Semana de Jornal 2010 da Unesp

Nos dias 17,18 e 19 de novembro a Unesp sediará mais um evento organizado pela Jornal Junior. A Semana de Jornalismo se propõe a trazer convidados do meio jornalístico que possam passar aos estudantes os desafios da profissão fora da faculdade. Por meio de palestras e mesas redondas, esse contato será mais direto e concede aos estudantes a oportunidade de discutir e questionar os convidados sobre suas possíveis dúvidas. E também, aprender mais com oficinas ministradas por experientes e disputados profissionais.

Local: Sala 1, Unesp Bauru

PROGRAMAÇÃO:

17 de Novembro:

19h - 22h: Abertura
Palestra: “Os desafios do jornalismo investigativo.”

Diante de tantos interesses empresariais e políticos, como é possível fazer um trabalho de apuração e investigação sem  se deixar atrapalhar por estes obstáculos? O jornalista Luiz Malavolta aborda este e outros temas polêmicos na palestra de abertura da semana de Jornalismo 2010.

Com o jornalista Luiz Malavolta, chefe de produção do Jornal da Record, já passou 10 anos na chefia geral de reportagem da Rede Globo, foi repórter especial do jornal O Globo, chefe de reportagem no SBT, editor e repórter na Folha de S. Paulo.





18 DE NOVEMBRO:

9h-12h: Oficinas (Módulo I) com duração total de 6 horas (3 horas por dia)

Oficina de fotojornalismo: Com Cristiano Zanardi , Jornalista e repórter fotográfico da Rede Bom Dia.






Oficina de Webjornalismo: Com Diego Maia, formado na Unesp, editor de blogs e Mídias Sociais do portal R7.com.







15h-18h: Oficinas (Módulo II)

 Oficina de planejamento gráfico: Com Diego Meneghetti, formado em jornalismo na Unesp. Experiência como repórter e designer gráfico.







Oficina de telejornalismo: Com Arnaldo Ferraz, formado na Unesp, repórter da Rede Globo por mais de 15 anos e atual editor-chefe do jornal Leitura Dinâmica da Rede TV.






19h-22h: Mesa-redonda 1: “Jornalismo como quarto poder ?”
Os convidados devem analisar os pontos positivos e negativos da atuação do jornalismo como quarto poder no Brasil contemporâneo.

Edson Sardinha – Editor do site Congresso em Foco. Ganhador do prêmio Vladmir Herzog e do prêmio Embratel de Jornalismo Investigativo em 2009.






Mauricio Hashizume - Editor de jornalismo da ONG Repórter Brasil.







Marina Atoji - Editora do projeto Excelências da Transparência Brasil.








19 DE NOVEMBRO

9h-12h: Atividades Culturais

15h-17h: Mesa-redonda - “Jornalismo digital: mercado, consumo e interatividade”

A comunicação digital tem apresentado, com criatividade, formatos inovadores para enriquecer seus produtos, com linguagem diferenciada e promissoras ferramentas para atrair e manter o interesse do público. Os convidados devem apontar quais são as características dos produtos de comunicação mais bem-sucedidos na atualidade.

Luciana Moherdaui - É doutoranda na PUC/SP em Processos de Criação nas Mídias, autora do "Guia de Estilo Web" (Senac, 1999), primeiro do gênero no país, e do blog "Contra a Clicagem Burra" (www.contraaclicagemburra.blogspot.com). Foi bolsista do UOL Pesquisa em 2008, participou da criação do iG e do Último Segundo, integrou a equipe de reformulação do portal do governo de São Paulo (2007-2009) e colaborou na implantação as redes sociais na Sabesp.




Fred Di Giacomo - editor da Internet Núcleo Jovem, núcleo responsável pelos sites das revistas Superinteressante, Aventuras na História, Mundo Estranho e do Guia do Estudante, da Editora Abril.






Tiago Dória - Jornalista e pesquisador de mídia. Colunista do IG e integrante do júri de Concurso de Jornalismo da CNN.






19h-22h: Mesa Redonda 3 - “Linguagens, experimentação e criatividade: as inovações recentes no Brasil”

Experiências recentes têm tornado o jornalismo brasileiro mais atraente e instigante, ainda que sujeito a críticas contundentes. Os convidados devem apontar e discutir as características das realizações mais inovadoras, suas contribuições e limites

Gabriel Priolli - Ex- diretor de jornalismo da TV Cultura. Foi colunista, repórter e crítico de TV na Folha de S.Paulo. Crítico n'O Estado de S.Paulo, no Jornal da Tarde, na Carta Capítal e na Época. Foi editor de televisão na Veja, editor do Jornal Nacional e diretor da Rede Bandeirantes.




Matthew Shirts - Editor chefe da Editora Abril e da publicação brasileira da revista National Geographic.






Maurício Stycer - Repórter especial e crítico do UOL. Começou a carreira no “Jornal do Brasil”, em 1986, passou pelo “Estadão”, ficou dez anos na “Folha de S. Paulo” e participou das equipes que criaram o “Lance!” e a “Época”, foi redator-chefe da “CartaCapital”, diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor de “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo”.



INSCRIÇÃO
As inscrições podem ser feitas na sede da Jornal Junior. Serão R$10 para inscrição.

Organização
Agência Júnior de Jornalismo da Unesp

Para ficar por dentro de tudo o que vai acontecer na Semana de Jornal 2010, acesse www.semanadejornalwordpress.com e siga o Twitter www.twitter.com/semanadejornal



Infografia é tema do terceiro dia da Semana Estado

Por Camila Fernandes

Na quinta-feira, a palestra da Semana Estado de Jornalismo tratou sobre planejamento gráfico e infografia. O palestrante Fábio Sales, formado em desenho industrial, trabalha como diretor de arte do jornal Estado de S. Paulo e do Jornal da Tarde e já trabalhou no O Dia, no O Globo e no Correio Brasiliense.


Para demonstrar a importância do assunto, Fábio abriu a palestra com um videoclipe construído com infográfico Remind Me [Remind Me] e em seguida explicou que a infografia era uma intersecção entre Arte, Ilustração e Informação

Em sua exposição, Fábio tentou desmistificar a idéia que a infografia exige habilidades complexas de desenho. Ele explica a importância de um jornalista usar no lugar dos tradicionais textos explicativos, desenhos, mesmo rudimentares, para pedir um infográfico ao infografista.





Fábio destaca que a importância de um infográfico está na capacidade de estruturar a informação para que o leitor consiga abstrair e entender a informação, para isso é importante conhecer as quatro etapas da leitura: ver, discriminar, organizar e hierarquizar.

Além de diferenciar o que é e o que não é infografia, Fábio também comentou sobre a linguagem visual do Grupo Estado e a reforma visual do Estadão feita nesse ano.



O debate entre o passado e o futuro do jornalismo

Por Jaderson Souza

Entre os dias 26 e 29 de outubro aconteceu a “Semana Estado de Jornalismo”. O evento, organizado pelo Grupo Estado (que inclui os jornais “O Estado de São Paulo”, Jornal da Tarde e Rádio Eldorado), ofereceu palestras a respeito do cenário da profissão e visitas à redação do Estadão. Em suma, trata-se de uma oportunidade para os alunos de jornalismo ter contato com o cotidiano de um jornal renomado em âmbito nacional.

