Uma oportunidade para o aprendizado

Oficinas da Semana de RP possibilitam maior conhecimento dessa profissão

Por Lucas Loconte e Renan Fantinato

O segundo dia da X Semana de Relações Públicas foi marcado por três oficinas que mobilizaram alunos do curso de Relações Públicas e convidados especiais, como Gustavo Ferreira, Willy Dantas e o professor da Unesp Juarez Xavier.

A oficina ministrada pelo professor Juarez Xavier tratou do tema Comunicação Interna e Externa – Economia Criativa, e foi marcada pela presença em massa dos participantes e grande aprovação. Segundo os organizadores do evento, o grande momento da oficina foi uma dinâmica totalmente diferenciada proposta pelo professor: a criação de um enredo de escola de samba com o tema “aborto”.

Para quem não sabe, a Economia Criativa consiste na utilização dos recursos escassos de forma criativa, inovadora e sustentável, buscando criar um equilíbrio entre oferecer um serviço de qualidade e se adaptar a restrição das matérias-primas.

A segunda oficina foi ministrada pelo professor Gustavo Ferreira, que tratou do tema “Redes Sociais e Opinião Pública”. Gustavo mantém um blog, onde escreve sobre as ferramentas de comunicação das Relações Públicas e outros assuntos relativos à comunicação digital. Na sua oficina, ele pôde expor assuntos importantes sobre as redes sociais, tema que possibilita diversas discussões.

Já a terceira oficina foi ministrada pelo professor Willy Dantas, que discutiu o tema “Cerimonial e Protocolo”. Com um público menor em função das outras duas oficinas, Willy pôde transformar tudo num bate-papo muito mais proveitoso e interessante. Além disso, o tema possibilitou a discussão de forma acalorada em função de eventos que aconteceram recentemente, como a mudança presidencial.

No mundo de RP, o Cerimonial funciona como o conjunto de formalidades para os atos públicos e solenes, enquanto que o Protocolo é a regra cerimonial diplomática estabelecida por decreto ou pelos costumes.



Crie, movimente, programe

 Primeiras oficinas da X Semana de Relações Públicas misturam dinâmica, teoria, prática e aplicação.

Por Nayara Kobori e Ludmylla Rocha

Junte criatividade, gesticulação e softwares. É o que encontramos nas primeiras oficinas da X Semana de Relações Públicas da Unesp Bauru, que vai 7 a 9 de junho. Pensando no que seria mais interessante para os estudantes, os organizadores do evento trazem uma fusão de teoria e prática de uma forma interativa. Já no primeiro dia, os alunos participaram das oficinas e responderam positivamente, mesmo com problemas de salas ocupadas que causaram mudanças de última hora.

Criatividade é exercício e não dom

Com início ás 14 horas, a oficina “O processo de criação da publicidade”, ministrada por Vitor Brumtti, trouxe uma nova visão sobre criatividade. Com grande participação dos nove espectadores, o publicitário demonstrou que criatividade é mais uma questão de exercício que de dom. “Gostei da oficina. Me apresentou uma nova visão sobre a criatividade. Antes, eu achava que as pessoas nasciam com a criatividade, mas vejo que ela pode ser trabalhada” revela João Pedro Lima Barbosa, aluno do primeiro ano de Relações Públicas.

Com exercícios como escrever de olhos fechados e com a mão que se tem menos habilidade, Brumtti demonstra que ser criativo é desprender-se dos conceitos do comum e experimentar sem medo de errar.


Expressão Corporal com Sandro Caramashi

Tente conversar com alguém sem mexer as mãos ou usar qualquer outra parte do corpo. De início, pode parecer fácil, mas a expressão corporal é uma parte fundamental da comunicação. Sandro Caramashi, professor convidado para coordenar a oficina “Expressão Corporal”, discutiu como a gesticulação pode dizer muito mais do que imaginamos.
Qual a distância que ficamos de outra pessoa para conversar?
Essa foi uma das perguntas respondidas nas dinâmicas de Sandro Caramashi.
Crédito: Nayara Kobori
Com exercícios dinâmicos, Caramashi não hesitou em abraçar cada um dos estudantes ou tratá-los informalmente, mostrando como a proximidade pode aumentar ou diminuir o relacionamento entre pessoas. Segundo a estudante de RP Letícia de Mello a oficina realmente surpreendeu. “Achei que ouviria muita coisa que já sabia. Mas não. É algo totalmente novo e expressões corporais fazem parte das Relações Públicas”, diz.


