CONFECOM é tema de mesa na segunda noite do LECOTEC

Palestrantes analisam a importância da conferência que está mobilizando todo o país




Por Daniela Penha

A mesa que teve como tema “Conferência Nacional de Comunicação – Perspectivas e Desafios” analisou a comunicação nacional em seus principais aspectos. João Brant, César Bolaño e Juliano de Carvalho foram os convidados da discussão que mesclou poder público, empresariado da comunicação e teorias comunicacionais.

O debate, aconteceu às 20 horas de quinta-feira, no auditório 1 da Unesp e fez considerações não apenas sobre a importância da CONFECOM - Conferência Nacional de Comunicação - para os comunicadores, mas também para a população brasileira, receptora diária da mídia.

A CONFECOM foi anunciada no Fórum Social Mundial, que aconteceu em Janeiro desse ano, em Belém, e foi convocada em Abril. É a primeira conferência que traz a comunicação como temática, e, assim, tem sido pauta nos 27 estados brasileiros.

A preparação para a conferência tem acontecido em escala regional e estadual: afim de, estabelecerem consensos os estados tem organizado reuniões regionais onde a temática da comunicação é discutida, bem como são organizadas as pautas a serem levadas para a conferência nacional, que acontece em dezembro, no Distrito Federal.

O professor de comunicação social da Unesp, Juliano de Carvalho, falou sobre a posição a ser tomada entre a diversidade de opiniões que tem surgido entre as comunidades: “A CONFECOM é uma vitória. Vamos adiante com aquilo que nós temos consenso. Temos que descobrir como cada um pode participar”.

A mesa, diante da complexidade do assunto, analisou assuntos polêmicos que transitam constantemente pelo cenário da comunicação. Entre opiniões diferentes, como a do Prof. Bolaño, que disse estar pessimista em relação à CONFECOM, apesar de concordar com a necessidade de que ela seja feita, foram pontuados aspectos históricos e socioeconômicos acerca da comunicação no Brasil.

Os debatedores disseram que, ainda que cientes quanto às dificuldades que a diversidade de opiniões e a necessidade de infra-estrutura nos meios comunicacionais implicam, há de se esperar bons créditos da Conferência Nacional da Comunicação.




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