No dia 27, houve a ausência do principal convidado da palestra, o jornalista Boris Casoy, e a discussão sobre fenômenos passados e os novos caminhos do jornalismo no Brasil.

A trajetória dos chamados jornais populares foi enfatizada pelo jornalista da editoria de política do Estadão Roberto Godoy. Segundo o jornalista, o baixo valor desses jornais era um atrativo de compra para as classes mais baixas. Por outro lado, Godoy listou dois motivos para a queda dos jornais populares: a alteração do perfil de anunciantes dos jornais e a evangelização do antigo leitor destes veículos, caracterizados por pautas sensacionalistas. Essa conjuntura favorece o crescimento da classe C no que se refere ao consumo de jornais que têm a mesma linha editorial do Estadão.

Outro fator levantado por Godoy foi o crescimento dos jornais regionais, localizados em praças prósperas que não sejam necessariamente grandes cidades. Na opinião dele, este será um grande campo de empregos no futuro.

Durante a palestra, Godoy ressaltou sobre a existência de áreas pouco exploradas no jornalismo como, por exemplo, a cobertura da Amazônia, o agronegócio tecnológico e as novas energias. Segundo ele, existem apenas matérias pontuais sem uma visão conjunta. Godoy ainda deu um alerta aos novos profissionais.

“Não adianta pensar que apenas o curso de jornalismo seja suficiente para a formação. Faltam (por exemplo) seminários de economia integrados com os de jornalismo”.



Jornal Jr. na Semana Estado de Jornalismo

A Jornal Júnior particiou da 5ª Semana Estado de Jornalismo, promovida pelo jornal Estado de São Paulo, em parceria com o Santander Universidades. Seguem os textos produzidos durante o evento.


Por Regiane Folter

Iniciou-se nesta terça-feira, 26 de outubro, a terceira Semana Estado de Jornalismo, em São Paulo, na sede do jornal O Estado de São Paulo. Com o objetivo de promover o contato dos alunos do curso de jornalismo com renomados profissionais da área, o evento traz quatro semanas anuais com palestras e debates para que os estudantes se aproximem um pouco mais da profissão.

O evento, em parceria com o banco Santander, promove também o Prêmio Jovem Jornalista, que vai classificar mais quatro alunos nessa edição da Semana que, além de terem suas reportagens publicadas no jornal diário, vão concorrer a uma bolsa de estudos para a Universidade de Navarra, na Espanha.

A Semana começou com duas palestras voltadas para o Prêmio e o tema desse ano: desenvolvimento sustentável. Ao final do dia, os estudantes receberam a pauta que deverão realizar para participar do Prêmio Jovem Jornalista, e o assunto que eles deverão explorar em cerca de três mil caracteres é turismo sustentável.

Na quarta-feira, dia 27, os alunos vão debater a função do jornalista em uma eleição com o repórter de política Roberto Almeida, o coordenador de repórteres especiais Roberto Godoy e com o experiente jornalista Boris Casoy.

Na quinta-feira, a discussão visa a infografia, levando em conta a recente reforma gráfica que modificou o visual do Estadão. O diretor de arte responsável por esse projeto gráfico, Fábio Sales, vai conversar com os estudantes sobre o assunto. Já na sexta-feira, último dia da Semana, o jornalismo vai ser abordado em suas diferentes mídias pelos editor-chefe da TV Estadão, Felipe Machado, editora-chefe da rádio Eldorado, Filomena Selemme, e o editor-chefe do portal Estadão, Otávio Dias.









Podcast sobre Zé do Caixão

Por Mariana Thomaz e Pablo Marques

Confira o podcast sobre a exibição do filme de José Mojica "Meia-noite levarei sua alma"  e sobre a carreira do cineasta. Tudo, claro, dentro da Semana de Audiovisual, a SEDA. Ouça!




Graveola, Norman Bates e Jennifer Lo-fi na SEDA

por Renan Castilho

    Nas paredes, quadros memoráveis na História do rock: Elvis, Frank Zappa, Stones, Bob Dylan. Essa atmosfera inspiradora do Jack Music Bar dava o ritmo do que seria a noite de sexta-feira do “Pacotinho de SEDA”. As bandas que se apresentaram foram Norman Bates e os Corações Alados, Jennifer Lo-Fi e Graveola e o Lixo-Polifônico. Esses últimos eram os mais esperados e se apresentaram primeiro. Diante de um público que notadamente preferia o rock (a bateria bem marcada e riffs sonantes) o Graveola levou um ritmo mais suingado com lindas melodias e letras que dá vontade de cantarolar junto.

Graveola

    “Coisa fina”, disse um quando começou o show. Refinado, talvez esse seja um modo de identificar o som do Graveola. Vozes ajudam viajar nas letras e os já muito falados barulhinhos que se consegue perceber nas canções. Batuques em fôrma de bolo, sons de brinquedo de criança e assovios imitando passarinhos são algumas das experimentações. “De um tempo pra cá, nosso som não é tão experimental assim, aliás, é convencional. As maiores viagens são apenas com a percussão.”, comenta Yuri, baterista. A canção ainda é o principal para os mineiros de BH. Como pode se perceber em “Rua A”, “Suprasonho” e “Coquetismo”, esse último o hit da banda do disco Um e Meio (2010).

Norman Bates

    Se os mineiros do Graveola trouxeram a melodia refinada, logo depois os bauruenses do Norman Bates mostraram a poesia e o rock ‘n roll. Carregado de melancolia e piração, o vocalista Luiz Paulo Domingues encarna o homem pós-moderno nas letras. Seus medos, vontades e amores expostos no palco com notada grandiloqüência. (Saca o Morrissey?). O som acompanha a angústia das letras: solos de guitarra e teclado dão o tom de classe dentro dessa atmosfera de confusão existencial. Destaque para “Vício” e “Para quem entende de publicidade” (no MySpace).

Jennifer Lo-Fi

    Jennifer Lo-Fi foi a banda que encerrou o Pacotinho de SEDA da sexta-feira. O grupo paulistano que é conhecido por seus webshows semanais e a relação com a Internet, combina um lirismo das letras cantadas em inglês com a força das guitarras e da bateria. A voz de Sabine Holler (vocalista) flerta entre a delicadeza e a agressividade, que ganham força com e elevação dos riffs de guitarra. Confira “Escafandro” no MySpace da banda.



Cinema Marginal na SEDA

por Giovanni Vieira

    O cinema brasileiro sempre teve "ares" diferentes. Entre os anos 60 e 70, os anos de chumbo do país, a linguagem cinematográfica brasileira entrou em fase de radicalização. Surgia assim o Cinema Marginal, uma produção que buscou romper com as imagens tradicionais e trazer o grotesco, o erotismo e o pornográfico como novos elementos artísticos.
   
    O Cinema Marginal Brasileiro também ficou conhecido como "Boca De Lixo" ou "Underground" e tinha a liberdade de seus criadores como uma marca essencial. Foi com essa inspiração que a SEDA iniciou a noite de sexta-feira com a mostra do filme "Mulher de Todos" (1969).