Técnica e análise em comunicação


Também às duas da tarde, a oficina “Introdução ao software estatístico SPSS”, com Euro Marques, ensinou aos participantes os princípios básicos do programa que combina dados e variáveis. Como explica o professor, “o SPSS é um software de análise de dados de alunos, clientes, informações de um modo geral. “

Helen tira suas dúvidas ao tentar repetir
em seu computador a imagem no telão
Crédito: Ludmylla Rocha
Uma das presentes, Helen Cristina Caetano, estudante do segundo ano de licenciatura de matemática, revela gostar da iniciativa: “gostei muito do programa e da oficina, mas acho que é mais útil na área acadêmica que licenciatura.” Ela também comenta sua presença como matemática numa oficina de Relações Públicas: “uma estudante de matemática em oficinas de RP pode parecer estranho. Mas nós que fazemos licenciatura temos que saber nos comunicar com nossos alunos. Se tivesse uma divulgação maior, acredito que mais alunos de licenciatura viriam para as oficinas”, conclui.



Tudo junto e misturado

Um grande evento que não pode sair da memória dos unespianos

Por Luís Morais

    O segundo dia do Festival de 20 anos da Rádio Unesp FM foi também o primeiro do festival de bandas. O primeiro de apresentações diversificadas e interessantes. Do metal à MPB, teve de tudo. Já de cara, o público foi presenteado por uma apresentação de um trio de violões da Unesp, numa homenagem à música clássica.

    Depois o Festival começou para valer. Entra em cena o Projeto Homem Bomba. Formado por estudantes de Rádio e TV, Psicologia e Design, aparecem os nomes de João Guilherme (percussão e voz), Bruno (saxofone), Lucas (bateria), João Carlos (cavaco), Caio Rosa (guitarrista), Diogo (percussão) e Bruno Candeias (baixo).

    Para quem não está reconhecendo a banda, eles são o antigo Samba Tereza, agora com músicas próprias. E com influências bastante diversificadas. “Todo mundo aqui gosta de rock, de samba, maracatu, forró, de várias coisas. Então a gente tentou unir tudo e fazer um som que misturasse um pouco de tudo”. E abrir o festival não foi fácil: “É muita responsabilidade, mas também é muito prazer, porque é uma oportunidade a mais de um evento cultural dentro da nossa universidade”.

    Três dias depois de abrir o show de Pedra Letícia na Revirada Cultural, Monte de Bossa também mostra seu som no Festival. Com duas músicas próprias e levantando o público com uma bela versão de “Partido Alto”, de Chico Buarque, a banda composta por André Fonseca (violão), Adílio Nascimento (cavaquinho e percussão), Helton Carmesan (contra baixo), Lilo Oro (bateria), Renata Tiepo (percussão) e João Paulo (voz e percussão) mandou duas próprias.

    “Que Utilidade Tem?” é a pergunta feita pelo Monte de Bossa logo na primeira música. Uma crítica construtiva, descontraída e interessante ao Orkut. Depois, outra reflexão. A auto-análise, perceptível no verso “você vê que sua idade sempre chega na idade que você nunca quis ter”, foi uma reflexão do vocalista João Paulo.

    O próprio João Paulo diz como é a apresentação da banda: “o nosso show é composto de muitos ritmos, então é natural que ele encontre muitas pessoas”. E lembra a influência da própria Rádio Unesp no repertório: “A gente indo trabalhar de manhã ouvindo a música na Rádio Unesp, a gente leva pra banda muitas delas (músicas). A gente pega muitas influências da Rádio Unesp, que é uma rádio que você pode ouvir de olho fechado, olho aberto, dormindo, que é qualidade total”.

Let's Rock!

    Na terceira apresentação do dia, começou o rock'n roll. Deck 66 foi o encarregado de acordar o lado mais agitado da galera presente. Já na passagem de som, hits de Foo Fighters, Oasis e Aerosmith foram tocados. Na hora do “vamos ver”, uma escolha perfeita de representação do som da banda: “Alive” do Pearl Jam, foi a terceira música tocada.

    Assim como as outras bandas até então, Deck 66 também mostrou duas músicas próprias. Iniciando com a romântica e balada “We Are Just One”, música feita pelo vocalista Paulo Anzolin para a sua namorada, mostrando o tratamento entre os dois e sua vida. Depois o rock de “Basta Querer”, escrita ao balanço das ondas de maresias pelo próprio Paulo. Acompanham ele na banda Gustavo Bertoli (bateria), Filipe Souza (baixo) e Fabrício Varella (guitarra).

    Paulo Anzolin ainda comentou sobre o repertório da banda em geral, não só o escolhido para o festival: “dependendo do público que você quer atingir, você tem que fazer várias coisas. Tocar nacional é sempre bom porque a galera canta junto. Tocar internacional é bom porque você surpreende eles”, afirma. “Dependendo da música que você toca, que ninguém toca e você faz bem feito, a galera curte e lembra do seu nome”, completa o vocalista.

