O sabor da Vitória



Jornal Júnior ganha prêmio em um dos congressos mais importantes de comunicação do Brasil

                                Diretores recebendo a medalha de melhor empresa Júnior de jornalismo no Sudeste

Por Laura Luz

Como descrever uma sensação de dever cumprido? Como demonstrar em um texto o sabor de uma vitória tão almejada? Ser vencedor do Expocom Sudeste na categoria Empresa Júnior de Jornalismo foi mais que um prêmio para a nossa empresa, foi uma prova de reconhecimento.
A Jornal Júnior foi fundada em 2006 e passou por um grande período ocioso. Na prática só tem 2 anos de funcionamento, passando por apenas 3 gestões, o que engrandece ainda mais sua vitória.
Nos dias 12 a 14 de maio aconteceu o XVI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste, o Intercom, um dos mais importantes congressos de comunicação do país, com estudantes e profissionais de publicidade, jornalismo e relações públicas. Ele é dividido entre conferências, painéis divisões temáticas, oficinas, shows, lançamento de produtos e apresentação de trabalhos divididos entre o Expocom e o Intercom Jr.
 Dessa vez, três diretores da atual gestão foram ansiosos e uniformizados mostrar na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, a FECAP, em São Paulo, a estrutura e o trabalho da empresa.
De forma segura e sucinta o diretor presidente, Odelmo Serrano, apresentou ao corpo de jurados a empresa, que julgou a nossa agência Júnior de Jornalismo a melhor.
Eu, Laura Luz, diretora de Projetos e Lucas Gandia, diretor administrativo financeiro vibramos junto ao presidente na premiação e estamos junto aos demais membros mais do que dispostos a concorrer na mesma categoria no Intercom Nacional, que esse ano vai ser sediado em Recife.
Parabéns a toda equipe que, tenho certeza, vai junta trazer mais e mais prêmios, reconhecimento e sucesso à Empresa.





Projetos para 2011

Nessa nova gestão da Jornal Júnior (conheça mais sobre os membros abaixo),  planejamos muitas novidades, coberturas instigantes e projetos atrativos para o nosso público de alunos de jornalismo.

Confira os principais projetos de cobertura para 2011:

-Cobertura do Meeting 2011 - Unesp Bauru:  de 12 a 14 de abril, na Unesp Bauru

-Cobertura e colaboração da XIII Jornal Multidisciplinar da Unesp - Bauru: de 10 a 12 de maio de 2011, na Unesp Bauru

-Participação e cobertura do Expocom: de 12 a 14 de maio de 2011, na  FECAP em São Paulo (SP)

-Cobertura do II Congresso de Jornalismo Cultural: de 17 a 20 de maio de 2011 , em São Paulo (SP)

-Participação e cobertura do Enejunesp (encontro das empresas juniores da Unesp)- de 29 e 30 de abril de 2011, em Franca

-Cobertura do Intercom: de 2 a 6 de setembro de 2011, na UNICAP  em Recife (PE)

-Cobertura do Congresso de Jornalismo Investigativo (ABRAJI)

-Cobertura da Semana Estado - no Jornal o Estado de São Paulo, em São Paulo (SP)

-Cobertura do Interdesigners - em Bauru (SP)

-Cobertura do Seminário Internacional Comunicação e Censura- na USP, em São Paulo (SP)

-SHOWS - cobertura do trabalho jornalístico em shows e festivais (cobertura do backstage)

-Organização e cobertura SEMANA DE JORNALISMO 2011 da Unesp -  de 18 a 20 de outubro de 2011, na Unesp Bauru (SP)

-OFICINAS e PALESTRAS durante todo o ano

Fiquem atentos a programação e bom proveito!



Gestão 2011 da Jornal Júnior

Conheça um pouco mais o que cada diretoria faz em nossa empresa:

Diretoria da Presidência
Diretor: Odelmo Ferrari Serrano Filho

A Diretoria da Presidência é responsável por coordenar as reuniões da Agência, que são semanais; presidir as reuniões da Diretoria executiva; abrir as Assembleias Gerais; assinar os documentos e  correspondências em nome da Jornal Júnior; representar a Agência perante todos os membros e a opinião pública; coordenar as atividades dos demais diretores. Ou seja,  o Diretor Presidente é o representante direto da Jornal Júnior em todos os setores, internos e externos.

Diretoria Administrativo/ Financeiro
 Diretor: Lucas Liboni Gandia

A Diretoria Administrativa/ Financeira é responsável pelo pleno funcionamento e atribuição de tarefas da diretoria e manutenção de sua estrutura organizacional, além de responder pelo processo de precificação de projetos e pela manutenção e regras gerais de uso da sede da empresa e seus equipamentos. É essa diretoria que controla a utilização de recursos e materiais e providencia a compra dos mesmos quando necessário. Responde pelos demonstrativos financeiros gerados no final de cada gestão ou sempre que necessário, realiza balanços financeiros futuros, visando a observação prévia da situação financeira da empresa, efetua as operações financeiras e controla o fluxo de caixa da Jornal Júnior, faz a manutenção da conta bancária da Agência, além de emitir e receber notas fiscais. Ou seja, o diretor Administrativo/Financeiro é responsável pela prática financeira e burocrática da Agência.