    Dirigido pelo cineasta Rogério Sganzerla, o longa pertence ao gênero da comédia e faz uma homenagem às antigas chanchadas e aos pastelões. O enredo narra a história de uma mulher ninfomaníaca de nome Ângela Carne e Osso. A libertina moça rompe com seu caso e resolve passar uma temporada em uma ilha exótica, a Ilha dos Prazeres. No local, a moça acba conhecendo mais rapazes, mas acaba sob suspeita do próprio marido que coloca um detetive particular para comprovar a infedelidade da esposa.

    Ângela Carne e Osso quebra o estereótipo de mulher submissa e é capaz de fazer dos homens gato e sapato, um objeto de diversão. Talvez o filme tenha causado muito impacto na época de seu lançamento, mas no nosso tempo Ângela se tornou mais uma entre muitas mulheres com essas características. Ângela é a mulher do século XXI, é ultra-perigosa, inimiga dos homens e vampira histérica em busca de carne fresca para atraiçoar.



O terror de “Zé do Caixão”

Por Jaderson Souza e Juliana Santos, repórteres Jornal Júnior

O longa-metragem “À meia-noite levarei sua alma” (1964), de José Mojica Marins, mais conhecido como o personagem “Zé do Caixão”, foi o destaque desta quarta-feira (29), terceiro dia da SEDA. A mostra “O cinema do possível”, na qual foi exibido o filme, também contou com a exposição de curtas-metragens.

A história do filme gira em torno do agente funerário “Zé”, que pratica uma série de assassinatos. O personagem é caracterizado como descrente de tudo, obssessivo e temido por todos.

O cineasta é conceituado no meio como pioneiro no cinema nacional e internacional, no gênero terror. Nas suas produções, Mojica conseguia obter efeitos visuais com pouquissímos recursos tecnológicos. Além disso, também se notabilizou por trazer ao cinema temas considerados tabus para a época, como o ateísmo, a morte e o sexo.

Lucas, integrante do Enxame Coletivo, que estava assistindo pela primeira vez a um filme de Mojica, o considerou bem montado para época: “Eu fiquei surpreso. As cenas, o desespero e o terror que ele passa é bem legal.”

Vinicius, organizador da Mostra, e assumidamente fã de “Zé do Caixão” destacou a importância do cineasta, e explicou a escolha o filme: “Este foi o primeiro longa de Mojica que foi para o cinema (...) Ele é um nome do cinema nacional que devia receber um pouco mais de crédito, falta o pessoal conhecer mais o trabalho dele que é genial. Os filmes dele não deixam nada a desejar aos filmes estrangeiros de terror da época, como “Drácula”, “A noiva de Frankenstein”, e os filmes de Ed Wood”.

 
e-colab



Herói intergaláctico no mundo real

Por Lydia Rodrigues, repórter Jornal Júnior


Nesta terça, dia 28, o projeto audiovisual SEDA expôs o mundo perturbante de um jovem durante a ditadura militar, com o longa Meteorango Kid- Um Herói Intergaláctico. O filme data de 1969, período de intensa repressão no Brasil.

O início do longa metragem apresenta o protagonista Lula vestido de Jesus Cristo , encenando um martírio numa cruz de gesso. Em seguida, é exibida uma mensagem do diretor, André Luiz de Oliveira, que reflete a postura desiludida do personagem: “Aliás... este filme é dedicado ao meu cabelo”. Ao dizer tal coisa, o diretor parece querer reforçar a atmosfera de descrença na sociedade, banalizando a própria produção. Desse modo, André Luiz, transmite a sensação de que não há público capaz de compreender o filme.

Pode-se até fazer uma associação entre esta fala e o áudio de Caetano Veloso no fundo de determinada cena. Nele, o tropicalista brada contra a multidão de jovens no período ditatorial: “Vocês não estão entendendo nada!" A incompreensão é um dos temas retratado em Meteorango Kid, prevalecendo um clima de ironia e delírio característico do filme.

O trabalho que integra o acervo Cineclube Aldire Pereira Guedes possui trilha sonora diferenciada. Composta por músicas de Caetano Veloso mescladas com ruídos indecifráveis e transmissões radiofônicas, expressa o conflito que existe tanto no mundo externo, como no interior do personagem. Por meio de sons inusitados e imagens em preto e branco, viajamos durante 82 minutos entre as galáxias dos sentimentos e aflições humanos.

Maíra Ferraz, estudante de Radio-TV que estava presente durante a mostra, diz ter gostado do filme e não ter visto outros parecidos sobre o contexto da ditadura militar, considerando-o diferente dos padrões tradicionais.



e-Colab



O Brasil como exemplo em "RIP: A remix manifesto"

Por Lígia Ferreira, repóter Jornal Júnior


“Hoje faremos um remix, um jeito divertido e ousado de fazer algo novo a partir de algo velho”, é assim que o documentário, “Rip! A Remix Manifesto” inicia o seu discurso. Como brasileira, a parte que considerei de maior destaque é a que mostra o Brasil como sendo o pioneiro na luta pelo compartilhamento de ideias. “Remixar a arte, a ciência e o conhecimento da cultura mundial é uma característica dos brasileiros, que virou política governamental”.

Gilberto Gil, cantor e compositor da música popular brasileira e ex-ministro da cultura, é um dos exemplos citados. Ele dedicou a sua vida a criar uma sociedade baseada no compartilhamento. “O compartilhamento é a própria natureza da criação. Não há criação isolada, ninguém é um criador sozinho, ninguém criada nada do vácuo, tudo vem de alguma coisa que já foi criada antes”.

O funk carioca, também ganhou destaque. É visto como uma nova forma de arte sendo criada na base da linguagem universal da remixagem. “O que é a novidade? É exatamente você misturar as coisas que já foram feitas. Isso é o futuro da música e da raça humana”, disse o DJ Marlboro, um dos dj’s de remixagem mais reconhecidos e valorizados no Brasil.

E não é só na música que o país é tido como exemplo, mas também na medicina. O Brasil é visto como o pais que desafiou as leis americanas de propriedade intelectual aos desrespeitar patentes internacionais de remédios, para produzir cópias deles por preços menores; os tão populares genéricos. “A missão era garantir acesso livre e universal a todos os cidadãos. A indústria farmacêutica viu isso como um ato de guerra; o Brasil via como um ato de vida”.

O Brasil, mesmo sendo um país que ainda luta para superar o legado de violência, corrupção e desigualdade, é considerado um país que possui acesso universal ao conhecimento e à liberdade de criação. “Pra quem faz mixagem, o Brasil nos levará à era digital”.

O documentário ainda finaliza dizendo “O que a humanidade alcançaria se todos agissem como o Brasil? Que doenças poderiam ser curadas? Que vozes poderiam ser ouvidas? Que canções poderiam ser cantadas?”
É gratificante ver o seu país sendo exemplo de algo que traz o bem estar das pessoas, e é mais gratificante ainda ver que alguém reconhece esse pioneirismo. O Brasil está à frente de muitos países que se dizem lutar pela liberdade, mesmo em um mundo onde para criar é preciso implorar pela permissão dos poderosos que detém as ideias.



Nada se cria, tudo se transforma

Por Regiane Folter, repórter Jornal Júnior

A SEDA trouxe sua primeira mostra ontem, dia 27, com o documentário RIP! A Remix Manifesto, dirigido pelo cyberativista Brett Gaylor. O filme trata da polêmica dos direitos autorais em relação ao compartilhamento de arquivos pela internet e à remixagem de materiais pré-existentes.

