376



Boletim "Olhar" - Edição 1 - Outubro

É difícil conter a felicidade ao ver mais um projeto sendo concretizado pela Jornal Junior: um boletim impresso, que discuta sobre o jornalismo de forma imparcial e sob um olhar diferenciado. Pois aqui está essa conquista do curso de jornalismo da FAAC!
O boletim será feito por uma equipe de repórteres e editor especialmente montada para trazer todas as principais questões do mundo da comunicação. o "Olhar" será distribuído mensalmente na faculdade e enviado para o email de todos os estudantes. Você também poderá acompanhar o boletim aqui pelo nosso site.
Para que esse projeto fique cada vez melhor e mais interessante, é fundamental que a opinião dos estudantes seja levada em conta e é justamente por isso que a Jornal Junior espera todos os comentários, críticas e elogios sobre mais esse trabalho.
Desde a montagem da equipe até a corrida pelo patrocínio, vários alunos participaram da realização deste que foi um dos primeiros objetivos da gestão atual.
Lembramos que o boletim está sendo lançado com a nova identidade visual da empresa, criada pela Design Jr.
O boletim estará disponível hoje nas salas 70s da faculdade, mas veja ele aqui no site, em primeira mão!


Atenciosamente,
Equipe Jornal Junior




Boletim especial "Olhar" Ufsc - 4ª Edição

Aqui está o último boletim produzido para a 8ª Semana do Jornalismo da Ufsc, em Florianópolis, SC.




Participação popular: Confecom ouve a comunidade e exercer a democracia



Aconteceu no dia 3 de outubro em Bauru uma das convocações intermunicipais da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, a Confecom. Trata-se de prévias regionais do grande evento que se realizará entre os dias 16,17 e 18 de dezembro em Brasília, e que terá como tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.

A Confecom tem o propósito de debater, problematizar e achar soluções quanto às diretrizes da comunicação brasileira no que diz respeito à democratização dela.

É sabido que, por exemplo, a radiodifusão brasileira vive um momento de revisão dos seus conceitos e modelos: o poder está concentrado em cinco redes nacionais de televisão, ameaçado pelas novas tecnologias e por conglomerados internacionais. Além disso, existe pouca participação do público na formulação de conteúdos midiáticos que, como conseqüência, acaba dispersando da grade de exibição características educativas e culturais.

Nesse panorama, torna-se primordial discutir as diretrizes da radiodifusão de uma maneira mais democrática. A 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que conta com a participação de empresários representantes do poder público, dará voz aos participantes da sociedade civil.

Os delegados serão escolhidos em tais convocações municipais, como a que aconteceu em Bauru, e posteriormente em pré-conferências estaduais. Estes representantes, que serão 16, terão voz decisiva no futuro da comunicação brasileira.

Segundo o professor de radialismo Marcos Américo da Unesp de Bauru, essas “chamadas públicas” são um grande avanço democrático já que no Brasil as decisões de cunho político sempre vieram de cima para baixo, embora os políticos sejam eleitos.

“Eles nunca consultam as chamadas bases. E o grande mérito da Confecom não é apenas conscientizar, mas é ouvir de fato a comunidade como um todo criando essa linha de evolução para uma discussão mais apropriada.”, explica.

Marcos Américo completa, ainda, que conferências como essas deveriam ser feitas em outros ramos da sociedade, como por exemplo, no debate sobre a educação.



Carta do CACOFF aos estudantes de comunicação da Unesp/Bauru

O Centro Acadêmico de Comunicação Florestan Fernandes (CACOFF) como representante dos alunos de Jornalismo, Rádio e TV e de Relações Públicas da UNESP/Bauru repudia o ato da diretoria da FAAC de PROIBIR um debate democratico sobre o Exame Nacional de Desenvolvimento de Estudantes, o ENADE.

Está agendado para o dia 22/10 uma palestra para os alunos com o propósito de convencernos da importância do ENADE. No entanto, sendo o ENADE uma prova muito contestada, o CACOFF propôs um debate com um professor a favor do ENADE (no caso o próprio que irá ministrar a palestra) e um professor contrário à realização do exame.

O CACOFF entende que para uma explanação democrática deve ser realizado um debate que estimule a reflexão de cada individuo, garantindo um diálogo justo dentro da universidade ao invés de uma palestra unilateral e nitidamente parcial à realização da prova.

Nossa proposta foi NEGADA, com uma explicação é muito simples: o reitor acha que temos sim que fazer a prova e ponto.

Vale lembrar em mais esse momento que a democracia na universidade é contestada e boicotada, começando pela forma de escolha dos reitores, por exemplo. Enquanto os professores têm no total de seus votos o peso de 70%, os alunos possuem apenas 15%, afastando-nos das decisões do futuro da universidade e facilitando que os professores mandem e desmandem cada vez mais.