Diretoria de Projetos
Diretora: Laura Luz

A Diretoria de Projetos planeja, dirige e coordena a realização e o desenvolvimento de todos os projetos da empresa. Tem função técnica, administrativa e de organização dentro das coberturas e dos eventos, além de escolher e selecionar os eventos de cobertura.Organiza e faz projetos para trabalho da equipe. O diretor de projetos é responsável pelos eventos e coberturas da Agência.

Diretoria de Qualidade
Diretora: Samantha Sasha de Andrade

O papel da Diretoria de Qualidade é aperfeiçoar as atividades da empresa através da padronização dos documentos, mapeamento e acompanhamento dos projetos, além de cuidar da manutenção de um bom ambiente de trabalho e de alguns trabalhos em conjunto com outras diretorias como RH e Marketing. É esta diretoria que avalia a qualidade do que é produzido pela Agência.

Diretoria de Assessoria e Comunicação
Diretora: Caroline Cristina Galhardo

A Diretoria de Assessoria e Comunicação realiza a comunicação interna e externa da empresa, auxiliando na organização da mesma. É também responsável pela divulgação de eventos da empresa, juntamente com a diretoria de marketing, enviando releases e notas aos meios jornalísticos. Realiza a manutenção da comunicação entre a Jornal Júnior e outras empresas juniores e faz a atualização das mídias sociais, em conjunto com a diretoria de marketing, divulgando os novos projetos e o andamento da empresa. Ou seja, é responsável pelo primeiro contato dos meios jornalísticos e outros com a Agência.

Diretoria de Recursos Humanos
Diretora: Amanda Savioli Marques Tavares

É a Diretoria que mantém o contato entre os diretores e os repórteres, recrutando repórteres pras coberturas, boletins e afins. Trabalha em conjunto com a Diretoria de Projetos, para saber quantos repórteres vamos precisar e de que equipamentos necessitamos para cada projeto da Empresa. É também responsável por passar as matérias dos repórteres para os editores, checar se a diagramação dos projetos está funcionando e se o projeto está sendo elaborado realmente. Além disso, os repórteres podem reclamar, fazer sugestões, pedir equipamentos a essa Diretoria. Ou seja, é o contato direto dos repórteres com a Agência e seus diretores.

Diretoria de Marketing
Diretor: Pablo Marques

Esta é a Diretoria que trabalha no relacionamento da empresa com os alunos. Faz os contatos da empresa com possíveis apoios e patrocínios em caso de eventos e administra as mídias sociais, como Facebook e Twitter, além de divulgar os eventos da Jornal Júnior. A Diretoria de Marketing é responsável pela "cara"da Agência para os meios midiáticos e outros.



Semana de Jornal 2010 da Unesp

Nos dias 17,18 e 19 de novembro a Unesp sediará mais um evento organizado pela Jornal Junior. A Semana de Jornalismo se propõe a trazer convidados do meio jornalístico que possam passar aos estudantes os desafios da profissão fora da faculdade. Por meio de palestras e mesas redondas, esse contato será mais direto e concede aos estudantes a oportunidade de discutir e questionar os convidados sobre suas possíveis dúvidas. E também, aprender mais com oficinas ministradas por experientes e disputados profissionais.

Local: Sala 1, Unesp Bauru

PROGRAMAÇÃO:

17 de Novembro:

19h - 22h: Abertura
Palestra: “Os desafios do jornalismo investigativo.”

Diante de tantos interesses empresariais e políticos, como é possível fazer um trabalho de apuração e investigação sem  se deixar atrapalhar por estes obstáculos? O jornalista Luiz Malavolta aborda este e outros temas polêmicos na palestra de abertura da semana de Jornalismo 2010.

Com o jornalista Luiz Malavolta, chefe de produção do Jornal da Record, já passou 10 anos na chefia geral de reportagem da Rede Globo, foi repórter especial do jornal O Globo, chefe de reportagem no SBT, editor e repórter na Folha de S. Paulo.





18 DE NOVEMBRO:

9h-12h: Oficinas (Módulo I) com duração total de 6 horas (3 horas por dia)

Oficina de fotojornalismo: Com Cristiano Zanardi , Jornalista e repórter fotográfico da Rede Bom Dia.






Oficina de Webjornalismo: Com Diego Maia, formado na Unesp, editor de blogs e Mídias Sociais do portal R7.com.







15h-18h: Oficinas (Módulo II)

 Oficina de planejamento gráfico: Com Diego Meneghetti, formado em jornalismo na Unesp. Experiência como repórter e designer gráfico.







Oficina de telejornalismo: Com Arnaldo Ferraz, formado na Unesp, repórter da Rede Globo por mais de 15 anos e atual editor-chefe do jornal Leitura Dinâmica da Rede TV.






19h-22h: Mesa-redonda 1: “Jornalismo como quarto poder ?”
Os convidados devem analisar os pontos positivos e negativos da atuação do jornalismo como quarto poder no Brasil contemporâneo.

Edson Sardinha – Editor do site Congresso em Foco. Ganhador do prêmio Vladmir Herzog e do prêmio Embratel de Jornalismo Investigativo em 2009.






Mauricio Hashizume - Editor de jornalismo da ONG Repórter Brasil.