Durante os 86 minutos de exibição, o filme exemplifica o dilema com fatos do dia-a-dia (afinal, quem nunca baixou uma música pela internet?) e com depoimentos de pessoas ligadas ao assunto, como o produtor Gregg Willis, conhecido como "Girl Talk" por suas remixagens musicais, e o cantor e na época Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, entre outros.

Seria a reprodução de músicas de outros artistas um crime? A colagem de músicas e imagens, para criar algo totalmente novo, poderia ser considerada ilegal? Gaylor explora essas perguntas, argumentando que os direitos autorais perderam há muito o caráter de incentivo à criação, e agora servem como mecanismo de geração de lucro às grandes gravadoras.

Segundo ele, a internet seria o "campo de batalha" entre os detentores dos direitos autorais e as pessoas que, através da rede, adquirem materiais considerados ilegais (músicas, filmes, etc) e os transformam. Gaylor acredita que a ligação proporcionada pela internet permite que todos sejam criadores e tenham o direito de criar, recriar, mixar e compartilhar a cultura que, afinal, pertence a toda a sociedade.

A influência do passado em qualquer criação do presente é sempre reafirmada durante o documentário. Nada é totalmente novo, tudo tem influências diretas ou indiretas de criações passadas. Wall Disney teria sido um grande "remixador", pois suas produções foram criadas a partir de peças já existentes e que foram remodeladas e atualizadas. "Não há criação isolada.", afirmou Gilberto Gil, durante seu depoimento a Gaylor.




Jornal Jr na SEDA (Semana do Audiovisual)



Por toda esta semana, começando hoje (segunda-feira), a Agência Júnior de Jornalismo estará na cobertura da SEDA, Semana do Audiovisual, que acontece dos dias 27 de setembro a 2 de outubro. O evento traz mostras, oficinas, mesa-debates e shows musicais que acontecem em seis cidades brasileiras. São elas: Santa Maria (RS), São Carlos (SP), Macapá (AP), Recife (PE), Uberlândia (MG) e Bauru (SP).

Nossa reportagem colabora em parceria com a produção do evento que também possui sua cobertura própria. O coletivo cultural Enxame Coletivo, organiza a SEDA em Bauru e faz a divulgação do conteúdo produzido.

O material produzido será visto aqui, no blog da Jornal Jr, no blog do Enxame Coletivo e no novo portal de cobertura colaborativa do grupo cultural, o E-colab.

Então fique ligado, pois nessa semana a Jornal Jr vai falar tudo de produção audiovisual e de cobertura colaborativa.

Confira também programação da semana e a cobertura da galera do Enxame!





GP aborda campanha eleitoral de Dilma

Prof. Sérgio Trein: "Lula criou Dilma à sua imagem e semelhança." 

Por Luana Rodriguez Alves
Foto: Getty Images

O grupo de estudos “Propaganda política, democracia, mídia e voto” apresentou neste sábado, 4 de setembro, artigos relacionados à política brasileira. Com uma linguagem acessível e coordenado pela Prof. Dulce Adorno Silva, as palestras mostraram a importância da imagem do candidato frente à população e a preocupação com a juventude despolitizada.

Sérgio Roberto Trein, professor e congressista do GP, começou a exposição do tema falando da necessidade da sustentação e da criação de uma imagem positiva de um político. Para explicitar sua tese o expositor citou como exemplo o atual presidente, dizendo que foi preciso que Lula entendesse que a política é um processo de comunicação, para que pudesse ser eleito.

“Lula deixou o discurso agressivo e autoritário e investiu na construção de uma imagem pessoal. O mesmo acontece hoje com a candidata Dilma Rousseff, que deixou a imagem de mulher bastante autoritária para assumir a caricatura de uma mulher mais feminina, suave e interativa com o povo”, explicou o palestrante ao se referir à mudança de comportamento de Dilma frente às câmeras. “Lula criou a Dilma à sua imagem e semelhança”, acrescentou.

Para Sérgio Roberto, a maioria da população tem a imagem do candidato como única referência, e até a doença da ministra serve como um aspecto positivo na questão eleitoral, pois transforma a candidata em uma pessoa mais humana.

Outro tema lembrado pelos palestrantes foi a aparente despolitização dos jovens. Segundo dados divulgados pelo governo, o número de jovens entre 16 e 18 que votaram na última eleição diminuiu.
Roberto Gonado Macedo, palestrante do GP, discorreu sobre o assunto. “As gerações mais novas não foram para as ruas reclamar seus direitos. A necessidade e a vontade faz você se importar mais”.





Futebol e Lady Gaga são destaques em GP

Congressista: "Lady Gaga é a própria figura do niilismo"

Por Luana Rodriguez Alves
Foto: Getty Images

A sessão 3 do GP de comunicação e culturas urbanas “Sonoridades e Urbanidades”, coordenado pelas profs. Rose de Melo Rocha e Rita de Cássia Alves, apresentou, neste domingo, 5 de setembro, uma série de artigos relacionados à música e suas implicações.

Entre os assuntos e os artigos apresentados, destacou-se a pesquisa do congressista Pedro Silva Marra, que apresentou um estudo sobre a mescla de sons proporcionados por torcedores e narradores em uma partida de futebol. “Na TV, a torcida aparece como um mar indefinido de vozes. É interessante observar em partidas narradas momentos em que o locutor do jogo tem de explicar o que a torcida está gritando”, explicou.

Pedro Marra defendeu ainda que os repertórios sonoros como os gritos e hinos das torcidas fazem parte do cotidiano e da cultura da população. Para ele, além disso, o futebol reconfigura o espaço urbano e o fascínio que a prática esportiva causa tem no som o próprio agente agenciador.

Outro tema destacado no GP tem como objeto central a cantora Lady Gaga. Para o congressista Thiago Soares, a cantora representa uma série de aparatos que evidenciam mudanças na forma de circulação e consumo da cultura midiática. Além disso, a mídia teima em fazer comparações e rotulações. Para explicitar a tese, o estudante traçou comparações entre Robinho e Neymar, Justin Timberlake e Michael Jackson além de Madonna e Lady Gaga.

O estudo apontou ainda a artista como um objeto de questionamento e antidisciplina que contrapõem o senso comum. “A Madonna representa um discurso mais articulado, politizado, diferente da Lady Gaga que é a própria figura do niilismo, da simulação e da performance”, disse Thiago Soares. Ele acrescentou ainda que é essa performance e esse “carão” que a aproxima da cultura gay, e que esse “poser” articulado confunde a lógica do real e do imaginário.






Relação entre violência e mídia é discutida no Intercom

Palestrantes dissertam a respeito da violência na TV

Por Janaína Ferraz e Luana Rodriguez
Foto: Janaína Ferraz

O modo como a mídia representa a violência, as periferias e os estereótipos foram os assuntos abordados na Mesa “Televisão e interfaces: violência, educação e jornalismo”, nesta segunda feira, 6 de setembro. Coordenado por Ana Silva Lopes, as discussões mostraram como a mídia influencia nas visões de mundo da sociedade.

