A Revirada Cultural de Bauru já foi há duas semanas, mas não é por isso que não vale a pena comentarmos um pouco dela.
| Pé de Macaco em ação (Créditos: Jéssica Mobílio e Lígia Ferreira) |
A decisão sobre a cobertura aconteceu aos 46 minutos do segundo tempo. Decidimos que iríamos fazer a cobertura dois dias antes do evento acontecer. Por conta disso, nos deparamos com um problema: como fazer a cobertura e entrevistar os artistas que iriam se apresentar sem ter uma credencial? Pois é, aí está a prova de que o que faz o jornalista são os seus contatos. Conversei com o Gabriel Ruiz, membro do Enxame Coletivo, e consegui uma credencial. Ela me salvou: com ela, tive acesso até ao que não me interessava. E acredite, uma credencial de imprensa faz milagres.
| Eduardo Cambota em seu melhor momento: tocando. (Créditos: Lígia Ferreira) |
Os caras fazem um som muito da hora. Levaram a platéia à loucura. É como se estivessem brincando no palco, alucinam com o som. Entre familiares, amigos e aqueles (como eu) que estavam escutando o som pela primeira vez, a banda conseguiu fazer um dos shows mais eletrizantes da Revirada.
Já que eu estava com a credencial – e acredite, quando se tem uma credencial enrolada em seu pescoço, é muito fácil mesmo o acesso aos bastidores – subi no palco para tirar fotos dos meninos enquanto eles mostravam o seu som e animavam a galera, mesmo não tendo uma câmera profissional em mãos.
Assim que o show acabou, fui para os bastidores e, sem precisar pedir que eles falassem comigo, o baixista viu minha credencial de imprensa e falou: “Quer entrevista? Então é pra já! Pode perguntar!”. Que simpatia, não?! Além de simpático, Lucas é mais uma prova de que a minha teoria é certa: o cara mais estiloso e diferenciado de uma banda sempre é o baixista. É... Comece a reparar.
| Entrevista descontraída (Créditos: Jéssica Mobílio) |
O show foi também um pré-lançamento do EP que a banda gravou no final do ano passado. As quatro músicas são todas composições próprias e a ideia da trupe, agora, é cair na estrada mostrando o seu trabalho.
No segundo dia, minha meta era falar com os garotos da Pé de Macaco; o que não foi tão difícil, já que os integrantes de banda fazem Radio e TV na Unesp e são velhos conhecidos da galera. O show dos meninos foi rápido, mas nem por isso deixou de ser contagiante. Eles tocaram somente músicas próprias e, acreditem em mim, as músicas são realmente boas. Os meninos têm talento e muita presença de palco.
Após o show, fui falar com eles também. Eles estavam numa espécie de camarim regado a comes e bebes. Foram uns fofos também, me oferecendo o que eles tinham ali para degustar.
| Banda Legalê durante o show na revirada (Créditos: Jéssica Mobílio) |
Segundo Cambota, “foi muito massa tocar na Revirada, até porque viemos de uma sequência de dois shows: anteontem tocamos em Ribeirão, ontem em Santo André e quase viramos a noite pra vir tocar aqui. E compensou o esforço que fizemos de dormir pouco e pegar estrada, porque foi muito legal ter a oportunidade de tocar no Vitória Régia, e também porque gostamos muito de tocar em palco grande, como foi hoje”.
| Lucas Penna dando seu show no baixo (Créditos: Jéssica Mobílio e Lígia Ferreira) |
Pra quem quiser conhecer um pouco mais da sonzera que a rapaziada aí de cima apronta e quiser entender porque eles levaram a galera à loucura, é só entrar no MySpace das bandas Legalê e Pé de Macaco.
Até a próxima cobertura!
Lígia Ferreira

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