Marina Atoji - Editora do projeto Excelências da Transparência Brasil.








19 DE NOVEMBRO

9h-12h: Atividades Culturais

15h-17h: Mesa-redonda - “Jornalismo digital: mercado, consumo e interatividade”

A comunicação digital tem apresentado, com criatividade, formatos inovadores para enriquecer seus produtos, com linguagem diferenciada e promissoras ferramentas para atrair e manter o interesse do público. Os convidados devem apontar quais são as características dos produtos de comunicação mais bem-sucedidos na atualidade.

Luciana Moherdaui - É doutoranda na PUC/SP em Processos de Criação nas Mídias, autora do "Guia de Estilo Web" (Senac, 1999), primeiro do gênero no país, e do blog "Contra a Clicagem Burra" (www.contraaclicagemburra.blogspot.com). Foi bolsista do UOL Pesquisa em 2008, participou da criação do iG e do Último Segundo, integrou a equipe de reformulação do portal do governo de São Paulo (2007-2009) e colaborou na implantação as redes sociais na Sabesp.




Fred Di Giacomo - editor da Internet Núcleo Jovem, núcleo responsável pelos sites das revistas Superinteressante, Aventuras na História, Mundo Estranho e do Guia do Estudante, da Editora Abril.






Tiago Dória - Jornalista e pesquisador de mídia. Colunista do IG e integrante do júri de Concurso de Jornalismo da CNN.






19h-22h: Mesa Redonda 3 - “Linguagens, experimentação e criatividade: as inovações recentes no Brasil”

Experiências recentes têm tornado o jornalismo brasileiro mais atraente e instigante, ainda que sujeito a críticas contundentes. Os convidados devem apontar e discutir as características das realizações mais inovadoras, suas contribuições e limites

Gabriel Priolli - Ex- diretor de jornalismo da TV Cultura. Foi colunista, repórter e crítico de TV na Folha de S.Paulo. Crítico n'O Estado de S.Paulo, no Jornal da Tarde, na Carta Capítal e na Época. Foi editor de televisão na Veja, editor do Jornal Nacional e diretor da Rede Bandeirantes.




Matthew Shirts - Editor chefe da Editora Abril e da publicação brasileira da revista National Geographic.






Maurício Stycer - Repórter especial e crítico do UOL. Começou a carreira no “Jornal do Brasil”, em 1986, passou pelo “Estadão”, ficou dez anos na “Folha de S. Paulo” e participou das equipes que criaram o “Lance!” e a “Época”, foi redator-chefe da “CartaCapital”, diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor de “História do Lance! – Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo”.



INSCRIÇÃO
As inscrições podem ser feitas na sede da Jornal Junior. Serão R$10 para inscrição.

Organização
Agência Júnior de Jornalismo da Unesp

Para ficar por dentro de tudo o que vai acontecer na Semana de Jornal 2010, acesse www.semanadejornalwordpress.com e siga o Twitter www.twitter.com/semanadejornal



Confira o último Boletim do Intercom




Publicidade e consumo atuais discutidos no Intercom 2010

por Renata Coelho


Uma mesa bem diversificada discutiu o tema “Publicidade e consumo: interfaces com a comunicação e a juventude” na tarde do dia 6 de setembro, data de encerramento do INTERCOM 2010.

A primeira palestrante foi Maria Berenice da Costa, professora da UFRGS, que discutiu a relação entre política e jovens e de que maneira a política se tornou uma forma de consumo. Ela também apresentou dados de sua pesquisa e de estatísticas da UNESCO e afirmou que “os jovens já não se sentem mais responsáveis por transformações sociais”.

Depois foi a vez de Maria Ilia Dias, professora da UFSM. Ela pontuou as mudanças inerentes ao mercado publicitário e ressaltou que “o público não é mais passivo: ele é critico, quer dialogar e não quer ser tratado como um público homogêneo, exigindo um tratamento quase individual”.

Já André Tezza, professor de legislação publicitária da Universidade Positivo, discutiu a problemática existente entre o consumismo e a infância, ressaltando os limites da regulamentação da publicidade com esse público. Ele usou um viés filosófico para explicar seu estudo e negou que o consumismo seja uma ideologia construída pelo capitalismo.

A última a expor seu trabalho foi Bianca Nieckel, jornalista de um impresso de Caxias do Sul que comentou sobre o saudável ceticismo gerado pela contestação dos jovens aos comerciais atuais. A palestra contou com a presença de estudantes de comunicação, pesquisadores e professores da UFMG e da UFRGS.



As inúmeras faces do cinema brasileiro

por Juliana Santos


Discussão sobre cinema analisa música, pornochanchada e favelas

 
No último dia de atividades do XXXIII Intercom, o Grupo de Pesquisas de Cinema discutiu as “Abordagens do Cinema Brasileiro”. Na sessão, foram apresentadas pesquisas sobre o uso da música, o gênero pornochanchada e a abordagem de favelas.

Entrelaçando a história do cinema brasileiro e a música, a Prof. Dr. Márcia Carvalho, da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, explorou como a ferramenta foi usada em cada época. Partindo do cinema mudo e a música instrumental, a pesquisa passou pela influência da “era de ouro do rádio”, pela década de 60 e os festivais musicais da TV, até chegar aos anos 90 e 2000, nos quais as canções aparecem diversificadas e com muito mais força.

