“Cidades Digitais”


Por Larissa Lotufo


No dia 20, o 1° Simpósio Internacional de Televisão Digital teve a mesa de discussão sobre “Cidades Digitais”. Os convidados para o debate foram os professores José Luis Bizzele (Unesp), Leonardo Mendes (Unicamp) e Marcelo Zuffo (USP).

Os professores explicaram o que seriam as cidades digitais, dando enfoque às vantagens que o projeto pode trazer para os municípios de pequeno, médio e grande porte. De acordo com Marcelo Zuffo as cidades digitais “tratam-se de um uma infra-estrutura de informação, comunicação e serviços”.

Leonardo Mendes, professor responsável pelo projeto de instalação de infovias municipais, contou que esse projeto começou a ser desenvolvido na Unicamp e agora, já consolidado, recebe propostas de várias prefeituras interessadas pela rede de comunicação. As infovias municipais consistem em redes de alto desempenho, que interligam as cidades e são dividas em dois modelos de instalação: o não rentável, que é direcionado à comunidade, e o rentável, que é o modelo adotado pelas empresas.

As infovias distribuem internet banda larga - 100 MB - e sistema de telefonia. A TV Digital também está sendo estudada para fazer parte do projeto, mas os professores ainda não têm previsão de quando ela será incorporada a rede, pois ela é “um pouco mais complicada de ser distribuída”.

Mendes comentou que o intuito do projeto é “levar internet banda larga para as classes C, D e E a um custo de vinte reais para cada um”. Questionado sobre a quantia, Leonardo explicou que esse é o valor de instalação da internet, e que a partir disso o seu uso é gratuito.
Marcelo Zuffo defendeu que o projeto é interessante para o país, já que pode levar a tecnologia digital a cidades pequenas, que muitas vezes se vêem isoladas desse mundo. Acrescentou ainda que “o Brasil compra tecnologia ao invés de investir na criação de tecnologia nacional”.

Leonardo disse que aposta na idéia de que o município coloque o projeto como uma necessidade. Mendes explicou que os custos se dão basicamente com a instalação, sendo que todo o gasto (ligações locais, interurbanas e internacionais) que os consumidores possam ter ficaria nas mãos da prefeitura. O professor disse que o projeto é auto-sustentável, ou seja, o lucro criado é revertido para investir em manutenção e melhoria da rede.

José Luis falou que o Brasil tem que “investir na mudança de paradigma”, acrescentando que “nenhum político é burro, se ele (o político) vê a oportunidade de melhorar a vida de seu eleitor ele vai considerar”.

A mesa “Cidades Digitais” terminou com um debate aberto em que os palestrantes tiraram as dúvidas do público.



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