Por Regiane Folter
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| “O intérprete só trabalha sozinho quando o trabalho vai durar no máximo uma hora”, explica Lourdes |
O cineasta alemão Werner Herzog terminou sua coletiva de imprensa na terça-feira, dia 17, fazendo um agradecimento especial. “Obrigado às pessoas que fizeram a tradução para mim”. Você pensa no profissional que faz você compreender aquele palestrante estrangeiro? O intérprete e o técnico de áudio são responsáveis por fazer a tradução simultânea em eventos como o Congresso Internacional de Jornalismo Cultural, que reúne pessoas falantes de diferentes idiomas.
O técnico José Almir trabalha há mais de 20 anos montando e operando os equipamentos de áudio que fazem a tradução simultânea acontecer. “Onde tiver um estrangeiro, a gente está lá com o equipamento”, garante Almir, que faz a instalação do aparelhamento no auditório e depois acompanha o trabalho das tradutoras nas cabines superiores do local.
Em eventos nos quais serão falados dois idiomas, são necessários dois tradutores. Três idiomas, como é o caso do Congresso, requerem quatro tradutores. Quatro línguas, seis tradutores; até dez idiomas podem ser traduzidos em um mesmo espaço. Essa exigência é necessária para garantir a qualidade da tradução e também para um colega auxiliar o outro. As tradutoras Lourdes Spinola e Paula Coutinho trabalham no ramo há 11 anos e fizeram a tradução do inglês no terceiro dia de Congresso. Segundo elas, traduzir exige muita concentração e, para evitar o desgaste, elas se revezam a cada meia hora.
Problemas durante a tradução podem ser causados por má qualidade do som, que deve chegar às cabines puro, cristalino, sem interferência e sem chiado. Outro problema pode ser o sotaque do palestrante. Pessoas de outras nacionalidades falando em inglês, por exemplo, podem atrapalhar a compreensão. “Você consegue usar alguns mecanismos pra contornar a situação, porque ‘dar branco’ não pode acontecer”, diz Paula.


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