Para as pesquisadoras Fran Rodrigues Penha e Núbia da Cunha Simão da Universidade Federal de Goiás, a televisão segue uma linha pautada no sexo, no sensacionalismo e no sangue, e é esse formato que garante a audiência televisiva. No entanto, a ampla repercussão desses assuntos acaba criando estereótipos que influenciam a “visão de mundo” da população. “A linguagem cria mais do que representa a própria imagem”, diz Núbia Simão.

Fran Rodrigues explica ainda que esses estereótipos podem prejudicar a vida do jovem. “O jovem que vive na periferia, por exemplo, passa a ser sinônimo de bandido. Se uma pessoa da periferia é suspeita de algo, a televisão refere-se a ela como culpado, e não acusada ou suspeita”.

Essas formações de estereótipos a respeito da violência é fruto de uma desigualdade social que a TV maximiza, estimulando de forma exagerada o desejo de consumo, além do fato de muitos jornalistas não concordarem  que esse tipo de representação constitui uma nova violência, uma violência simbólica. “A mídia acredita que problema da violência está na falta de punição, de cumprimento penal”, diz Núbia.
A palestra foi o encerramento do GP “Televisão e Vídeo ”no Intercom 2010.



A Internet para integrar e promover a cidadania

Mesa redonda mostra como redes sociais ajudam inserir jovem na sociedade

Por Jessica Mobílio

O último dia do Intercom 2010, 06 de setembro, trouxe a mesa redonda sobre a Comunicação, Juventude e Cidadania. O debate abordou o papel social dos veículos de comunicação. A Internet foi base para as amostras de trabalhos desta tarde. A discussão voltou-se para o tema: “O que é cidadania para o jovem?”.
Olga Sodré é doutora em psicologia clínica, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC - Rio), a palestrante comentou sobre sua pesquisa de desenvolvimento psicológico na juventude. 

Esse projeto foi relacionado às mídias digitais, que interferem diretamente no cotidiano dos adolescentes, além de citar a participação dos pais no universo de seus filhos. Olga reafirmou a necessidade de acompanhamento dos familiares nessa etapa de crescimento. “A interação no ciberespaço a favor da cidadania, torna-se uma forma de complemento para o jovem, na sua formação”. 

O participante, Fábio Luiz Malini da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), colocou a Internet como ferramenta de cidadania, no campo da comunicação. Ele falou do copyright – direitos autorais, e as reivindicações de liberdade de expressão que trabalham para a inclusão digital de todas as classes sociais. “Lutas entre a imprensa e política ganham espaço, através desses veículos rápidos”, disse Fábio. 
Outro fator, considerado pelo professor, tratou-se do conflito da transparência e privacidade no meio digital. “Apesar da lei de direitos autorais, o descontrole de informações é visível”, finalizou o palestrante. Ainda citou as redes sociais e censuras aos blogs como gancho.

O trabalho apresentado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) foi realizado a partir de entrevistas com 150 alunos de quatro escolas, com o intuito de descobrir se o estudante do ensino médio é inserido na sociedade, por meio das redes sociais.  A pesquisa concluiu: “As pessoas que não estiverem conectadas às redes sociais estão fora do mundo atual”, disse professora da UFG. Apesar dos números de acesso à internet, uma parcela da população ainda é excluída, por diferenças socioeconômicas. “A sociedade de massa ajuda a construir cada vez mais indivíduos distintos, grupos distintos e formas de existência diversas”, comentou coordenadora da mesa. 



Confira o último Boletim do Intercom




Chimarrão: bebida que aquece e aproxima as pessoas




Por Regiane Folter e Pablo Marques


Se para os gaúchos 10ºC é um clima ameno, para os bauruenses é sinal de inverno rigoroso, propicio para se tomar o chimarrão, bebida típica do sul do país. A equipe da Jornal Jr não resistiu a tentação, e experimentou a bebida a base de erva mate.

No Intercom, a ONG Escola do Chimarrão esteve presente durante todo o evento e duas tendas foram armadas: uma para contar a história da bebida e outra para degustá-la em um ambiente que simula uma estância gaúcha.

 A Escola do Chimarrão, proveniente de Venâncio Aires-RS, circula pelo Brasil inteiro para divulgar o chimarrão e esclarecer mitos. Além disso, levam informações para gaúchos e não-gaúchos sobre os benefícios que o consumo da bebida traz.

O chimarrão consiste em uma bomba e uma cuia na qual é colocada uma porção de erva-mate e água quente. Apesar da simplicidade do preparo, ele  esconde os grandes benefícios da bebida à saúde. Segundo Liliane Pappen, presidente do instituto Escola do Chimarrão, a erva-mate possui vitaminas e sais minerais, é digestivo e diurético, estimulante, regenerador celular e contribui para dietas de emagrecimento.

O gaúcho, apesar de possuir uma dieta rica em proteína de carne vermelha, possui uma alta expectativa de vida em grande parte devido ao consumo do chimarrão. “Nós vivemos em média 75 anos, apesar de termos uma dieta condenada por qualquer nutricionista.”, afirmou Liliane.

Para recepcionar os visitantes, os gaúchos oferecem o mate em um sinal de cordialidade. “Se você for à casa de um gaúcho, a primeira coisa que lhe é oferecido é um chimarrão.”, disse Liliane



 Uma tradição semelhante ao chimarrão é a cultura do cafezinho em São Paulo 





Balanço JJr na cobertura do Intercom 2010

Confesso que senti uma pontinha de desespero quando a organização do evento nos deu um livro de quase 400 páginas só de programação do Intercom Nacional 2010. Busquei o olhar dos mais 3 diretores da JJr que estavam do meu lado e pude ler um "nossa" nos olhos de cada um. Claro que sabíamos da dimensão do evento e tínhamos um projeto esquematizado no papel, mas nada como sentir o frio na barriga quando temos que transformar o papel em realidade.

Ao todo, foi uma semana juntos: 5 dias em Caxias do Sul e 2 dias de viagem. Desses 7 dias, foram 4 de muita correria, muita tinta de caneta gasta em vários bloquinhos de papel, muitos clicks de máquinas fotográficas, muitos plays em gravadores e muitos e-mails recebidos e enviados. Tudo isso para tentar realizar a melhor cobertura do mega Intercom 2010.

Viajamos com uma equipe de 15 pessoas: 4 diretores da JJr e mais 11 repórteres. Repórteres esses que, na sua maioria, eram alunos do segundo termo de Jornalismo, mas que não se deixaram intimidar e também prestaram serviços como fotógrafos, blogueiros e até editores de vídeos. Em Bauru, no aguardo das matérias de cada dia de cobertura, estavam mais 2 diagramadores e as outras 3 diretoras da nossa agência, além dos trainees.

E o resulto de todos esses números? O resultado foi a produção de 4 boletins diários, mais de 60 matérias (quase que a totalidade delas está no blog), cerca de 125 tweets que nos ajudaram a dar a notícia em tempo real, além dos inúmeros vídeos, fotos e coberturas ao vivo pelo sistema de live blog. Nossa cobertura também teve direito a transmissão ao vivo do encerramento do Intercom 2010 e da entrega dos prêmios Expocom Nacional pela Twitcam. Vale retratar aqui que fomos a única empresa júnior que cobriu diariamente o evento.      

