Jornal Júnior no 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural

Por Laura Luz

Em um misto de expectativas e certezas, o Congresso Internacional de Jornalismo Cultural de 2011 começou com a promessa de inflar os profissionais e amantes do Jornalismo Cultural com novas informações e novidades da área.

Ineditamente sediado no Sesc Vila Mariana e realizado mais uma vez pela Revista Cult, o Congresso começou, na última terça, com ninguém menos que o cineasta alemão Werner Herzog. Além de transpirar talento, Herzog demonstrou ter uma das mais fascinantes condutas de humildade entre os intelectuais contemporâneos.

"Do it, good luck!", Herzog aconselhando o cinema a qualquer preço

Após a cerimônia de abertura feita pelo professor Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC São Paulo, Herzog fez questão de conduzir o raciocínio de sua palestra com a linha do cineasta brasileiro Glauber Rocha, o homenageado desse ano.

Depois do almoço e de coletiva de imprensa com o cineasta alemão, a tarde começou com o debate Responsabilidade do editor: Como o editor lida com a pressão da indústria cultural para promover seus produtos, que contou com a participação da editora- chefe do caderno Ilustrada da Folha de São Paulo, Sylvia Colombo, e com o escritor e jornalista argentino Júlian Gorodischer, mediados por Ivan Giannini, superintendente de comunicação social do Departamento Regional do SESC SP.

Não menos entusiasmados pelo assunto mais prático da profissão que lhes cabe, os congressistas encheram a mesa de perguntas que levaram à discussão do verdadeiro papel do editor em tempos de excesso de facilidade de informação.

Logo em seguida e sem intervalos, o debate sobre Os riscos e ameaças para o exercício do jornalismo cultural continuou a discussão sobre a importância da edição na produção de conteúdo jornalístico, agora contextualizada pelo editor da Ilustríssima da Folha de São Paulo, Paulo Werneck, e pelo jornalista Robinson Borges, em mesa mediada por Rodolfo Carlos Martino, professor e escritor.

Para finalizar a noite de palestras, Enrique Vila-Matas, o espanhol “escritor dos escritores”, se alongou em uma palestra que mais parecia uma sessão de leitura sobre a teoria de Lyon contextualizada na cidade de São Paulo. Vila-Matas só obteve a atenção clara da platéia após o início das perguntas, nas quais demonstrou ter, além de senso de humor, convicção de seus pensamentos.



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