Estudantes lotaram o auditório para se inforarem sobre Plataformas Digitais
Na segunda-feira, dia 17, o Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Universidade Estadual Paulista (Unesp) recebeu o Coordenador-Geral de TV e Plataformas Digitais da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Octavio Penna Pieranti, para a palestra “Novas mídias e projetos em suporte digital”.
A conferência aconteceu na sala 1 do campus da Unesp e se concentrou principalmente na apresentação da programação desenvolvida pela Secretaria do Audiovisual. Cinco programas foram explorados por Octavio Pieranti: DocTV IV, Anima TV, BR Games, XPTA.Lab e Nós na tela.
O BR Games foi o programa de maior destaque. O projeto é um estímulo à produção e, principalmente, à exposição internacional dos jogos eletrônicos brasileiros. Segundo Octavio, apesar de esse setor não estar devidamente estruturado no Brasil, o número de programadores dispostos a produzir jogos eletrônicos é considerável, visto a quantidade de inscrições para o programa.
A expectativa era de 80 inscritos. Houve 200 inscrições, 170 foram de pessoas físicas. O restante, de empresas especializadas no assunto.
O desejo por maiores oportunidades também foi notado com o programa Anima TV. O mercado de animação brasileiro é ocupado em grande parte por estrangeiros. Contudo, a produção de animação brasileira tem grande reconhecimento internacional. Ou seja, há bons produtos, mas sem oportunidades para enquadrá-los dentro do próprio país.
Octavio Pieranti deu várias entrevistas após a palestra
De forma geral, o discurso de Octavio evidenciou os benefícios que as novas mídias digitais trazem para a sociedade brasileira. Em entrevista, ele afirmou que muitas facilidades serão alcançadas com a TV digital: “além de a interatividade fornecer serviços para a população, como retirar documentos a partir de uma solicitação via TV, empresas e atores civis terão mais espaço para se expressar, já que haverá mais freqüências disponíveis.”
A previsão é que a TV analógica seja desligada em 2016. Mas a questão é: como o processo de digitalização da TV se consolidará em um país com tantos déficits sociais como o Brasil?
Nos Estados Unidos a população de baixa renda tem cupons de descontos para comprar os equipamentos. No Brasil, isso não está definido. “Do ponto de vista econômico e social algumas decisões precisam ser tomadas, mas do ponto de vista técnico o Brasil está bem adiantado em relação ao cronograma proposto” afirmou Octavio.
Texto de Daniele Motta
Foto de Ana Paula Machado

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