Muito obrigada a todos que ajudaram a JJr a realizar mais esse trabalho. Obrigada a todos que nos prestaram serviços, a todos os entrevistados e a organização do evento, que nos recebeu muito bem na UCS, Universidade de Caxias do Sul. Hoje eu vou dormir mais leve, porque nesses ultimos dias tive a certeza de que somos uma empresa que carrega a confiança e o apoio de muitas pessoas. Pessoas essas que acreditam naquele tipo de jornalismo feito com muitas xícaras de café e com cuidado para que não se esmague as palavras nas entrelinhas. Obrigada e parabéns a todos.

Laís Modelli - Diretora de Projetos da Jornal Jr



Imprensa gratuita é alternativa para a sobrevivência do impresso


Por Laís Semis

A imprensa gratuita não é novidade. Existente desde 1995, este tipo de veiculação vem ganhando força e gosto entre seus leitores. Jornais generalistas registram quedas significativas de tiragens. No ano passado, no Brasil, os 20 maiores jornais apresentaram uma queda de 6,9% em sua circulação. Ameaçados pela velocidade das informações e praticidade possibilitada pela internet, o jornal impresso tradicional procurou na veiculação gratuita dos exemplares a alternativa para continuar existindo.

O Jornal do Ônibus nasceu dessa necessidade; distribuído no transporte público de Curitiba (PR) e de veiculação gratuita, o jornal circula há cinco anos, de segunda a sexta, tendo uma tiragem diária de 30 mil exemplares e sendo a circulação de passageiros do transporte de 2,4 milhões por dia.

Segundo a Associação Mundial de Jornais, 8% dos jornais do planeta são gratuitos. Este tipo de veiculação vem se tornando um segmento expressivo e atraindo o interesse de grandes empresas. Países europeus concentram hoje cerca de 120 títulos de jornais gratuitos distribuídos nos metrôs de 32 países.

Dos 230 leitores entrevistados, 122 deles informaram ler todas as páginas das edições que recebem e 210 destes entrevistados disseram que outras pessoas além dos próprios lêem os exemplares.

Nenhum dos 210 leitores entrevistados deram nota menor que 5 na avaliação do jornal. Como maior vantagem os leitores indicam que a linguagem simples, a noticia curta (com textos de até mil caracteres), as informações locais e o fato de ser gratuito. A desvantagem indicada foi o tamanho do jornal, considerado pequeno (de 12 a 16 páginas) e falha na distribuição.



Alunos do curso de Relações Públicas da Unesp apresentam trabalhos na Expocom


Por Laís Modelli

Durante o Intercom 2010 aconteceu o Expocom Nacional. O evento reune os melhores trabalhos de comunicação do Brasil e dá oportunidade aos graduandos de apresentarem seus trabalhos extracurriculares. No penúltimo dia de Intercom, os alunos de Relações Públicas da Unesp Bauru e membros da RPjr, a Empresa Junior de Relações Públicas. 

O primeiro projeto a ser apresentado pelos alunos foi o "Meeting2009 - Um encontro com o futuro", que teve o objetivo de trazer para dentro dos portões da universidade a experiênica do mercado de um Relações  Públicas. O trabalho é um projeto anual da RPjr e já entrou para o calendário de eventos da FAAC, a Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp. O projeto nasceu de uma ideia de ex-diretores da Empresa Junior do curso. A aluna e diretora de projetos da RPjr, Nicolle Stathourakis, foi quem fez a apresentação. 

O Meeting 2009 estava na categoria Projetos de Eventos com mais 3 projetos: 3º Cine RP1, dos alunos da UFRS; RP em Debate, dos alunos da UFG; Encontro Nacional dos Grupos PET - XIV ENAPET, dos alunos da UFA. 

O segundo trabalho apresentado diante da banca do Expocom foi o Projeto de Revitalização: reconstrua ideias. Com a função de revitalizar o o bosque do bairro Geisel, da cidade de Bauru, o trabalho foi apresentado pelo aluno e também diretor da RPjr, Renan França. O projeto é do grupo Ação Gestão de Responsabilidade do curso da Unesp. 

O trabalho Projeto de Revitalização estava na mesma categoria que o "Assessoria de Comunicação para a Associação dos Amigos e Protetores dos Animais", projeto dos alunos da Universidade de Cruz Alta. 








   

Projeto Revitalização sendo apresentado e representado por Renan França



Publicidade e consumo atuais discutidos no Intercom 2010

por Renata Coelho


Uma mesa bem diversificada discutiu o tema “Publicidade e consumo: interfaces com a comunicação e a juventude” na tarde do dia 6 de setembro, data de encerramento do INTERCOM 2010.

A primeira palestrante foi Maria Berenice da Costa, professora da UFRGS, que discutiu a relação entre política e jovens e de que maneira a política se tornou uma forma de consumo. Ela também apresentou dados de sua pesquisa e de estatísticas da UNESCO e afirmou que “os jovens já não se sentem mais responsáveis por transformações sociais”.

Depois foi a vez de Maria Ilia Dias, professora da UFSM. Ela pontuou as mudanças inerentes ao mercado publicitário e ressaltou que “o público não é mais passivo: ele é critico, quer dialogar e não quer ser tratado como um público homogêneo, exigindo um tratamento quase individual”.

Já André Tezza, professor de legislação publicitária da Universidade Positivo, discutiu a problemática existente entre o consumismo e a infância, ressaltando os limites da regulamentação da publicidade com esse público. Ele usou um viés filosófico para explicar seu estudo e negou que o consumismo seja uma ideologia construída pelo capitalismo.

A última a expor seu trabalho foi Bianca Nieckel, jornalista de um impresso de Caxias do Sul que comentou sobre o saudável ceticismo gerado pela contestação dos jovens aos comerciais atuais. A palestra contou com a presença de estudantes de comunicação, pesquisadores e professores da UFMG e da UFRGS.



As inúmeras faces do cinema brasileiro

por Juliana Santos


Discussão sobre cinema analisa música, pornochanchada e favelas

 
No último dia de atividades do XXXIII Intercom, o Grupo de Pesquisas de Cinema discutiu as “Abordagens do Cinema Brasileiro”. Na sessão, foram apresentadas pesquisas sobre o uso da música, o gênero pornochanchada e a abordagem de favelas.

Entrelaçando a história do cinema brasileiro e a música, a Prof. Dr. Márcia Carvalho, da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, explorou como a ferramenta foi usada em cada época. Partindo do cinema mudo e a música instrumental, a pesquisa passou pela influência da “era de ouro do rádio”, pela década de 60 e os festivais musicais da TV, até chegar aos anos 90 e 2000, nos quais as canções aparecem diversificadas e com muito mais força.

“O objetivo não é discutir as canções comerciais, mas a força do uso da música para caracterizar um personagem, a contribuição para o enredo e a influência na temporalidade do filme”, afirma Márcia.

O Prof. Luiz Paulo Gomes Neves, da UFF, apresentou o estudo “A pornochanchada: uma revolução sexual à brasileira”. Luiz mostrou o gênero como um movimento de contracultura, buscando fugir dos estereótipos e levando em consideração o contexto da Ditadura Militar. Em sua explicação, ressalta: “a pornochanchada é um gênero difícil de ser definido, mas quando o vemos, o identificamos”.

