Um grande evento que não pode sair da memória dos unespianos
Por Luís Morais
O segundo dia do Festival de 20 anos da Rádio Unesp FM foi também o primeiro do festival de bandas. O primeiro de apresentações diversificadas e interessantes. Do metal à MPB, teve de tudo. Já de cara, o público foi presenteado por uma apresentação de um trio de violões da Unesp, numa homenagem à música clássica.
Depois o Festival começou para valer. Entra em cena o Projeto Homem Bomba. Formado por estudantes de Rádio e TV, Psicologia e Design, aparecem os nomes de João Guilherme (percussão e voz), Bruno (saxofone), Lucas (bateria), João Carlos (cavaco), Caio Rosa (guitarrista), Diogo (percussão) e Bruno Candeias (baixo).
Para quem não está reconhecendo a banda, eles são o antigo Samba Tereza, agora com músicas próprias. E com influências bastante diversificadas. “Todo mundo aqui gosta de rock, de samba, maracatu, forró, de várias coisas. Então a gente tentou unir tudo e fazer um som que misturasse um pouco de tudo”. E abrir o festival não foi fácil: “É muita responsabilidade, mas também é muito prazer, porque é uma oportunidade a mais de um evento cultural dentro da nossa universidade”.
Três dias depois de abrir o show de Pedra Letícia na Revirada Cultural, Monte de Bossa também mostra seu som no Festival. Com duas músicas próprias e levantando o público com uma bela versão de “Partido Alto”, de Chico Buarque, a banda composta por André Fonseca (violão), Adílio Nascimento (cavaquinho e percussão), Helton Carmesan (contra baixo), Lilo Oro (bateria), Renata Tiepo (percussão) e João Paulo (voz e percussão) mandou duas próprias.
“Que Utilidade Tem?” é a pergunta feita pelo Monte de Bossa logo na primeira música. Uma crítica construtiva, descontraída e interessante ao Orkut. Depois, outra reflexão. A auto-análise, perceptível no verso “você vê que sua idade sempre chega na idade que você nunca quis ter”, foi uma reflexão do vocalista João Paulo.
O próprio João Paulo diz como é a apresentação da banda: “o nosso show é composto de muitos ritmos, então é natural que ele encontre muitas pessoas”. E lembra a influência da própria Rádio Unesp no repertório: “A gente indo trabalhar de manhã ouvindo a música na Rádio Unesp, a gente leva pra banda muitas delas (músicas). A gente pega muitas influências da Rádio Unesp, que é uma rádio que você pode ouvir de olho fechado, olho aberto, dormindo, que é qualidade total”.
Let's Rock!
Na terceira apresentação do dia, começou o rock'n roll. Deck 66 foi o encarregado de acordar o lado mais agitado da galera presente. Já na passagem de som, hits de Foo Fighters, Oasis e Aerosmith foram tocados. Na hora do “vamos ver”, uma escolha perfeita de representação do som da banda: “Alive” do Pearl Jam, foi a terceira música tocada.
Assim como as outras bandas até então, Deck 66 também mostrou duas músicas próprias. Iniciando com a romântica e balada “We Are Just One”, música feita pelo vocalista Paulo Anzolin para a sua namorada, mostrando o tratamento entre os dois e sua vida. Depois o rock de “Basta Querer”, escrita ao balanço das ondas de maresias pelo próprio Paulo. Acompanham ele na banda Gustavo Bertoli (bateria), Filipe Souza (baixo) e Fabrício Varella (guitarra).
Paulo Anzolin ainda comentou sobre o repertório da banda em geral, não só o escolhido para o festival: “dependendo do público que você quer atingir, você tem que fazer várias coisas. Tocar nacional é sempre bom porque a galera canta junto. Tocar internacional é bom porque você surpreende eles”, afirma. “Dependendo da música que você toca, que ninguém toca e você faz bem feito, a galera curte e lembra do seu nome”, completa o vocalista.
