
A oficina “Jornalismo Ambiental”, ministrada por Katarini Miguel, foi a última oficina que aconteceu no LECOMCIENIA, II Seminário Lecotec de Comunicação e Ciência, da Unesp de Bauru, hoje, às 9h.
Katarini Miguel mestre em Comunicação Midiática e coordenadora do Programa de Comunicação da ONG Ambiental Vidagua, promove diversas ações socioambientais há 15 anos em Bauru e região. Katarini é formada em Jornalismo pela USC e mestre pela Unesp, onde defendeu a tese “Paradigmas da imprensa nas políticas públicas ambientais”.
A oficina, que teve duração de 3 horas, buscou mostrar aos inscritos presentes as principais características da cobertura ambiental, através de uma interpretação realista e desvinculada dos convencionalismos da área. Além da exposição teórica que buscou apresentar o conceito de Comunicação Ambiental, Katarini propôs uma atividade prática de análise de textos de jornais com a temática de meio ambiente.
Organizando duplas de diferentes áreas do conhecimento, como Comunicação e Matemática, ela objetivou estabelecer uma comparação do entendimento entre essas diferentes áreas, uma vez que o Jornalismo Ambiental, quando interpretado por comunicadores, por exemplo, vem implicado de uma série de pré-conceitos.
Sobre isso, Katarini afirmou existirem boas e más iniciativas, ainda que as pessoas salientam apenas as ruins. “Não existiriam tantas ONGs ambientais hoje em dia se não existissem pessoas dispostas a dar credibilidade a isso”, alegou Katarini.
A análise dos jornais gerou uma discussão que passou pela questão da pluralidade das fontes como construtora da credibilidade jornalística, que, na cobertura ambiental, por exemplo, pode ficar esquecida em detrimento da consideração de opiniões muito generalizadas, que não permitem ao leitor a compreensão de um contexto.
Apesar do otimismo, a jornalista lembrou do caráter figurativo e de certa forma hiperbólico de algumas iniciativas das ONGs, como o Green Peace ou SOS Mata Atlântica. “As algumas ONGs tem um perfil mais midiático, criam cenário para a imprensa”.
Segundo ela, é esse tipo de atitude que contribui para que a cobertura jornalística ambiental esteja, muitas vezes, associada a uma idéia catastrófica ou até mesmo romântica. Estiveram presentes alunos de graduação e professores da rede municipal de Bauru.

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