O último trabalho a ser discutido foi sobre a favela carioca e a busca do realismo no filme “Cidade dos Homens”. A pesquisa desenvolvida por Bruna Werneck, da UFRJ, mostrou como o imaginário cinematográfico reproduz o que é difundido nos jornais. “Quando você fala de minorias, o que se mostra é estigmatizado como verdade”, destaca Bruna.



Entretendo os telespectadores

por Jaderson Souza



Quando vemos uma cena de novela ou filme, temos a certeza de tudo o que aquela representação significa? O grupo de pesquisa de ficção seriada esteve ontem tentando responder a essa pergunta durante a sessão de apresentação de trabalhos do último dia do Intercom 2010. Em pauta, telenovelas, minisséries e sitcoms capazes de captar a atenção do público por meio de elementos estéticos ou pela identificação com o modo de vida das personagens.

Klydes Batista Vicente, pesquisadora da UFBA, falou sobre a minissérie “Os Maias”, baseada na obra homônima de Eça de Queiroz. Ela explicou como a produção da TV Globo, exibida em 2001, utilizou-se de elementos musicais para chamar a atenção do telespectador. O resultado foi uma atmosfera sombria semelhante à obra do escritor português.

A construção de imagens nas telenovelas foi abordada por Plábio Martins Desidério da UnB. Desidério acredita que, apesar do público diversificado, a telenovela distingue de maneira maniqueísta. Ele ressaltou como as pessoas que estão vivendo situações de sofrimento na trama são caracterizadas de maneira diferente.

Já o sitcom americano “Family Guy” (Uma Família da Pesada) foi tema da tese de Fabíola Calazans, também da UnB. Ela defendeu que as paródias, algo marcante do seriado exibido pelo canal pago FX, podem ser observados sob o olhar do materialismo cultural. “Eu acredito que haja um paralelo entre o homem americano e o homem brasileiro”, disse Fabíola.

Todos os trabalhos apresentados ainda não estão finalizados. Os palestrantes receberam análises do coordenador do GP e de professores doutores a fim de aperfeiçoarem suas teses.



UNESP Bauru é vencedora do prêmio Luiz Beltrão 2010

por Beatriz Almeida

Foi com palavras de orgulho e admiração oferecidas a seus colegas acadêmicos que o diretor Roberto Deganutti, da FAAC (UNESP), realizou seu discurso após a entrega formal do prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação, que aconteceu no Personal Royal Hotel, em Caxias do Sul, sede do Intercom 2010.

O prêmio foi criado em 1997 com o intuito de reconhecer a qualidade do trabalho acadêmico realizado nas universidades e centros de pesquisa, além dos grupos ou instituições que contribuem para a área de comunicação. Ele também homenageia o jornalista e professor pernambucano pioneiro em pesquisas científicas sobre os fenômenos comunicacionais da universidade brasileira: Luiz Beltrão.

A Universidade Estadual Paulista recebeu através do Departamento de Comunicação Social o prêmio na categoria Grupo Inovador. Ela é destinada a núcleos de pesquisa que venham se destacando pela capacidade de inovar nos planos teórico, metodológico, tecnológico ou pragmático, construindo idéias, gerando produtos ou modelos comunicacionais e outros vínculos informacionais.


Deganutti comemora o prêmio Luiz Beltrão


Segundo Rosa Maria Dalla Costa, diretora cultural do Intercom, a importância do prêmio está ligada à renovação do meio acadêmico de comunicação, já que “a cada ano são identificadas novas equipes de pesquisa na área”.

As indicações são feitas no período de março a maio de cada ano e julgadas por personalidades importantes da área de pesquisa e por ex-presidentes do Intercom. Além da UNESP, outros premiados foram a Fundação Joaquim Nabuco, por Instituição Paradigmática; o professor Rogério Cristofoleti, da UFSC, por Liderança Emergente; e a professora Lúcia Santa Ella, da PUC-SP, por Maturidade Acadêmica.



Coutinho vira tema no GP de Cinema

por Ana Navarrete

Bianca, Felipe e Alfredo discutem o estilo de Coutinho


   Quem resolveu enfrentar os ventos gelados do último dia do congresso conferiu, a partir das 14 horas, um grupo de pesquisa cinematográfica cheio de questões filosóficas. A mistura surgiu com a mesa "O cinema de Eduardo Coutinho", que contava com a presença da coordenadora Leila Beatriz Ribeiro (Unirio), da estudante Bianca Elisa da Costa (Unisinos), do documentarista Felipe Maciel Xavier (UFRGS) e do professor Alfredo Dias d´Almeida (Universidade Metodista de São Paulo).

   Bianca abordou temas de "Cabra Marcado para Morrer" (1984) e, de acordo com ela, "a temática de cada filme revela que a memória é quem conduz as histórias, e que elas são endereçadas ao público para manter viva a luta dos trabalhadores camponeses”.

   Já Felipe e Alfredo buscaram em "Jogo de Cena" (2007) a sua inspiração. "Parece-me que o que Eduardo Coutinho quer designar em seus filmes é o acontecimento. O principal das obras dele são as histórias, e essas são construídas através do instante", argumenta Xavier.

   "O que importa é a forma como as coisas são contadas para gerar o clima de dúvida. O filme mescla os depoimentos verdadeiros com os atuados. O espectador se sente instigado a saber se quem fala é ator ou não", afirma o professor Alfredo Dias.

    Felipe disse ainda que o documentário de Coutinho não busca a verdade, mas sim a ambigüidade – e isso vai contra as expectativas do público. Quando questionados se o filme "Jogo de Cena" pode ser considerado um documentário, visto que possui atrizes interpretando alguns depoimentos, o grupo se manteve unido: "É tudo cinema", finalizam.



Mesa-redonda avalia a preparação dos jornalistas em noticiar instantaneamente

Por Regiane Folter

Não seria muito mais interessante receber a informação no momento em que ela acontece? A mesa-redonda “Você está preparado para trabalhar em uma redação que opera em tempo real?” discutiu se os jornalistas acostumados à rotina dos noticiários impressos diários estão aptos a trabalhar em tempo real.

Para o professor Marcos Santuario, a web invadiu a redação e as editorias de forma positiva. “O online veio para modernizar, senão o impresso ia morrer ”, disse o professor. Além disso, o advento da web permitiu uma maior liberdade para o público. “O usuário é quem manda. Antigamente, o usuário era passivo para comprar o jornal, para assistir tv. Hoje, não. Se ele quiser ver um vídeo, não depende mais da programação da tv, ele procura onde ele quiser.”, afirmou Antonio Prada, jornalista e curador do MediaOn. 

Os convidados da mesa salientaram a importância em unir o jornal clássico com todas as possibilidades oferecidas pela web, sem tentar modificar totalmente o tradicional. Para o jornalista, Bob Fernandes,do Portal Terra, nenhuma mídia existe para substituir a outra. “Quando fazemos reunião de pauta, estão todos os editores e inclusive o “cara” da versão online. E as matérias que nós pautamos para o dia seguinte, ele já colocou no site.”, explicou Santuario

Alguns toques, porém, continuam os mesmos para todas as mídias. Checagem de fontes, criatiChecagem de fontes, criatividade sem perder o caráter informativo, texto que atraia o leitor, entre outros, permanecem válidos. “Sempre será necessário que o jornalista organize essa massa de informações.”, disse Prada, citando o jornalista Michael Rogers, do The New York Times.


