Por Luís Morais
![]() |
| Sábado de clássicos como “Mama África” e “Respeitem Meus Cabelos Brancos” (Foto: Jéssica Mobílio) |
A Revirada Cultural mostrou que Bauru consegue sobreviver sozinha. Pelo menos culturalmente. E o ápice musical desse sábado foi, sem dúvidas, Chico César. A junção do forró de raiz paraibano, somado a riffs e solos do rock, forma um som dançante e interessante, além da influência direta (e citada) do manguetown de Chico Science e do reggae de Jimmy Cliff. A “multimusicalidade” tomou forma.
![]() |
| “Praticar cultura. É o que a gente precisa fazer.” (Foto: Lígia Ferreira) |
Apesar de toda essa mistura, Chico César aposta e investe no som regional. O secretário da cultura da Paraíba, aliás, demonstra preocupação com os artistas locais, não só de Bauru, como de todo país: “Vamos investir com o que tem a ver com esse lugar. A coisa mais difícil é se reconhecer. O Brasil é multi-cultural. É fácil receber Sting, Paul McCartney... mas existe algo que é essencial nessa região agora. Isso é um desafio.”
A organização da Revirada trouxe somente Chico César de fora da região, e o evento parabenizado pelo artista. “Uma vida cultural que não está atrelada a nada. Bauru e região conseguiram fazer uma coisa bonita”, afirma. É bom lembrar que a cidade bauruense foi preterida de última hora pelo governo de São Paulo para ser uma das sedes da Virada Cultural Paulista: aproveitou a infra-estrutura que já tinha pronta e fez o seu próprio show.
Show com clássicos como “Mama África” e “Respeitem Meus Cabelos Brancos”, além da bela canção “Pensar em Você” trouxeram ao público bauruense um momento musical especial, de pura cultura. É a cartilha seguida por Chico César: “Praticar cultura. É o que a gente precisa fazer.” No sábado, isso foi feito.



0 comentários:
Postar um comentário