Boletim Olhar - Primeira Edição
por
Jornal Júnior
24 de setembro de 2009
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Semana Ufsc
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Confira o primeiro boletim "Olhar" sobre a cobertura da Semana do Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina.
Jornalismo Literário inaugura Semana UFSC
Primeira mesa redonda da Semana de Jornalismo UFSC debate o crescimento do gênero no país, que ainda engatinha
Com o tema “Narrativas do Fato”, a mesa redonda de abertura desta segunda-feira abordou o crescimento da produção de livros-reportagem no Brasil. Participaram da discussão os jornalistas Sérgio Vilas Boas, Kléster Cavalcanti e Cassiano Machado.
Sérgio Vilas Boas iniciou a conversa diferenciando dois tipos de livros-reportagem: um que conta uma história extensa com linguagem jornalística e outro que carrega a subjetividade do autor sem ferir os fatos e é escrita com linguagem literária. Sérgio comentou que a sustentação de um bom livro de não-ficção sestá nos personagens. “Quando escrevo, quero entender como as pessoas são, suas características individuais. Quero personagens que pensam e agem de forma diferente da multidão” afirma.
Vilas Boas ainda comentou a importância de estar no local dos fatos para produzir uma boa reportagem. Sobre o assunto, Kléster Cavalcanti ressaltou que o repórter precisa viver o problema para transmiti-lo com emoção e realismo. “Para um bom livro reportagem, o factual não interessa. O jornalista precisa contar o lado humano dos acontecimentos”, explica.
Kléster afirma que o jornalismo literário exige tempo, para uma apuração impecável dos fatos. Para Cassiano Machado, esse é o principal entrave ao crescimento do mercado de literatura de não-ficção. “Escrever uma obra de não-ficção exige muito tempo e trabalho e o mercado não está pronto para bancar” comenta. Cassiano reconhece que há um crescimento do gênero no Brasil, mas ressalta que ainda é “pífio”.
Apesar do consenso, Vilas Boas salienta que a ficção perdeu força nos últimos tempos, argumentando que os leitores se interessam mais pelo jornalismo literário que carrega subjetividade, mas, ao mesmo tempo, acolhe a objetividade. “Vivemos em um tempo febril, louco, em que a ficção é a própria realidade que pensamos viver. Há uma necessidade de se agarrar a algo que seja ou, ao menos, pareça real”, completa.
Reportagem especial: o ápice do jornalismo
por
Jornal Júnior
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semana estado
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O segundo dia da 3ª etapa da XXVI Semana Estado de Jornalismo trouxe Daniel Pizza, Adriana Carranca e Lourival Sant´Anna para debaterem o que sabem fazer de melhor: reportagem.
Para um público que novamente lotou o auditório do Estadão, os palestrantes abordaram a reportagem como gênero jornalístico e contaram experiências pessoais na profissão. Todos ressaltaram a importância da apuração e do aprofundamento na realização da matéria, e salientaram que nem sempre é possível realizá-la sendo inteiramente imparcial.
Daniel Pizza contou aos universitários suas experiências ao refazer pessoalmente as viagens realizas por Euclides da Cunha em "Os Sertões" e por Guimarães Rosa em "Grande Sertão: Veredas". Nelas, pôde perceber semelhanças e diferenças entre as regiões da época em que os consagrados escritores visitaram e atualmente.
Ouça AQUI a entrevista que Daniel Pizza concedeu à Jornal Júnior.
Logo em seguida, Adriana Carranca narrou algumas de suas viagens ao exterior -grande parte realizada durante suas férias - que renderam reportagens. Dentre elas está a ida à Teerã (capital do Irã), que resultou na publicação de um caderno especial publicado no Estadão. Ela afirmou ser complicado dissociar a vida privada da profissional, e que tenta realizar matérias mesmo nas viagens à passeio.
Mas o ponto alto do evento foi o relato do repórter Lourival Sant´Anna sobre a epopéia que vivenciou na cobertura da guerra entre Geórgia e Ossétia do Sul. Soldados, milicianos, ameaças de morte, armas e tanques blindados foram apenas alguns dos riscos que Sant´Anna teve que enfrentar ao ser o único repórter internacional a cruzar o lado ossetiano da fronteira. A reportagem na íntegra, narrada em primeira pessoa, pode ser lida AQUI.
OUÇA também a entrevista completa de Lourival Sant´Anna à Jornal Júnior.
Lourival, Pizza e Adriana afirmaram que, em casos excepcionais como esses, é permitida a utilização da subjetividade pelo repórter, pois só ela permite que toda a riqueza de detalhes seja relatada.
No fim, os universitários questionaram os repórteres sobre diversos assuntos, desde experiências profissionais até assuntos polêmicos, como o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo.
Apenas uma das questões não foi respondida: qual o salário de um repórter especial? Nenhum dos palestrantes se arriscou a responder, mas chegou-se a um consenso: deveria haver um adicional pela periculosidade do serviço.
Texto e entrevistas: Cristiano Pavini
Foto: Heraldo Soares
Para um público que novamente lotou o auditório do Estadão, os palestrantes abordaram a reportagem como gênero jornalístico e contaram experiências pessoais na profissão. Todos ressaltaram a importância da apuração e do aprofundamento na realização da matéria, e salientaram que nem sempre é possível realizá-la sendo inteiramente imparcial.
