Com a diversidade de meios digitais que circundam a vida moderna, uma preocupação suscita uma discussão: como é o processo de transmissão e absorção das informações enviadas por essas novas tecnologias? Esse foi tema do Grupo de Trabalhos sobre Mídias, Culturas e Tecnologias Digitais na América Latina no Intercom 2009.
A questão sobre o modo de cobertura brasileiro sobre as notícias latino-americanas foi tema da apresentação do jornalista Alexandre Barbosa. Alexandre mostrou exemplos de reportagens de exclusão de notícias da América Latina ou de abordagens estereotipadas e superficiais dos acontecimentos nos nossos países vizinhos.
“Não dá para competir com os veículos tradicionais, a gente tem de tratar de outros assuntos em outros espaços que não na grande mídia.”, afirma a coordenadora do grupo e avaliadora dos projetos, professora Maria Cristina Gobbi. Gobbi ainda lembra que as mídias independentes não devem enfocar apenas no factual, mas em temas pertinentes, independente da atualidade.
Outras exposições apresentaram teses sobre a interatividade. No contexto da web 2.0 e sua interatividade com os usuários, trabalhos sobre sites de jornalismo cidadão e sobre a visibilidade do Orkut emergiram uma discussão: A produção de conteúdo na internet é enorme, mas a absorção de todas essas informações não é na mesma quantidade.
“Faltam espaços de divulgação onde a gente seja capaz de ouvir e trocar informações. Nesses espaços será possível, não só produzir, mas também enxergar o que está sendo feito na web.”, pontua a professora. Maria Cristina fala ainda que criar esses espaços é o propósito do grupo e do próprio Intercom.
Renan Simão

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