
Por Camila Franco
A segunda mesa de debates do SIMTVD teve início às 14 horas do dia 19 de novembro na sala 1 da Unesp. O tema debatido foi “Tecnologias educacionais para a Televisão Digital”. A mesa foi composta pelo diretor da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), Fernando Spanhol, pela professora doutora da Universidade de Lima, no Peru, Maria Teresa Queroz, e por Márcio Pereira do canal Futura.
A discussão principal foi definir como a TV Digital poderá auxiliar na educação à distância. A maior preocupação de todos os profissionais é do conteúdo que irá ser transmitido, uma vez que a tecnologia já é algo real e possível. No futuro, a TV Digital será um suporte ao professor e haverá uma mudança no paradigma do ensino. Fernando Spanhol afirmou que “os professores que não se adaptarem as mudanças tecnológicas ficarão de fora do mercado”.
A “nova razão cognitiva” faz com que tenhamos várias formas de conhecimento ao mesmo tempo, ou seja, é estar com quatro fontes de informação e a capacidade de processá-las simultaneamente. Esse avanço na razão cognitiva será primordial para a utilização da videoconferência com a TV Digital em ensino à distancia. Fernando Spanhol ainda deixa claro “que a maior diferença entre a TV Digital e a analógica é o conteúdo”.
Atualmente, a TV é um grande influenciador nas escolas e a preocupação dos participantes da mesa é se os meios de comunicação atendem as necessidades da escola. A professora Maria Teresa explicou que é preciso redobrar a atenção no uso da TV Digital, para que esta não seja mais um artefato tecnológico. A TV é usada nos dias atuais como um entretenimento, mas ela pode ser aproveitada para um meio de conhecimento. Além disso, deve haver políticas públicas que permitem um maior acesso da população com TV Digital e pensar na convergência educativa que ela pode proporcionar.
Marcio Pereira, do canal Futura, afirmou que a televisão deve ser usada para alavancar a educação e que a TV Digital deve fazer uso de redes sociais para a multiplicação do conhecimento. “A televisão é um instrumento que agrega ações”, diz Márcio, por isso a TV Digital deve ser mais uma ferramenta no auxílio da difusão do conhecimento.
As mudanças que vão ocorrer com a TV Digital são: vídeo sem fantasma e ruído, melhor qualidade na recepção, melhor qualidade do áudio, recepção móvel e portátil, novos públicos e possibilidade de multiprogramação. Com os aparelhos portáteis os novos públicos serão as pessoas que estão nos trens, metros, trânsito, e essas são grandes oportunidades para divulgar conteúdo educativo.
A TV Digital irá proporcionar um auxílio na educação com a interatividade, uma vez que as pessoas poderão fazer simulados de provas com o controle remoto da televisão, e poderão testar o que foi aprendido, por exemplo, no Telecurso 2000. Márcio Pereira afirmou que “na TV Digital não muda tudo, só aumentam as ferramentas”, ou seja, ela será apenas uma aliada para promover a educação.

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