O rock tomou conta de vez na quarta apresentação. Agora bem mais pesado, o metal toma forma no nome da PsychoRoots. “O cover de Metallica da região”, como os próprios se definem. A voz de André Moreno é bastante similar, assim como os ótimos solos do guitarrista Douglas Salvati, a linha de baixo de João Carlos e Victor Mafred na bateria.
A primeira música foi “Ride the Lighting”, do Metallica. Logo depois, mandaram uma própria, seguindo a linha do metal. Mas como sempre, o melhor estava por vir. Fecharam com “One”. A reação do público, com gritos, aplausos e euforia, dispensa comentários sobre a música. Mesmo assim, é um desafio trazer o metal para o Festival, como afirma Victor: “No começo a gente tava meio com o pé atrás. Achamos que ninguém ia gostar, que ia ter uma recusa muito grande... mas foi legal. A galera curtiu o heavy metal.”
O rock nacional foi representado pelo Rol, a quinta banda da noite. O show foi aberto com “Aluga-se” do Raul Seixas. Em seguida, a música própria da banda, “Eu Sei Que Vai Mudar”, que tem até clipe no YouTube . Uma canção bem aos moldes das influências do grupo. A última música mostrou a preocupação social que eles têm. “Até Quando Esperar” da Plebe Rude, um hino da juventude da década de 80.
O conjunto é formado por Anderson no vocal, Bruno na bateria, Sandro no baixo e Ricardo na guitarra, e participou do primeiro grande evento de sua existência no Festival da Rádio Unesp. A escolha do som para o Festival foi explicada por Anderson: “a gente resolveu misturar o rock clássico, que está meio morto, com a atualidade da nossa música para atender a todos os gostos”.
Um descanso. Um desfecho
Do agito para a tranquilidade. Isso representa a sexta banda: Estereoterapia. O nome da formação feita por Rafael Mortari (guitarra e back vocal), Douglas Rossi (baixo e back vocal), Henrique Oliveira (bateria) e Josiel Rusmont (vocal, violão e ukulele) tem relação com o próprio som. É uma terapia para quem ouve. Relaxante, duas músicas próprias que agradaram o público, principalmente “Até Onde Vão Meus Pés”. Pra finalizar, a linda canção “Tarde Vazia”, originalmente do Ira!.
Apesar de tocarem Ira!, a influência que a banda paulistana trouxe para a Estereoterapia é bem pequena. E, de acordo com Josiel, as músicas próprias predominam no repertório da banda: “No começo era difícil a gente fazer cover”. A influência do rock nacional é admitida pelo vocalista, mas o som do grupo também tem outros afluentes: “bastante influência de rock inglês, e música brasileira, que está bem contido na rítmica das nossas canções, graças ao batera (Henrique)”.
Josiel Rusmont ainda aprovou a ideia do Festival da Rádio Unesp: “É ótimo dar essa oportunidade para podermos estar mostrando o nosso trabalho, e pra todas as bandas estarem mostrando o trabalho autoral. Aqui na cidade é difícil batalhar por esses espaços”.
E pra encerrar o festival, Samanah. Mesmo enfrentando problemas técnicos com o som, a banda mostrou uma mistura de ska, rock e reggae que agradou os jurados. Segundo lugar no Festival merecido para o grupo formado por Thales Mendes (guitarra e vocal), Josluí Bulhões (baixo), Thiago Coelho (guitarra) e Vinicius Pereira (bateria).
Com duas músicas próprias, e mais um Bob Marley para agradar todo o público, a banda fechou com grande estilo o Festival da Rádio Unesp 20 Anos. E é um grupo com integrantes já rodados no meio musical: “A gente já teve vários tipos de banda. Cada um tem uma história musicalmente antes de chegar na Samanah”, lembra o vocalista Thales Mendes, que definiu como foi encerrar o primeiro dia do Festival: “Uma experiência muito legal”.