    O rock tomou conta de vez na quarta apresentação. Agora bem mais pesado, o metal toma forma no nome da PsychoRoots. “O cover de Metallica da região”, como os próprios se definem. A voz de André Moreno é bastante similar, assim como os ótimos solos do guitarrista Douglas Salvati, a linha de baixo de João Carlos e Victor Mafred na bateria.

    A primeira música foi “Ride the Lighting”, do Metallica. Logo depois, mandaram uma própria, seguindo a linha do metal. Mas como sempre, o melhor estava por vir. Fecharam com “One”. A reação do público, com gritos, aplausos e euforia, dispensa comentários sobre a música. Mesmo assim, é um desafio trazer o metal para o Festival, como afirma Victor: “No começo a gente tava meio com o pé atrás. Achamos que ninguém ia gostar, que ia ter uma recusa muito grande... mas foi legal. A galera curtiu o heavy metal.”

    O rock nacional foi representado pelo Rol, a quinta banda da noite. O show foi aberto com “Aluga-se” do Raul Seixas. Em seguida, a música própria da banda, “Eu Sei Que Vai Mudar”, que tem até clipe no YouTube . Uma canção bem aos moldes das influências do grupo. A última música mostrou a preocupação social que eles têm. “Até Quando Esperar” da Plebe Rude, um hino da juventude da década de 80.

    O conjunto é formado por Anderson no vocal, Bruno na bateria, Sandro no baixo e Ricardo na guitarra, e participou do primeiro grande evento de sua existência no Festival da Rádio Unesp. A escolha do som para o Festival foi explicada por Anderson: “a gente resolveu misturar o rock clássico, que está meio morto, com a atualidade da nossa música para atender a todos os gostos”.

Um descanso. Um desfecho

    Do agito para a tranquilidade. Isso representa a sexta banda: Estereoterapia. O nome da formação feita por Rafael Mortari (guitarra e back vocal), Douglas Rossi (baixo e back vocal), Henrique Oliveira (bateria) e Josiel Rusmont (vocal, violão e ukulele) tem relação com o próprio som. É uma terapia para quem ouve. Relaxante, duas músicas próprias que agradaram o público, principalmente “Até Onde Vão Meus Pés”. Pra finalizar, a linda canção “Tarde Vazia”, originalmente do Ira!.

    Apesar de tocarem Ira!, a influência que a banda paulistana trouxe para a Estereoterapia é bem pequena. E, de acordo com Josiel, as músicas próprias predominam no repertório da banda: “No começo era difícil a gente fazer cover”. A influência do rock nacional é admitida pelo vocalista, mas o som do grupo também tem outros afluentes: “bastante influência de rock inglês, e música brasileira, que está bem contido na rítmica das nossas canções, graças ao batera (Henrique)”.

    Josiel Rusmont ainda aprovou a ideia do Festival da Rádio Unesp: “É ótimo dar essa oportunidade para podermos estar mostrando o nosso trabalho, e pra todas as bandas estarem mostrando o trabalho autoral. Aqui na cidade é difícil batalhar por esses espaços”.

    E pra encerrar o festival, Samanah. Mesmo enfrentando problemas técnicos com o som, a banda mostrou uma mistura de ska, rock e reggae que agradou os jurados. Segundo lugar no Festival merecido para o grupo formado por Thales Mendes (guitarra e vocal), Josluí Bulhões (baixo), Thiago Coelho (guitarra) e Vinicius Pereira (bateria).

    Com duas músicas próprias, e mais um Bob Marley para agradar todo o público, a banda fechou com grande estilo o Festival da Rádio Unesp 20 Anos. E é um grupo com integrantes já rodados no meio musical: “A gente já teve vários tipos de banda. Cada um tem uma história musicalmente antes de chegar na Samanah”, lembra o vocalista Thales Mendes, que definiu como foi encerrar o primeiro dia do Festival: “Uma experiência muito legal”.





Você no Festival 20 anos da Rádio Unesp FM





E que Revirada...

Confira a visão jornalística e dos bastidores da cobertura da Jornal Júnior

A Revirada Cultural de Bauru já foi há duas semanas, mas não é por isso que não vale a pena comentarmos um pouco dela.