“O objetivo não é discutir as canções comerciais, mas a força do uso da música para caracterizar um personagem, a contribuição para o enredo e a influência na temporalidade do filme”, afirma Márcia.

O Prof. Luiz Paulo Gomes Neves, da UFF, apresentou o estudo “A pornochanchada: uma revolução sexual à brasileira”. Luiz mostrou o gênero como um movimento de contracultura, buscando fugir dos estereótipos e levando em consideração o contexto da Ditadura Militar. Em sua explicação, ressalta: “a pornochanchada é um gênero difícil de ser definido, mas quando o vemos, o identificamos”.

O último trabalho a ser discutido foi sobre a favela carioca e a busca do realismo no filme “Cidade dos Homens”. A pesquisa desenvolvida por Bruna Werneck, da UFRJ, mostrou como o imaginário cinematográfico reproduz o que é difundido nos jornais. “Quando você fala de minorias, o que se mostra é estigmatizado como verdade”, destaca Bruna.



Entretendo os telespectadores

por Jaderson Souza



Quando vemos uma cena de novela ou filme, temos a certeza de tudo o que aquela representação significa? O grupo de pesquisa de ficção seriada esteve ontem tentando responder a essa pergunta durante a sessão de apresentação de trabalhos do último dia do Intercom 2010. Em pauta, telenovelas, minisséries e sitcoms capazes de captar a atenção do público por meio de elementos estéticos ou pela identificação com o modo de vida das personagens.

Klydes Batista Vicente, pesquisadora da UFBA, falou sobre a minissérie “Os Maias”, baseada na obra homônima de Eça de Queiroz. Ela explicou como a produção da TV Globo, exibida em 2001, utilizou-se de elementos musicais para chamar a atenção do telespectador. O resultado foi uma atmosfera sombria semelhante à obra do escritor português.

A construção de imagens nas telenovelas foi abordada por Plábio Martins Desidério da UnB. Desidério acredita que, apesar do público diversificado, a telenovela distingue de maneira maniqueísta. Ele ressaltou como as pessoas que estão vivendo situações de sofrimento na trama são caracterizadas de maneira diferente.

Já o sitcom americano “Family Guy” (Uma Família da Pesada) foi tema da tese de Fabíola Calazans, também da UnB. Ela defendeu que as paródias, algo marcante do seriado exibido pelo canal pago FX, podem ser observados sob o olhar do materialismo cultural. “Eu acredito que haja um paralelo entre o homem americano e o homem brasileiro”, disse Fabíola.

Todos os trabalhos apresentados ainda não estão finalizados. Os palestrantes receberam análises do coordenador do GP e de professores doutores a fim de aperfeiçoarem suas teses.



UNESP Bauru é vencedora do prêmio Luiz Beltrão 2010

por Beatriz Almeida

Foi com palavras de orgulho e admiração oferecidas a seus colegas acadêmicos que o diretor Roberto Deganutti, da FAAC (UNESP), realizou seu discurso após a entrega formal do prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação, que aconteceu no Personal Royal Hotel, em Caxias do Sul, sede do Intercom 2010.

O prêmio foi criado em 1997 com o intuito de reconhecer a qualidade do trabalho acadêmico realizado nas universidades e centros de pesquisa, além dos grupos ou instituições que contribuem para a área de comunicação. Ele também homenageia o jornalista e professor pernambucano pioneiro em pesquisas científicas sobre os fenômenos comunicacionais da universidade brasileira: Luiz Beltrão.

A Universidade Estadual Paulista recebeu através do Departamento de Comunicação Social o prêmio na categoria Grupo Inovador. Ela é destinada a núcleos de pesquisa que venham se destacando pela capacidade de inovar nos planos teórico, metodológico, tecnológico ou pragmático, construindo idéias, gerando produtos ou modelos comunicacionais e outros vínculos informacionais.


Deganutti comemora o prêmio Luiz Beltrão


Segundo Rosa Maria Dalla Costa, diretora cultural do Intercom, a importância do prêmio está ligada à renovação do meio acadêmico de comunicação, já que “a cada ano são identificadas novas equipes de pesquisa na área”.

As indicações são feitas no período de março a maio de cada ano e julgadas por personalidades importantes da área de pesquisa e por ex-presidentes do Intercom. Além da UNESP, outros premiados foram a Fundação Joaquim Nabuco, por Instituição Paradigmática; o professor Rogério Cristofoleti, da UFSC, por Liderança Emergente; e a professora Lúcia Santa Ella, da PUC-SP, por Maturidade Acadêmica.



Coutinho vira tema no GP de Cinema

por Ana Navarrete

Bianca, Felipe e Alfredo discutem o estilo de Coutinho


   Quem resolveu enfrentar os ventos gelados do último dia do congresso conferiu, a partir das 14 horas, um grupo de pesquisa cinematográfica cheio de questões filosóficas. A mistura surgiu com a mesa "O cinema de Eduardo Coutinho", que contava com a presença da coordenadora Leila Beatriz Ribeiro (Unirio), da estudante Bianca Elisa da Costa (Unisinos), do documentarista Felipe Maciel Xavier (UFRGS) e do professor Alfredo Dias d´Almeida (Universidade Metodista de São Paulo).

