O cinema e as transformações digitais são foco do quarto dia de Congresso
Por Regiane Folter
O quarto e último dia do 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural começou com a palestra O jornal e o livro na era digital, ministrada pelo historiador e escritor francês Roger Chartier. A velha discussão “os materiais impresso vão ser substituídos pelos digitais?” tomou um rumo otimista, pois para Chartier todas as plataformas (manuscrito, impresso, digital) podem conviver pacificamente, uma vez que o importante é o conteúdo e não o suporte.
Às 11h30, a palestra O cinema político de Glauber Rocha: entre o sagrado e o profano discutiu o formato e temáticas abordadas pelo cineasta brasileiro. O escritor e crítico Ismail Xavier falou a respeito do cinema novo e das características da obra de Glauber através da apresentação de trechos de filmes dele, como Terra em transe (1967).
O debate A relação entre cinema e crítica trouxe os jornalistas Ricardo Calil e Isabela Bocov e o cineasta Hector Babenco. Os palestrantes falaram a respeito da crítica de cinema atual, que está mais relacionada ao gosto pessoal do crítico do que com uma reflexão a respeito do filme.
Em seguida, a palestra Cultura e economia discutiu as políticas públicas de incentivo à cultura. Foi a mesa mais cheia de todo o congresso, com quatro palestrantes: o diretor-superintendente do Itaú Cultural Eduardo Saron, o advogado Fabio de Sa Cesnik, o representante do Ministério da Cultura Vitor Ortiz e o diretor do centro cultural do Banco do Brasil Marcelo Mendonça.
O jornalista estadunidense Jon Lee Anderson contou suas experiências em cobertura de conflitos políticos como na Líbia e no Egito na palestra Conversando com o jornalista e escritor Jon Lee Anderson.
"O que fazemos é contar histórias, e todos querem ler boas histórias", Jon Lee Anderson
A palestra O perigo das sombrias nuvens digitais fechou o congresso com a fala do escritor e crítico esloveno Slavoj Zizek. Liberdade, racismo, censura e ideologia foram alguns dos temas discutidos na bem-humorada palestra de Zizek.

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