 Pé de Macaco em ação (Créditos: Jéssica Mobílio e Lígia Ferreira)

A decisão sobre a cobertura aconteceu aos 46 minutos do segundo tempo. Decidimos que iríamos fazer a cobertura dois dias antes do evento acontecer. Por conta disso, nos deparamos com um problema: como fazer a cobertura e entrevistar os artistas que iriam se apresentar sem ter uma credencial? Pois é, aí está a prova de que o que faz o jornalista são os seus contatos. Conversei com o Gabriel Ruiz, membro do Enxame Coletivo, e consegui uma credencial. Ela me salvou: com ela, tive acesso até ao que não me interessava. E acredite, uma credencial de imprensa faz milagres.

 Eduardo Cambota em seu melhor
momento: tocando. (Créditos: Lígia Ferreira)
No primeiro dia da Revirada, fiz a cobertura do show da Legalê. A banda nasceu em 2003, em Bauru (sim, os meninos são daqui), nos corredores da escola, quando os garotos tinham 16 anos e estavam no segundo colegial. Depois da formatura, os meninos se mudaram pra São Paulo pra unir os estudos ao crescimento da banda.

 Os caras fazem um som muito da hora. Levaram a platéia à loucura. É como se estivessem brincando no palco, alucinam com o som. Entre familiares, amigos e aqueles (como eu) que estavam escutando o som pela primeira vez, a banda conseguiu fazer um dos shows mais eletrizantes da Revirada.

Já que eu estava com a credencial – e acredite, quando se tem uma credencial enrolada em seu pescoço, é muito fácil mesmo o acesso aos bastidores – subi  no palco para tirar fotos dos meninos enquanto eles mostravam o seu som e animavam a galera, mesmo não tendo uma câmera profissional em mãos.

Assim que o show acabou, fui para os bastidores e, sem precisar pedir que eles falassem comigo, o baixista viu minha credencial de imprensa e falou: “Quer entrevista? Então é pra já! Pode perguntar!”. Que simpatia, não?! Além de simpático, Lucas é mais uma prova de que a minha teoria é certa: o cara mais estiloso e diferenciado de uma banda sempre é o baixista. É... Comece a reparar.

 Entrevista descontraída
(Créditos: Jéssica Mobílio)
Lucas Penna, o tal baixista, disse que foi “ducaralho” tocar na Revirada, e achou animal a iniciativa da Prefeitura em fazer um evento com bandas da região. “Foi divertido porque tocamos no Vitória Régia, com uma puta galera, com muitos amigos e um público que até então não conhecia a banda”, comentou.

 O show foi também um pré-lançamento do EP que a banda gravou no final do ano passado. As quatro músicas são todas composições próprias e a ideia da trupe, agora, é cair na estrada mostrando o seu trabalho.

No segundo dia, minha meta era falar com os garotos da Pé de Macaco; o que não foi tão difícil, já que os integrantes de banda fazem Radio e TV na Unesp e são velhos conhecidos da galera. O show dos meninos foi rápido, mas nem por isso deixou de ser contagiante. Eles tocaram somente músicas próprias e, acreditem em mim, as músicas são realmente boas. Os meninos têm talento e muita presença de palco.

Após o show, fui falar com eles também. Eles estavam numa espécie de camarim regado a comes e bebes. Foram uns fofos também, me oferecendo o que eles tinham ali para degustar.
 Banda Legalê durante o show na revirada (Créditos: Jéssica Mobílio)
Enquanto eles descansavam, comiam e bebiam, a nossa entrevista ia rolando. Sentamos numa roda, com todos os integrantes da banda: Felipe Sagui (Vocal e guitarra), Arthur Brisa (Vocal e guitarra), Lucas Pudim (Baixo e gaita), Eduardo Cambota (Bateria) e eu, claro.
Segundo Cambota, “foi muito massa tocar na Revirada, até porque viemos de uma sequência de dois shows: anteontem tocamos em Ribeirão, ontem em Santo André e quase viramos a noite pra vir tocar aqui. E compensou o esforço que fizemos de dormir pouco e pegar estrada, porque foi muito legal ter a oportunidade de tocar no Vitória Régia, e também porque gostamos muito de tocar em palco grande, como foi hoje”.

Lucas Penna dando seu show no baixo
(Créditos: Jéssica Mobílio e Lígia Ferreira)
 Como vimos, a banda está a todo vapor, viajando por todos os cantos pra mostrar o som deles. Os garotos lançaram um EP no ano passado, e agora a meta é viajar, tocar e mostrar o som, e viajar, tocar e mostrar o som....

Pra quem quiser conhecer um pouco mais da sonzera que a rapaziada aí de cima apronta e quiser entender porque eles levaram a galera à loucura, é só entrar no MySpace das bandas Legalê  e Pé de Macaco.

Até a próxima cobertura!
Lígia Ferreira