   Bianca abordou temas de "Cabra Marcado para Morrer" (1984) e, de acordo com ela, "a temática de cada filme revela que a memória é quem conduz as histórias, e que elas são endereçadas ao público para manter viva a luta dos trabalhadores camponeses”.

   Já Felipe e Alfredo buscaram em "Jogo de Cena" (2007) a sua inspiração. "Parece-me que o que Eduardo Coutinho quer designar em seus filmes é o acontecimento. O principal das obras dele são as histórias, e essas são construídas através do instante", argumenta Xavier.

   "O que importa é a forma como as coisas são contadas para gerar o clima de dúvida. O filme mescla os depoimentos verdadeiros com os atuados. O espectador se sente instigado a saber se quem fala é ator ou não", afirma o professor Alfredo Dias.

    Felipe disse ainda que o documentário de Coutinho não busca a verdade, mas sim a ambigüidade – e isso vai contra as expectativas do público. Quando questionados se o filme "Jogo de Cena" pode ser considerado um documentário, visto que possui atrizes interpretando alguns depoimentos, o grupo se manteve unido: "É tudo cinema", finalizam.



"Cala Boca Galvão" é destaque do GP de conteúdos digitais

Por Janaína Ferraz e Jéssica Mobílio

Estudiosos da Comunicação assistem a palestra sobre as mídias digitais


A segunda sessão de Conteúdos Digitais do Intercom 2010 aconteceu neste sábado, 4 de setembro. Os grupos de pesquisa dialogaram sobre a inclusão da Internet como fonte de informação e seu alcance global. Ainda na apresentação, os congressistas aproveitaram para analisar novas mídias digitais e suas interações com o público alvo.

A palestra de maior destaque foi a que tratou do tema “O HOAX e os desafios jornalísticos no trato da informação”. A palavra HOAX possui vários significados no mundo digital, como, por exemplo, spam; vírus sociais; boatos; lendas; entre outros.

Nesta sessão, a doutoranda Luciana Reitenbach Viana, utilizou-se do termo HOAX no sentido da forma de humor oriundo da internet. Através da expressão popular ocorrida no Twitter durante a Copa do Mundo, conhecida como “Cala Boca Galvão”, a palestrante elabora sua tese a respeito da prática do jornalismo online e o perfil do profissional.

Depois de diversos enganos sucedidos em grandes meios de comunicação online e até offline, ela argumenta como a internet está sendo usada como ferramenta para a produção do jornalismo digital, pois a profissionalização de qualidade dos meios digitais evidencia o processo no resultado do jornalismo e torna-se uma forma de chegar a uma fidelidade ao conteúdo da rede. “O Cala boca Galvão foi uma piada que ganhou credibilidade porque os conteúdos postados tinham um cunho muito profissional”, diz a doutoranda.

Entre outros temas selecionados na sessão deste sábado, o podcast foi considerado como um dos veículos revolucionários das mídias digitais. Ainda pouco utilizado no Brasil, cresce gradativamente e distribui conteúdo de áudio e vídeos para dispositivos móveis.O congressista Pablo de Assis comentou a difusão dessa mídia pelo mundo e ressaltou a utilidade do produto no país. Um dos exemplos citados foi o podcast Moodle. Este sistema é destinado à criação de atividades educacionais on-line estimulando a aprendizagem. “O podcast mais comum no Brasil é de humor, como o Pânico, por exemplo... A possibilidade de ouvir e rever um programa são os diferenciais desses arquivos”, afirma o palestrante.

http://www.youtube.com/watch?v=6KXZLUrcJw8



Bob Fernandes mostra como ser repórter

Por Renan Simão

                                    Foto: Claudia Velho
Bob Fernandes conta os bastidores da Copa de 2010 em exposição de case

O que era para ser uma exposição de case sobre a cobertura da Copa do Mundo se tornou uma prosa entre cerca de 20 estudantes e o jornalista Bob Fernandes. Bob, veterano de profissão com mais de trinta anos de atividade, se apresentou no terceiro dia de Intercom para falar da cobertura do site Terra na Copa do Mundo de 2010 e sua participação no evento. Ele ainda revelou segredos de bastidores que só um repórter calejado pode conseguir.

Para quem não sabe, o Terra fez uma cobertura de sucesso. Levou 13 credenciais para a África do Sul e, durante a Copa, registrou trinta milhões de visitas e 11 milhões de acessos. Bob sabe de melhor do que ninguém conseguir informações preciosas, dignas de um trabalho de repórter. Bob, por exemplo, foi o primeiro saber , logo depois do fim da Copa, dos episódios em que a assessora do lateral Michel Bastos revela insatisfação com a equipe. Veja: http://blogdobobfernandes.blog.terra.com.br/2010/06/27/assessora-revela-insatisfacao-de-michel-bastos/

O profissional, que já cobriu campanhas presidenciais (a de 2010 é uma delas) e emplacou diversos artigos em revistas como Veja e Isto É diz que agora apenas faz trabalhos pontuais no espaço no Terra, o Terra Magazine. “Sou fanático por esporte, mas não sou um daqueles caras da ESPN que sabem tudo daquele campeonato do Turcomenistão. Especificidade excessiva é prejudicial e chata”, aponta.