O segundo dia do Festival de 20 anos da Rádio Unesp FM foi também o primeiro do festival de bandas. O primeiro de apresentações diversificadas e interessantes. Do metal à MPB, teve de tudo. Já de cara, o público foi presenteado por uma apresentação de um trio de violões da Unesp, numa homenagem à música clássica.
Depois o Festival começou para valer. Entra em cena o Projeto Homem Bomba. Formado por estudantes de Rádio e TV, Psicologia e Design, aparecem os nomes de João Guilherme (percussão e voz), Bruno (saxofone), Lucas (bateria), João Carlos (cavaco), Caio Rosa (guitarrista), Diogo (percussão) e Bruno Candeias (baixo).
Para quem não está reconhecendo a banda, eles são o antigo Samba Tereza, agora com músicas próprias. E com influências bastante diversificadas. “Todo mundo aqui gosta de rock, de samba, maracatu, forró, de várias coisas. Então a gente tentou unir tudo e fazer um som que misturasse um pouco de tudo”. E abrir o festival não foi fácil: “É muita responsabilidade, mas também é muito prazer, porque é uma oportunidade a mais de um evento cultural dentro da nossa universidade”.
Três dias depois de abrir o show de Pedra Letícia na Revirada Cultural, Monte de Bossa também mostra seu som no Festival. Com duas músicas próprias e levantando o público com uma bela versão de “Partido Alto”, de Chico Buarque, a banda composta por André Fonseca (violão), Adílio Nascimento (cavaquinho e percussão), Helton Carmesan (contra baixo), Lilo Oro (bateria), Renata Tiepo (percussão) e João Paulo (voz e percussão) mandou duas próprias.
“Que Utilidade Tem?” é a pergunta feita pelo Monte de Bossa logo na primeira música. Uma crítica construtiva, descontraída e interessante ao Orkut. Depois, outra reflexão. A auto-análise, perceptível no verso “você vê que sua idade sempre chega na idade que você nunca quis ter”, foi uma reflexão do vocalista João Paulo.
O próprio João Paulo diz como é a apresentação da banda: “o nosso show é composto de muitos ritmos, então é natural que ele encontre muitas pessoas”. E lembra a influência da própria Rádio Unesp no repertório: “A gente indo trabalhar de manhã ouvindo a música na Rádio Unesp, a gente leva pra banda muitas delas (músicas). A gente pega muitas influências da Rádio Unesp, que é uma rádio que você pode ouvir de olho fechado, olho aberto, dormindo, que é qualidade total”.
Let's Rock!
Na terceira apresentação do dia, começou o rock'n roll. Deck 66 foi o encarregado de acordar o lado mais agitado da galera presente. Já na passagem de som, hits de Foo Fighters, Oasis e Aerosmith foram tocados. Na hora do “vamos ver”, uma escolha perfeita de representação do som da banda: “Alive” do Pearl Jam, foi a terceira música tocada.
Assim como as outras bandas até então, Deck 66 também mostrou duas músicas próprias. Iniciando com a romântica e balada “We Are Just One”, música feita pelo vocalista Paulo Anzolin para a sua namorada, mostrando o tratamento entre os dois e sua vida. Depois o rock de “Basta Querer”, escrita ao balanço das ondas de maresias pelo próprio Paulo. Acompanham ele na banda Gustavo Bertoli (bateria), Filipe Souza (baixo) e Fabrício Varella (guitarra).
Paulo Anzolin ainda comentou sobre o repertório da banda em geral, não só o escolhido para o festival: “dependendo do público que você quer atingir, você tem que fazer várias coisas. Tocar nacional é sempre bom porque a galera canta junto. Tocar internacional é bom porque você surpreende eles”, afirma. “Dependendo da música que você toca, que ninguém toca e você faz bem feito, a galera curte e lembra do seu nome”, completa o vocalista.