No caso do ENADE, uma assinatura unilateral de um reitor da UNESP, nos obriga a realizar a prova sob pena de não retirarmos o diploma se não comparecermos no dia de sua realização.

O CACOFF entende que esta não é uma avaliação válida, e buscamos o diálogo com os estudantes para juntos pensarmos e decidirmos qual postura tomar frente a esse modelo de julgamento de nossos cursos. Queremos sempre o diálogo democrático no qual ambas as partes (favoráveis e contrários) tenham poder de argumentação, como foi o grupo de discussão “GD ENADE”, realizado no dia 23/09.

Uma palestra onde um fala e outros ouvem, nesse caso específico, soa como uma espécie de lavagem cerebral e isso nos parece um tanto quanto pouco democrático. A proibição do debate agrava ainda mais essa situação, demonstrando que o pensamento dos estudantes pouco importa para os que estão governando a universidade.

Reintero que propomos um DEBATE, e ele foi NEGADO.

O CACOFF está articulando uma mesa-redonda com o ponto de vista contrário ao da palestra para que aí sim, os alunos em assembléia possam decidir com clareza e coletivamente que postura tomar diante a prova.

Para finalizar 3 perguntas:
O que é universidade? Quem é a universidade? E que universidade queremos?



Abertas as inscrições para o CACOFF




Você pode baixar a ficha de inscrição pelo seguinte link : http://www.4shared.com/file/140947671/3447affb/Ficha_de_Inscrio_para_chapas_do_CACOFF.html



Bauru realiza Etapa Municipal da Confecom

A Unesp Bauru sediu neste sábado, 3 de outubro, a etapa municipal da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Pela manhã foi realizada uma mesa redonda com o professor da Unesp Maximiliano Martins Vicente e a jornalista Bia Barbosa, representante do Intervozes. O assunto girou em torno dos desafios que a Confecom enfrentará para ter uma comunicação efetivamente democrática.

Após a apresentação de autoridades políticas de Bauru, Garça e Marília, que ressaltaram a relevância do tema para a sociedade, o professor Maximiliano começou seus apontamentos.
Fazendo uma breve retrospectiva histórica da comunicação aliada à cidadania, o primeiro passo foi a discussão do que significa o conceito. No século XVIII a cidadania era tido como conquista de direitos, mas no contexto atual essa definição foi ampliada. “Cidadania é o processo de transformação e não de conquista de direitos. Quando se fala em garantia dos direitos, não se pensa em sociedade, mas em grupos”, disse o professor.

A jornalista Bia Barbosa colocou dados que mostram o tamanho do problema. “No Brasil, 6 redes controlam 85% da mídia. Grande parte está nas mãos de pessoas ligadas à poderes políticos que, com a mídia, ganham também poderes de influência. O regime de concessões é por licitações públicas, os monopólios não são fiscalizados, e ainda para não aceitar uma renovação de concessão de rádio ou TV, é preciso que três quintos do congresso vote abertamente pela cassação. Esses são alguns desafios para a Confecom”, enfatizou a representante do Intervozes.

Durante a tarde, o auditório se dividiu em três grupos para a discussão de propostas. Entre elas, a mudança nas regras para rádios comunitárias, regulação de publicidade e propaganda para o público infantil e a pluralidade de vozes nas novas tecnologias digitais. As propostas aprovadas serão encaminhadas para a etapa estadual, que acontecerá de 30 de outubro a 1 de novembro em São Paulo.

A Conferência Nacional de Comunicação, que reunirá todas as propostas estaduais e elaborará um relatório final, está marcada para os dias 14 a 17 de dezembro.

Henri Chevalier



Venha participar do debate sobre a Comunicação brasileira




Clique na imagem e veja o convite oficial para a Conferência InterMunicipal de Bauru e Região



Boletim especial "Olhar" - Terceira Edição

Veja a cobertura do terceiro dia da Semana do Jornalismo da Ufsc.




Editor-chefe do Estadão no terceiro dia da Semana Estado

O terceiro dia da XXVI Semana Estado de Jornalismo contou com a participação de Marcelo Beraba, editor-chefe do Estadão.

Beraba ressaltou, durante toda a palestra, a importância da apuração para o bom jornalismo. Segundo ele, informações falhas resultam na perda de credibilidade, tanto para o jornalista quanto para o veículo de comunicação.

Ele refutou também a tese de que o jornalista nasce com a habilidade de apuração: "A qualidade de apuração não está no DNA do repórter, mas sim na constante experiência prática".

