Quem escreve e quem critica

Literatura e crítica literária pautaram o segundo dia de Congresso

Por Regiane Folter

 O segundo dia do 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural começou com a palestra O jogo na escrita: o desconhecido, o inexplicável, a escuridão, na qual o escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez falou a respeito de sua produção ficcional e relembrou o período de 26 anos em que foi jornalista.

Em seguida, o debate Qual o papel da crítica literária hoje?, na qual o crítico Alcir Pécora, o jornalista Daniel Piza e o escritor Rubens Figueiredo falaram a respeito da terceirização da crítica, substituída pelos releases , e sobre o papel intelectual desse tipo de texto.

À tarde, durante o debate A relação entre as artes visuais e a crítica especializada, o artista multimídia Ivald Granato, o jornalista Silas Martí e a crítica Angélica de Moraes trataram sobre a repetição dos artistas nos cadernos culturais, o pequeno espaço dado a essa editoria e a falta de referências às artes visuais.

A literatura foi abordada no debate O que quer e o que pode a literatura brasileira hoje? pelos escritores Fábio Andrade e Noemi Jaffe e o jornalista Rodrigo Lacerda, que falaram sobre o fato de a literatura contemporânea ser desconhecida do grande público e as funções sociais que cabem a ela.

O debate O papel da televisão no âmbito da cultura finalizou o dia com a discussão sobre o alcance da televisão na vida humana e de que forma isso poderia ser aproveitado para a difusão cultural e educacional. O diretor de programação da MTV Zico Góes, o diretor-executivo da SESC TV Valter Sales e a professora Marcia Tiburi comandaram o debate.

“Release não é notícia, release é pauta” deve ser o mantra do jornalista cultural, segundo Angélica de Moraes



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