Comunicação e sustentabilidade são discutidos no Lecomciencia


No Lecomciência 2009, na Unesp Bauru, aconteceu a mesa temática “Ciência pela Sustentabilidade: o desafio do comunicador”, parte da programação do II Seminário Lecotec de Comunicação e Ciência, promovido pelo Laboratório de Estudos em Comunicação, Tecnologia e Educação Cidadã (Lecotec).

A mesa foi composta por Pedro Celso Campos, professor da Unesp, Katarini Miguel, assessora de comunicação do Instituto Vidágua, Gisele Hilario, editora-chefe do Jornal da Cidade, e Ana Carolina Amaral, estudante de Jornalismo e coordenadora do Grupo de Estudos Aplicados em Jornalismo Ambiental da Unesp. A mediação ficou por conta do prof. Ângelo Sottovia Aranha.

O principal enfoque dos assuntos discutidos na mesa foi a dificuldade de articulação da linguagem científica, tanto no jornalismo diário, quanto no contexto da comunidade acadêmica.

Quanto ao jornalismo diário, por exemplo, foi discutida a necessidade de adotar estratégias de articulação da linguagem. Ou seja, ao mesmo tempo em que a linguagem da divulgação científica está vinculada a um certo rigor de termos, é preciso saber como transformar essa linguagem de modo a otimizá-la e garantir o entendimento dos leitores.

Para Gisele Hilário, editora do Jornal da Cidade, “o bom profissional deve saber como traduzir, por exemplo, que nuvem não se chama nuvem, de uma maneira que não agrida o leitor”.

Para o professor Pedro Celso Campos, o essencial no Jornalismo Ambiental é uma renovação de pensamento, ou seja, uma mudança de postura da própria sociedade em relação ao meio ambiente. Segundo ele, não se pode tratar o meio ambiente como algo externo à sociedade: “o meio ambiente somos nós”- disse o professor – o Jornalismo Ambiental não pode ser mais uma gaveta nas editorias dos jornais, apenas mais uma extensão burocrática”.

Já Katarini Miguel falou sobre como é feita a comunicação nas (ONGs) em sua tentativa de aproximar população e questões ambientais. Katarini salientou a importância da internet na construção de uma consciência ambiental, por ser a forma mais barata e menos invasiva para a sociedade e o meio ambiente.



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