Para exemplificar uma apuração mal feita, Beraba relembrou a ontológica manchete de capa do jornal Correio Brasiliense do dia 4 de Julho de 2000, em que foi estampado "O Correio errou". Neste dia, o jornal se desculpou e se explicou pela falsa reportagem publicada no dia anterior, ligando o ex-ministro da Justiça de FHC Eduardo Jorge a escândalos financeiros. Saiba tudo o sobre o assunto AQUI.

De forma didática, Beraba expôs os seis fundamestos básicos do jornalismo: pesquisa, documentação, apuração, entrevista, observação e rechecagem.

Criticou também o jornalismo atual, majoritariamente declaratório, como se a única ferramente disponível fosse a entrevista. Assim, podemos perceber muitas aspas nas matérias, contrastando com as raras observações dos repórteres. Brincou, fazendo analogia ao futebol: "é como colocar `para o juiz, o jogo terminou empatado`, e não o próprio repórter afirmar que o empate foi o resultado da partida".

Por fim, Beraba utilizou o slogan do extinto repórter Esso para sintetizar o que são os repórteres: testemunhas oculares da história. "O repórter não pode se abdicar de passar suas informações ao público", finalizou.


Ouça AQUI a extrevista de Marcelo Beraba à Jornal Júnior:
(seguindo o exemplo do Correio Brasiliense, a Jornal Júnior faz uma auto-correção: Beraba é editor-chefe e não editor-geral, como consta no áudio).

Texto e entrevista: Cristiano Pavini
Foto retirada de http://pauloeleuterio.zip.net/images/beraba.jpg



Boletim Olhar - Segunda Edição

Confira a cobertura completa do segundo dia da Semana do Jornalismo da UFSC.





Boletim Olhar - Primeira Edição

Confira o primeiro boletim "Olhar" sobre a cobertura da Semana do Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina.




Jornalismo Literário inaugura Semana UFSC



Primeira mesa redonda da Semana de Jornalismo UFSC debate o crescimento do gênero no país, que ainda engatinha



Com o tema “Narrativas do Fato”, a mesa redonda de abertura desta segunda-feira abordou o crescimento da produção de livros-reportagem no Brasil. Participaram da discussão os jornalistas Sérgio Vilas Boas, Kléster Cavalcanti e Cassiano Machado.

Sérgio Vilas Boas iniciou a conversa diferenciando dois tipos de livros-reportagem: um que conta uma história extensa com linguagem jornalística e outro que carrega a subjetividade do autor sem ferir os fatos e é escrita com linguagem literária. Sérgio comentou que a sustentação de um bom livro de não-ficção sestá nos personagens. “Quando escrevo, quero entender como as pessoas são, suas características individuais. Quero personagens que pensam e agem de forma diferente da multidão” afirma.

Vilas Boas ainda comentou a importância de estar no local dos fatos para produzir uma boa reportagem. Sobre o assunto, Kléster Cavalcanti ressaltou que o repórter precisa viver o problema para transmiti-lo com emoção e realismo. “Para um bom livro reportagem, o factual não interessa. O jornalista precisa contar o lado humano dos acontecimentos”, explica.

Kléster afirma que o jornalismo literário exige tempo, para uma apuração impecável dos fatos. Para Cassiano Machado, esse é o principal entrave ao crescimento do mercado de literatura de não-ficção. “Escrever uma obra de não-ficção exige muito tempo e trabalho e o mercado não está pronto para bancar” comenta. Cassiano reconhece que há um crescimento do gênero no Brasil, mas ressalta que ainda é “pífio”.

Apesar do consenso, Vilas Boas salienta que a ficção perdeu força nos últimos tempos, argumentando que os leitores se interessam mais pelo jornalismo literário que carrega subjetividade, mas, ao mesmo tempo, acolhe a objetividade. “Vivemos em um tempo febril, louco, em que a ficção é a própria realidade que pensamos viver. Há uma necessidade de se agarrar a algo que seja ou, ao menos, pareça real”, completa.



Reportagem especial: o ápice do jornalismo

O segundo dia da 3ª etapa da XXVI Semana Estado de Jornalismo trouxe Daniel Pizza, Adriana Carranca e Lourival Sant´Anna para debaterem o que sabem fazer de melhor: reportagem.

Da esq. para direira: Pizza, Adriana e Lourival

Para um público que novamente lotou o auditório do Estadão, os palestrantes abordaram a reportagem como gênero jornalístico e contaram experiências pessoais na profissão. Todos ressaltaram a importância da apuração e do aprofundamento na realização da matéria, e salientaram que nem sempre é possível realizá-la sendo inteiramente imparcial.

Daniel Pizza contou aos universitários suas experiências ao refazer pessoalmente as viagens realizas por Euclides da Cunha em "Os Sertões" e por Guimarães Rosa em "Grande Sertão: Veredas". Nelas, pôde perceber semelhanças e diferenças entre as regiões da época em que os consagrados escritores visitaram e atualmente.