Bob conta que, a seu ver, a mídia não fez uma boa abordagem na Copa devido à má qualificação de profissionais. “Falta determinação para aprofundar um tema que estava em aberto e foi esquecido”. Determinação é uma das qualidades, afirma ele, que os jovens repórteres têm de exercer em sua carreira.



Correndo atrás da web

Por Regiane Folter

As novas mídias também são discutidas no Intercom 2010

O advento da internet assustou as formas tradicionais de mídia, que foram obrigadas a criar estratégias de adaptação para acompanhar o crescimento da web. No Grupo de Pesquisa “Conteúdo digital: televisão e Youtube”, vários trabalhos foram apresentados para discussão do tema, principalmente em relação à televisão.

Segundo o doutorando Kamil Giglio, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a web criou novas formas de propagação de som e imagem, através de sites como o Youtube, no qual 2 bilhões de vídeos são acessados todos os dias. Para Kamil, a combinação da proliferação de câmeras com o crescimento do acesso à rede mostra a facilidade de se gravar um vídeo e colocá-lo na web, e isso torna qualquer pessoa um cineasta em potencial. “Se você pegar uma filmadora e um programa de edição, você consegue fazer [um vídeo].”, complementou Maurício Falchetti, da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso).

Segundo a congressista Maria Letícia Renault, da UnB (Universidade de Brasília), mais de 50% da população brasileira tem contato com o computador. Isso é uma amostra da importância que a internet adquiriu, ao mesmo tempo em que cresceu a necessidade de se criar novos enquadramentos para atrair o olhar do telespectador. “Quando o telejornalismo cai na web, ele se dilui. O âncora, o espaço, tudo perde a nobreza.”, comentou Renault.

A webtv possui atributos que a TV tradicional não tem, como o imediatismo, a interatividade e a auto-exposição. Alguns programas, como o “15 minutos”, da MTV e o “Profissão Repórter”, da Globo, são tentativas de se incorporar os benefícios da web para a televisão.



Boletim Olhar Especial Intercom 2010 - 1a. edição




Jornalismo pode aproveitar recursos estéticos

Por Jaderson de Souza

O papel da televisão no campo do jornalismo e da ficção foi abordado durante o Intercom, evento que está sendo realizado em Caxias do Sul (RS). Dentre os presentes estavam Gilberto Perin, diretor da RBS e o jornalista da TV Globo Marcelo Canellas.

A RBS, afiliada de Rede Globo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, possui um projeto em que veicula produções independentes de dramaturgia. Em geral, elas devem ter algum aspecto regional. De acordo com Perin, o projeto “valoriza o talento local e estimula o crescimento do mercado da região de abrangência da emissora”.

O jornalista Marcelo Canellas começou a apresentação defendendo que a função do jornalista é retratar a realidade da sociedade e não ter a arrogância de resolver os problemas dela. “Divergências são normais no jornalismo. Algumas reportagens que fiz receberam muitas negativas até que se realizassem. Talvez eu tenha angariado mais e melhores argumentos. Mas, em geral, eu nunca deixei de acreditar nelas”, afirmou o jornalista.

Em outro momento, Canellas disse que não consegue entender a polêmica entre a teoria e a prática no jornalismo em uma alusão à separação entre a formação universitária e o mercado de trabalho.

A liberdade de criação também foi levantada como um fator preponderante para o bom jornalismo. Segundo ele, o fato do profissional não concordar com algumas diretrizes da direção não deve ser considerado negativo. Isso seria até saudável para o exercício da profissão.

Durante a exposição de algumas de suas matérias, ele salientou que a televisão deve aproveitar dos vários recursos que possui como a imagem e o áudio para construir um bom texto jornalístico.

Marcelo Canellas é um dos jornalistas mais premiados da televisão brasileira. Foi autor de reportagens especiais sobre temas como a fome e a questão agrária.



Os efeitos visuais da telona são destaque em Grupo de Pesquisa

Por Jéssica Mobílio


Termina o GP de Cinema


Aconteceu neste domingo, 05 de setembro, a última sessão de Comunicação Audiovisual, cujo tema foi “artigos de Cinema”. Esse último encontro abordou os efeitos visuais voltados para a cinematografia. Os congressistas dialogaram sobre imagem e movimento dentro da tela.

Contemplando aspectos relacionados à produção, distribuição, exibição, tecnologias, interação com demais mídias audiovisuais, preservação, entre outros, procurou-se compreender os efeitos do cinema no espectador e na mídia.

Os participantes da primeira rodada de projetos demonstraram suas impressões do Primeiro Cinema, do século 20. A pesquisa do professor, Roberto Tietzmann, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, discutiu a propaganda inserida como efeito visual nas telonas. Ainda nesse projeto, o palestrante usou exemplos de filmes, como King Kong (1933 e 2005) para falar sobre a imagem planejada. “A descrição contextualizada e o segundo plano de uma cena trazem muitas referências, além de uma reflexão do próprio diretor”, disse Roberto.