O jornalismo em tempo real surgiu para atender o internauta “always on”, sempre conectado





Você no Intercom

  Durante a cobertura do Intercom Caxias do Sul, a Jornal Júnior criou um quadro "Você no Intercom".
O quadro consiste em demonstrar através de vídeo, foto e depoimentos o perfil dos estudantes de comunicação que participaram do congresso e algumas curiosidades do público que circulou pela UCS nos quadro dias de evento. Assista os vídeos depoimentos do pessoal!
























Em breve mais vídeos e podcasts de tudo que aconteceu no intercom.







Boletim Olhar Especial Intercom 2010 - 3a. edição




Boletim Olhar Especial Intercom 2010 - 2a. edição




GP traz campanhas eleitorais 2010 como um dos temas

Por Luana Rodriguez Alves


         O grupo de estudos “Propaganda política, democracia, mídia e voto” apresentou no sábado, 4 de setembro, artigos relacionados à política brasileira.     Com uma linguagem acessível e coordenado pela Prof. Dulce Adorno Silva, as palestras mostraram a importância da imagem do candidato frente à população e a preocupação com a juventude despolitizada.

         Sérgio Roberto Trein, professor e congressista do GP, começou a exposição do tema falando da necessidade da sustentação e da criação de uma imagem positiva de um político. Para explicitar sua tese o expositor citou como exemplo o atual presidente, dizendo que foi preciso que Lula entendesse que a política é um processo de comunicação, para que pudesse ser eleito.

         “Lula deixou o discurso agressivo e autoritário e investiu na construção de uma imagem pessoal. O mesmo acontece hoje com a candidata Dilma Rousseff, que deixou a imagem de mulher bastante autoritária para assumir a caricatura de uma mulher mais feminina, suave e interativa com o povo”, explicou o palestrante ao se referir a mudança de comportamento de Dilma frente às câmeras. “Lula criou a Dilma à sua imagem e semelhança”, acrescentou.

         Para Sérgio Roberto, a maioria da população tem a imagem do candidato como única referência, e até a doença da ministra serve como um aspecto positivo na questão eleitoral, pois transforma a candidata em uma pessoa mais humana.

         Outro tema lembrado pelos palestrantes foi a aparente despolitização dos jovens. Segundo dados divulgados pelo governo, o número de jovens entre 16 e 18 que votaram na última eleição diminuiu.

         Roberto Gonado Macedo, palestrante do GP, discorreu sobre o assunto: “As gerações mais novas não foram para as ruas reclamar seus direitos. A necessidade e a vontade faz você se importar mais”.



Ouça a Jornal Jr na Rádio Intercom 2010



A nossa participação está no minuto 132. Ouça!



"Cala Boca Galvão" é destaque do GP de conteúdos digitais

Por Janaína Ferraz e Jéssica Mobílio

Estudiosos da Comunicação assistem a palestra sobre as mídias digitais


A segunda sessão de Conteúdos Digitais do Intercom 2010 aconteceu neste sábado, 4 de setembro. Os grupos de pesquisa dialogaram sobre a inclusão da Internet como fonte de informação e seu alcance global. Ainda na apresentação, os congressistas aproveitaram para analisar novas mídias digitais e suas interações com o público alvo.

A palestra de maior destaque foi a que tratou do tema “O HOAX e os desafios jornalísticos no trato da informação”. A palavra HOAX possui vários significados no mundo digital, como, por exemplo, spam; vírus sociais; boatos; lendas; entre outros.

Nesta sessão, a doutoranda Luciana Reitenbach Viana, utilizou-se do termo HOAX no sentido da forma de humor oriundo da internet. Através da expressão popular ocorrida no Twitter durante a Copa do Mundo, conhecida como “Cala Boca Galvão”, a palestrante elabora sua tese a respeito da prática do jornalismo online e o perfil do profissional.

Depois de diversos enganos sucedidos em grandes meios de comunicação online e até offline, ela argumenta como a internet está sendo usada como ferramenta para a produção do jornalismo digital, pois a profissionalização de qualidade dos meios digitais evidencia o processo no resultado do jornalismo e torna-se uma forma de chegar a uma fidelidade ao conteúdo da rede. “O Cala boca Galvão foi uma piada que ganhou credibilidade porque os conteúdos postados tinham um cunho muito profissional”, diz a doutoranda.

Entre outros temas selecionados na sessão deste sábado, o podcast foi considerado como um dos veículos revolucionários das mídias digitais. Ainda pouco utilizado no Brasil, cresce gradativamente e distribui conteúdo de áudio e vídeos para dispositivos móveis.O congressista Pablo de Assis comentou a difusão dessa mídia pelo mundo e ressaltou a utilidade do produto no país. Um dos exemplos citados foi o podcast Moodle. Este sistema é destinado à criação de atividades educacionais on-line estimulando a aprendizagem. “O podcast mais comum no Brasil é de humor, como o Pânico, por exemplo... A possibilidade de ouvir e rever um programa são os diferenciais desses arquivos”, afirma o palestrante.

http://www.youtube.com/watch?v=6KXZLUrcJw8



Bob Fernandes mostra como ser repórter

Por Renan Simão

                                    Foto: Claudia Velho
Bob Fernandes conta os bastidores da Copa de 2010 em exposição de case

O que era para ser uma exposição de case sobre a cobertura da Copa do Mundo se tornou uma prosa entre cerca de 20 estudantes e o jornalista Bob Fernandes. Bob, veterano de profissão com mais de trinta anos de atividade, se apresentou no terceiro dia de Intercom para falar da cobertura do site Terra na Copa do Mundo de 2010 e sua participação no evento. Ele ainda revelou segredos de bastidores que só um repórter calejado pode conseguir.

Para quem não sabe, o Terra fez uma cobertura de sucesso. Levou 13 credenciais para a África do Sul e, durante a Copa, registrou trinta milhões de visitas e 11 milhões de acessos. Bob sabe de melhor do que ninguém conseguir informações preciosas, dignas de um trabalho de repórter. Bob, por exemplo, foi o primeiro saber , logo depois do fim da Copa, dos episódios em que a assessora do lateral Michel Bastos revela insatisfação com a equipe. Veja: http://blogdobobfernandes.blog.terra.com.br/2010/06/27/assessora-revela-insatisfacao-de-michel-bastos/

O profissional, que já cobriu campanhas presidenciais (a de 2010 é uma delas) e emplacou diversos artigos em revistas como Veja e Isto É diz que agora apenas faz trabalhos pontuais no espaço no Terra, o Terra Magazine. “Sou fanático por esporte, mas não sou um daqueles caras da ESPN que sabem tudo daquele campeonato do Turcomenistão. Especificidade excessiva é prejudicial e chata”, aponta.

Bob conta que, a seu ver, a mídia não fez uma boa abordagem na Copa devido à má qualificação de profissionais. “Falta determinação para aprofundar um tema que estava em aberto e foi esquecido”. Determinação é uma das qualidades, afirma ele, que os jovens repórteres têm de exercer em sua carreira.