Ouça AQUI a entrevista que Daniel Pizza concedeu à Jornal Júnior.

Logo em seguida, Adriana Carranca narrou algumas de suas viagens ao exterior -grande parte realizada durante suas férias - que renderam reportagens. Dentre elas está a ida à Teerã (capital do Irã), que resultou na publicação de um caderno especial publicado no Estadão. Ela afirmou ser complicado dissociar a vida privada da profissional, e que tenta realizar matérias mesmo nas viagens à passeio.

Mas o ponto alto do evento foi o relato do repórter Lourival Sant´Anna sobre a epopéia que vivenciou na cobertura da guerra entre Geórgia e Ossétia do Sul. Soldados, milicianos, ameaças de morte, armas e tanques blindados foram apenas alguns dos riscos que Sant´Anna teve que enfrentar ao ser o único repórter internacional a cruzar o lado ossetiano da fronteira. A reportagem na íntegra, narrada em primeira pessoa, pode ser lida AQUI.

OUÇA também a entrevista completa de Lourival Sant´Anna à Jornal Júnior.

Lourival, Pizza e Adriana afirmaram que, em casos excepcionais como esses, é permitida a utilização da subjetividade pelo repórter, pois só ela permite que toda a riqueza de detalhes seja relatada.

No fim, os universitários questionaram os repórteres sobre diversos assuntos, desde experiências profissionais até assuntos polêmicos, como o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo.

Apenas uma das questões não foi respondida: qual o salário de um repórter especial? Nenhum dos palestrantes se arriscou a responder, mas chegou-se a um consenso: deveria haver um adicional pela periculosidade do serviço.

Texto e entrevistas: Cristiano Pavini
Foto: Heraldo Soares



Entrevista com Francisco Ornellas


Apesar da correria, o coordenador da Semana Estado de Jornalismo, Francisco Ornellas, conseguiu tempo para dar uma breve entrevista à Jornal Júnior.

Ele afirma que o tema deste ano - desenvolvimento sustentável - foi escolhido por ser atual, proporcionando ao universitário ferramentas que serão utilizadas quando ingressar no mercado de trabalho.

Segundo ele, a Semana Estado de Jornalismo 2009 receberá de 900 a 1.100 estudantes de mais de 70 faculdades


Ouça AQUI a entrevista completa

Entrevista: Cristiano Pavini
Foto: Heraldo Soares



Oito anos discutindo a profissão


Semana de Jornalismo da UFSC debate o futuro da Comunicação


Na manhã de ontem, com os mini-cursos de extensão, teve início a 8ª edição da Semana de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. O evento, organizado pelos alunos do curso termina sexta feira, 25, e realiza grupos de discussão e palestras com nomes importantes do jornalismo brasileiro. A primeira edição da Semana ocorreu no ano 2000 e foi idealizada exclusivamente pelos graduandos do curso, como conta um dos organizadores do evento João Schmitz: “Os alunos tiveram a ideia e o professor Áureo Moraes “abraçou” o projeto e o estruturou dentro do curso”, afirma.

Desde o início, o objetivo da Semana do Jornalismo é debater e abordar os principais tópicos que circundam a temática da Comunicação, como a queda do diploma, agora em 2009. “O nosso intuito é discutir a profissão, por isso convidamos pessoas legais de diversas áreas de dentro do Jornalismo. Isso acaba, automaticamente, trazendo para nossa Semana profissionais
que interessam em um ponto comum os graduandos”, diz João.

Uma das características do evento é trazer nomes de grande influência frente aos alunos: Ricardo Kotscho, Marcos Uchôa, Marcelo Tas, Ruy Castro, Rubens Valente, Marcos Sá Corrêa, Daniela Pinheiro, Ana Carolina Fernandes, Maurício Dias, Juca Kfouri, Eliane Cantanhêde, Percival de Souza, Luís Ernesto Lacombe, Sônia Bridi, Mylton Severiano, entre outros importantes comunicadores ajudaram a constituir a Semana de Jornalismo da UFSC como uma das mais importantes do país.

Nesse ano, entre outras coisas, as mesas de discussão e as palestras trazem temática variada, abordando desde o mercado dos livros-reportagem até a importância do jornalismo ambiental. De acordo com o professor da UFSC, Jorge Kanehide, a proximidade dos graduandos com o mercado de trabalho e a prática jornalística justificam eventos como este. “A vinda de colegas experientes da profissão realimenta e areja o curso e, principalmente, as discussões do jornalismo. E isso é muito bom para todos”, explica.

O evento segue hoje com debates sobre cultura e sociedade brasileira. O encerramento da Semana terá a equipe do programa da TV Globo “Profissão Repórter”, dirigido pelo jornalista Caco Barcellos.

Texto e foto: Douglas Calixto