O rock tomou conta de vez na quarta apresentação. Agora bem mais pesado, o metal toma forma no nome da PsychoRoots. “O cover de Metallica da região”, como os próprios se definem. A voz de André Moreno é bastante similar, assim como os ótimos solos do guitarrista Douglas Salvati, a linha de baixo de João Carlos e Victor Mafred na bateria.
A primeira música foi “Ride the Lighting”, do Metallica. Logo depois, mandaram uma própria, seguindo a linha do metal. Mas como sempre, o melhor estava por vir. Fecharam com “One”. A reação do público, com gritos, aplausos e euforia, dispensa comentários sobre a música. Mesmo assim, é um desafio trazer o metal para o Festival, como afirma Victor: “No começo a gente tava meio com o pé atrás. Achamos que ninguém ia gostar, que ia ter uma recusa muito grande... mas foi legal. A galera curtiu o heavy metal.”
O rock nacional foi representado pelo Rol, a quinta banda da noite. O show foi aberto com “Aluga-se” do Raul Seixas. Em seguida, a música própria da banda, “Eu Sei Que Vai Mudar”, que tem até clipe no YouTube . Uma canção bem aos moldes das influências do grupo. A última música mostrou a preocupação social que eles têm. “Até Quando Esperar” da Plebe Rude, um hino da juventude da década de 80.
O conjunto é formado por Anderson no vocal, Bruno na bateria, Sandro no baixo e Ricardo na guitarra, e participou do primeiro grande evento de sua existência no Festival da Rádio Unesp. A escolha do som para o Festival foi explicada por Anderson: “a gente resolveu misturar o rock clássico, que está meio morto, com a atualidade da nossa música para atender a todos os gostos”.
Um descanso. Um desfecho
Do agito para a tranquilidade. Isso representa a sexta banda: Estereoterapia. O nome da formação feita por Rafael Mortari (guitarra e back vocal), Douglas Rossi (baixo e back vocal), Henrique Oliveira (bateria) e Josiel Rusmont (vocal, violão e ukulele) tem relação com o próprio som. É uma terapia para quem ouve. Relaxante, duas músicas próprias que agradaram o público, principalmente “Até Onde Vão Meus Pés”. Pra finalizar, a linda canção “Tarde Vazia”, originalmente do Ira!.
Apesar de tocarem Ira!, a influência que a banda paulistana trouxe para a Estereoterapia é bem pequena. E, de acordo com Josiel, as músicas próprias predominam no repertório da banda: “No começo era difícil a gente fazer cover”. A influência do rock nacional é admitida pelo vocalista, mas o som do grupo também tem outros afluentes: “bastante influência de rock inglês, e música brasileira, que está bem contido na rítmica das nossas canções, graças ao batera (Henrique)”.
Josiel Rusmont ainda aprovou a ideia do Festival da Rádio Unesp: “É ótimo dar essa oportunidade para podermos estar mostrando o nosso trabalho, e pra todas as bandas estarem mostrando o trabalho autoral. Aqui na cidade é difícil batalhar por esses espaços”.
E pra encerrar o festival, Samanah. Mesmo enfrentando problemas técnicos com o som, a banda mostrou uma mistura de ska, rock e reggae que agradou os jurados. Segundo lugar no Festival merecido para o grupo formado por Thales Mendes (guitarra e vocal), Josluí Bulhões (baixo), Thiago Coelho (guitarra) e Vinicius Pereira (bateria).
Com duas músicas próprias, e mais um Bob Marley para agradar todo o público, a banda fechou com grande estilo o Festival da Rádio Unesp 20 Anos. E é um grupo com integrantes já rodados no meio musical: “A gente já teve vários tipos de banda. Cada um tem uma história musicalmente antes de chegar na Samanah”, lembra o vocalista Thales Mendes, que definiu como foi encerrar o primeiro dia do Festival: “Uma experiência muito legal”.

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