Daniel Pizza contou aos universitários suas experiências ao refazer pessoalmente as viagens realizas por Euclides da Cunha em "Os Sertões" e por Guimarães Rosa em "Grande Sertão: Veredas". Nelas, pôde perceber semelhanças e diferenças entre as regiões da época em que os consagrados escritores visitaram e atualmente.
Ouça AQUI a entrevista que Daniel Pizza concedeu à Jornal Júnior.
Logo em seguida, Adriana Carranca narrou algumas de suas viagens ao exterior -grande parte realizada durante suas férias - que renderam reportagens. Dentre elas está a ida à Teerã (capital do Irã), que resultou na publicação de um caderno especial publicado no Estadão. Ela afirmou ser complicado dissociar a vida privada da profissional, e que tenta realizar matérias mesmo nas viagens à passeio.
Mas o ponto alto do evento foi o relato do repórter Lourival Sant´Anna sobre a epopéia que vivenciou na cobertura da guerra entre Geórgia e Ossétia do Sul. Soldados, milicianos, ameaças de morte, armas e tanques blindados foram apenas alguns dos riscos que Sant´Anna teve que enfrentar ao ser o único repórter internacional a cruzar o lado ossetiano da fronteira. A reportagem na íntegra, narrada em primeira pessoa, pode ser lida AQUI.
OUÇA também a entrevista completa de Lourival Sant´Anna à Jornal Júnior.
Lourival, Pizza e Adriana afirmaram que, em casos excepcionais como esses, é permitida a utilização da subjetividade pelo repórter, pois só ela permite que toda a riqueza de detalhes seja relatada.
No fim, os universitários questionaram os repórteres sobre diversos assuntos, desde experiências profissionais até assuntos polêmicos, como o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo.
Apenas uma das questões não foi respondida: qual o salário de um repórter especial? Nenhum dos palestrantes se arriscou a responder, mas chegou-se a um consenso: deveria haver um adicional pela periculosidade do serviço.
Texto e entrevistas: Cristiano Pavini
Foto: Heraldo Soares
Entrevista com Francisco Ornellas
por
Jornal Júnior
23 de setembro de 2009
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semana estado
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Apesar da correria, o coordenador da Semana Estado de Jornalismo, Francisco Ornellas, conseguiu tempo para dar uma breve entrevista à Jornal Júnior.
Ele afirma que o tema deste ano - desenvolvimento sustentável - foi escolhido por ser atual, proporcionando ao universitário ferramentas que serão utilizadas quando ingressar no mercado de trabalho.
Segundo ele, a Semana Estado de Jornalismo 2009 receberá de 900 a 1.100 estudantes de mais de 70 faculdades
Ouça AQUI a entrevista completa
Entrevista: Cristiano Pavini
Foto: Heraldo Soares
Oito anos discutindo a profissão

Semana de Jornalismo da UFSC debate o futuro da Comunicação
Na manhã de ontem, com os mini-cursos de extensão, teve início a 8ª edição da Semana de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. O evento, organizado pelos alunos do curso termina sexta feira, 25, e realiza grupos de discussão e palestras com nomes importantes do jornalismo brasileiro. A primeira edição da Semana ocorreu no ano 2000 e foi idealizada exclusivamente pelos graduandos do curso, como conta um dos organizadores do evento João Schmitz: “Os alunos tiveram a ideia e o professor Áureo Moraes “abraçou” o projeto e o estruturou dentro do curso”, afirma.
Desde o início, o objetivo da Semana do Jornalismo é debater e abordar os principais tópicos que circundam a temática da Comunicação, como a queda do diploma, agora em 2009. “O nosso intuito é discutir a profissão, por isso convidamos pessoas legais de diversas áreas de dentro do Jornalismo. Isso acaba, automaticamente, trazendo para nossa Semana profissionais
que interessam em um ponto comum os graduandos”, diz João.
Uma das características do evento é trazer nomes de grande influência frente aos alunos: Ricardo Kotscho, Marcos Uchôa, Marcelo Tas, Ruy Castro, Rubens Valente, Marcos Sá Corrêa, Daniela Pinheiro, Ana Carolina Fernandes, Maurício Dias, Juca Kfouri, Eliane Cantanhêde, Percival de Souza, Luís Ernesto Lacombe, Sônia Bridi, Mylton Severiano, entre outros importantes comunicadores ajudaram a constituir a Semana de Jornalismo da UFSC como uma das mais importantes do país.
Nesse ano, entre outras coisas, as mesas de discussão e as palestras trazem temática variada, abordando desde o mercado dos livros-reportagem até a importância do jornalismo ambiental. De acordo com o professor da UFSC, Jorge Kanehide, a proximidade dos graduandos com o mercado de trabalho e a prática jornalística justificam eventos como este. “A vinda de colegas experientes da profissão realimenta e areja o curso e, principalmente, as discussões do jornalismo. E isso é muito bom para todos”, explica.
O evento segue hoje com debates sobre cultura e sociedade brasileira. O encerramento da Semana terá a equipe do programa da TV Globo “Profissão Repórter”, dirigido pelo jornalista Caco Barcellos.
Texto e foto: Douglas Calixto