Outras vertentes foram exploradas no decorrer da tarde, como a fusão de imagem e movimento. Abriu-se espaço para discussão e crítica da evolução do Cinema novo e sequência de fotogramas – determinada frequência de imagens por segundo que consegue gerar a sensação de movimento no espectador. “Há ligação direta entre os primeiros filmes e a mobilidade, principalmente pela situação histórica da época”, comentou Marcelo Carvalho da Silva (ECO-UFRJ), Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A força das falsas imagens finalizou a primeira parte do grupo de estudos (GP). Michael Abrantes Kerr, Universidade de Pelotas (UCPEL), citou vídeos da internet, “Uma imagem do passado arquivada pode ser utilizada no presente e criar uma situação falsa”. Exemplo dado na sessão, Atividade Paranormal, filme que recria uma situação baseada em fatos planejados que proporcionam uma atmosfera de veracidade.

Na segunda metade dos GP, uma breve reflexão sobre curta metragem e book trailer chamou a atenção do público. Luiza Lusvarghi, Universidade Nove de Julho (UNINOVE) SP, trouxe o livro de Guillermo Del Toro e sua divulgação, através de vídeo. A palestrante deu destaque para o crescimento desse tipo de propaganda. “Veja o livro e leia o filme”, terminou Luiza.



Você no Intercom

Por Laura Luz

Nesse domingo, 4 de setembro, o quarto e mais frio dia do evento, os congressistas do Intercom não desanimaram e prestigiaram vários trabalhos, oficinas e grupos de pesquisa. Pessoas de todas as regiões do Brasil se encontraram e por meio de suas pesquisas trocaram as atuais impressões sobre os estudos de comunicação na atualidade. Professores, alunos e membros da organização do congresso contaram suas impressões sobre o Intercom 2010 e sobre Caxias do Sul.


Lucas Guerra, estudante de jornalismo da UFV (Universidade Federal de Viçosa), desceu quatro estados até Caxias do Sul para apresentar o jornal laboratório Outro Olhar, produzido por ele e seus colegas. Trabalho esse que, inclusive, está concorrendo a Intercom Nacional.
Lucas afirma, com um sorriso no rosto, que o Congresso está muito organizado e muito bom de uma forma geral.
 
 
 
Formada há apenas uma semana em Publicidade e Propaganda pela ESPM (Escola Superior de Propaganda Marketing), Letícia Bittencourt, de Porto Alegre, apresentou seu projeto e iniciação científica no Intercom Junior. O trabalho é um artigo sobre os aspectos éticos envolvidos na comunicação das classes populares. “Eu estou gostando. O Intercom está bem legal, bem divertido!”, diz Letícia confiante.
 
 
 
 
Trocando o clima quente pelos ares gelados do Sul, o estudante de jornalismo, da UFC (Universidade Federal do Ceará), Tibério apresenta no Intercom 2010 um trabalho sobre juventude e mídia na categoria Intercom Junior Artigo. Tibério diz em uma quase contradição, que apesar do clima frio conseguiu achar as pessoas de Caxias do Sul muito calorosas.



 
Em clima de festa a função de Amanda Souza, 24 anos, é comunicar a todos os congressistas que o Intercom 2011 vai ser realizado na cidade acalorada e bem brasileira de Recife, Pernambuco. Formada em turismo, Amanda veio junto da Unicap (Universidade Católica de Pernambuco) divulgar a próxima cidade sede do congresso, distribuindo iguarias da região e folders explicativos. Para quem passa no Stand só fica a ansiedade pelo próximo ano desse grande evento de comunicação.
 
 
 
Veterana em Intercom, a professora da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) Nair Prada, já participa do Congresso há dez anos consecutivos, sempre no Grupo de Estudos de Rádio e Mídia Sonora. Esse ano Nair apresenta o trabalho Web Rádio e Business e coordena uma Mesa sobre o panorama do rádio brasileiro.

Sobre a cidade, Nair diz estar adorando Caxias, suas belezas e receptividade.





A cearense Natália é graduada pela Unifor (Universidade de Fortaleza) e apresenta nesse Intercom o Grupo de Estudos de Pesquisa das relações da Infância, Adolescência e Mídia, o GRIM.
“Eu queria estar mais abrigada, sinto muito frio! Matuto do Ceará é assim mesmo.”, brinca Natália e também confessa estar cansada das comidas pesadas do Sul, mesmo assim diz estar adorando Caxias e as pessoas daqui, que ela conta serem muito simpáticas.



Grupo de Pesquisa discute a função do jornalista hoje

Por Pablo Marques

 Professor Aldo Schmitz em sua apresentação

Quem decide o que notícia? Quem deve apurar os fatos? Essas questões foram discutidas em “Cobertura Política e as Fontes do Jornalismo”. A mesa foi composta pelo professor Aldo Anthonio Schmitz da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e Adriana Santana professora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Aldo fez uma análise de como a maneira de se encontrar uma notícia foi modificada. Tradicionalmente essa era uma função dos próprios jornalistas por meio da agenda setting. Posteriormente iniciou-se outra tendência na qual os fatos determinam uma notícia, método conhecido como “news making”. A forma mais recente de se produzir uma pauta, está relacionada a ação dos assessores de imprensa. Esses são responsáveis por produzirem um reelease já adaptados ao estilo do veículo em que deverá ser publicado. O professor afirma que hoje “O jornalismo não é mais privado aos jornalistas devido as novas mídias e consolidação dos assessores.”

Em uma linha de pesquisa semelhante, Adriana Santana discutiu a forma como a cobertura jornalistica mudou. Em sua tese de mestrado, ela análisou a participação popular na cobertura de um acidente aéreo na periferia de Recife. Nesse ocorrido, o trabalho dos jornalistas só começou depois que testemunhas divulgaram um video amador dos primeiros momentos pós-acidente. Segundo a professora, nessa situação cabe a um profissional da comunicação aproveitar as informações já obtidas com os populares e depois agregar novas informações. “Os amadores conquistaram esse espaço porque os jornalistas estão indo pouco para a rua” afirmou a professora.



Mídia e Esportes no Intercom

Por Juliana Santos

Márcio explora a opinião do público no episódio Dunga x Escobar

No Intercom as discussões sobre esportes vão além das mesas-redondas. No quarto dia do congresso, o Grupo de Pesquisas (GP) de Comunicação de Esporte contou com a apresentação de cinco trabalhos acadêmicos sobre o tema.

Partindo da cobertura da Copa do Mundo deste ano, dois trabalhos exploraram a relação da imprensa com o técnico Dunga. Primeiramente, a pesquisa desenvolvida pelo Prof. Dr. Márcio de Oliveira Guerra da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) trouxe uma pesquisa sobre o episódio da discussão entre o Dunga e Alex Escobar, jornalista da Rede Globo.

Com a análise de blogs esportivos, e os comentários de internautas, o professor concluiu que o torcedor percebe quando a imprensa abandona o compromisso com a informação. Por isso é necessário uma reflexão sobre a conduta profissional e os caminhos do jornalismo. “O público está mais ciente de como funciona a profissão”, afirma Márcio.

O estudo da professora Andréia Gorito, da UVA (Universidade Veiga de Almeida) do Rio de Janeiro, abordou a preparação de porta-vozes para entrevistas à imprensa. Analisando os erros de Dunga na Copa, Andréia mostrou como a falta de preparo por parte da assessoria prejudicou a imagem do técnico e da seleção com a imprensa e público. Com a consciência de que era o centro das atenções na cobertura do evento, e que ocupa um cargo que é considerado pelos brasileiros como segundo cargo mais importante do país, o técnico não poderia apresentar um comportamento explosivo e mal-humorado.

A falta de treinamento de Dunga teve muita repercussão, pois tão importante quanto a vitória, seria a trajetória construída na competição pela seleção. Com o exemplo de Maradona, ex-técnico da seleção Argentina, a professora defendeu como a boa imagem do técnico refletiu diferente do desemprenho do time em campo. A professora ainda completou que “a antipatia pelo Dunga, também se deve muito ao fato de não reconhecermos ele como técnico”.

Além desses trabalhos, o grupo de pesquisa contou com a apresentação sobre “Crônica Esportiva e algumas reflexões” do professor da UNESP, José Carlos Marques, o trabalho de Marcel Neves Martins da Unisinos sobre a “Mediatização social em partidas de futebol” e a pesquisa do Prof. Dr. Luciano Maluly, da Universidade de São Paulo (USP) que abordou o jornalismo esportivo e seus desafios e propostas.




The Beatles e Rolling Stones são temas de palestra neste domingo

Por Janaína Ferraz


 Grupo de estudos debate a respeito do poder dos estereótipos na mídia

O Grupo de Pesquisas de Teorias do Jornalismo apresentou assuntos referentes a cadernos culturais, meio ambiente, Beatles e Rolling Stones na última sessão deste domingo, tendo em vista as características do jornalismo literário.

A apresentação mais esperada foi realizada pela doutoranda Bruna de Amaral Paulin (PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) que dissertou sobre o tema “A construção das imagens das bandas The Beatles e The Rolling Stones através dos jornais The Times e The Guardian”. Ela analisou os estereótipos criados pela mídia e pelo próprio grupo, que foram notícias durante o auge do aparecimento das bandas.

A influência da mídia e a literalidade dos textos a respeito dos meninos de Liverpool e dos rebeldes de Londres criaram a ideia de que quem gosta dos Beatles não poderia gostar dos Stones. Seu artigo coloca em questão não só a criação de imagens, mas também a questão jornalística enquanto produção musical.

Segundo a palestrante, nenhum dos jornais conseguiu cobrir matérias sobre as bandas britânicas de uma maneira geral, sem se utilizar de algum molde midiático. “Os Beatles querem segurar tua mão, mas os Stones querem botar fogo na sua cidade”, célebre frase de Tom Wolfe citada por Bruna durante a apresentação.

Outro tema bastante comentado levou o coordenador do GP, Felipe Pena, a fazer algumas observações a respeito do trabalho apresentado por Geso Batista de Souza Junior, orientando do Prof. Mauro de Souza Ventura da UNESP (Universidade Estadual Paulista). O assunto tratava do suplemento literário Prosa & Versa do jornal O Globo. “Se o texto é compreendido é considerado sem valor!” afirma Pena, referindo-se às escolhas literárias do caderno Prosa & Versa.

Após alguns debates a sessão encerrou-se, pondo fim às palestras do Grupo de Pesquisas de Teorias do Jornalismo, no Intercom 2010.