Confira o podcast sobre a exibição do filme de José Mojica "Meia-noite levarei sua alma" e sobre a carreira do cineasta. Tudo, claro, dentro da Semana de Audiovisual, a SEDA. Ouça!
Podcast sobre Zé do Caixão
por
Jornal Júnior
3 de outubro de 2010
Marcadores:
"À meia noite levarei a sua alma",
cinema,
SEDA,
terror,
Zé do Caixão
Comentários: (0)
Por Mariana Thomaz e Pablo Marques
Confira o podcast sobre a exibição do filme de José Mojica "Meia-noite levarei sua alma" e sobre a carreira do cineasta. Tudo, claro, dentro da Semana de Audiovisual, a SEDA. Ouça!
Confira o podcast sobre a exibição do filme de José Mojica "Meia-noite levarei sua alma" e sobre a carreira do cineasta. Tudo, claro, dentro da Semana de Audiovisual, a SEDA. Ouça!
Graveola, Norman Bates e Jennifer Lo-fi na SEDA
por
Jornal Júnior
2 de outubro de 2010
Marcadores:
Festival SEDA,
música,
pacotinho de SEDA
Comentários: (0)
por Renan Castilho
Nas paredes, quadros memoráveis na História do rock: Elvis, Frank Zappa, Stones, Bob Dylan. Essa atmosfera inspiradora do Jack Music Bar dava o ritmo do que seria a noite de sexta-feira do “Pacotinho de SEDA”. As bandas que se apresentaram foram Norman Bates e os Corações Alados, Jennifer Lo-Fi e Graveola e o Lixo-Polifônico. Esses últimos eram os mais esperados e se apresentaram primeiro. Diante de um público que notadamente preferia o rock (a bateria bem marcada e riffs sonantes) o Graveola levou um ritmo mais suingado com lindas melodias e letras que dá vontade de cantarolar junto.
Graveola
“Coisa fina”, disse um quando começou o show. Refinado, talvez esse seja um modo de identificar o som do Graveola. Vozes ajudam viajar nas letras e os já muito falados barulhinhos que se consegue perceber nas canções. Batuques em fôrma de bolo, sons de brinquedo de criança e assovios imitando passarinhos são algumas das experimentações. “De um tempo pra cá, nosso som não é tão experimental assim, aliás, é convencional. As maiores viagens são apenas com a percussão.”, comenta Yuri, baterista. A canção ainda é o principal para os mineiros de BH. Como pode se perceber em “Rua A”, “Suprasonho” e “Coquetismo”, esse último o hit da banda do disco Um e Meio (2010).
Norman Bates
Se os mineiros do Graveola trouxeram a melodia refinada, logo depois os bauruenses do Norman Bates mostraram a poesia e o rock ‘n roll. Carregado de melancolia e piração, o vocalista Luiz Paulo Domingues encarna o homem pós-moderno nas letras. Seus medos, vontades e amores expostos no palco com notada grandiloqüência. (Saca o Morrissey?). O som acompanha a angústia das letras: solos de guitarra e teclado dão o tom de classe dentro dessa atmosfera de confusão existencial. Destaque para “Vício” e “Para quem entende de publicidade” (no MySpace).
Jennifer Lo-Fi
Jennifer Lo-Fi foi a banda que encerrou o Pacotinho de SEDA da sexta-feira. O grupo paulistano que é conhecido por seus webshows semanais e a relação com a Internet, combina um lirismo das letras cantadas em inglês com a força das guitarras e da bateria. A voz de Sabine Holler (vocalista) flerta entre a delicadeza e a agressividade, que ganham força com e elevação dos riffs de guitarra. Confira “Escafandro” no MySpace da banda.
Nas paredes, quadros memoráveis na História do rock: Elvis, Frank Zappa, Stones, Bob Dylan. Essa atmosfera inspiradora do Jack Music Bar dava o ritmo do que seria a noite de sexta-feira do “Pacotinho de SEDA”. As bandas que se apresentaram foram Norman Bates e os Corações Alados, Jennifer Lo-Fi e Graveola e o Lixo-Polifônico. Esses últimos eram os mais esperados e se apresentaram primeiro. Diante de um público que notadamente preferia o rock (a bateria bem marcada e riffs sonantes) o Graveola levou um ritmo mais suingado com lindas melodias e letras que dá vontade de cantarolar junto.
Graveola
“Coisa fina”, disse um quando começou o show. Refinado, talvez esse seja um modo de identificar o som do Graveola. Vozes ajudam viajar nas letras e os já muito falados barulhinhos que se consegue perceber nas canções. Batuques em fôrma de bolo, sons de brinquedo de criança e assovios imitando passarinhos são algumas das experimentações. “De um tempo pra cá, nosso som não é tão experimental assim, aliás, é convencional. As maiores viagens são apenas com a percussão.”, comenta Yuri, baterista. A canção ainda é o principal para os mineiros de BH. Como pode se perceber em “Rua A”, “Suprasonho” e “Coquetismo”, esse último o hit da banda do disco Um e Meio (2010).
Norman Bates
Se os mineiros do Graveola trouxeram a melodia refinada, logo depois os bauruenses do Norman Bates mostraram a poesia e o rock ‘n roll. Carregado de melancolia e piração, o vocalista Luiz Paulo Domingues encarna o homem pós-moderno nas letras. Seus medos, vontades e amores expostos no palco com notada grandiloqüência. (Saca o Morrissey?). O som acompanha a angústia das letras: solos de guitarra e teclado dão o tom de classe dentro dessa atmosfera de confusão existencial. Destaque para “Vício” e “Para quem entende de publicidade” (no MySpace).
Jennifer Lo-Fi
Jennifer Lo-Fi foi a banda que encerrou o Pacotinho de SEDA da sexta-feira. O grupo paulistano que é conhecido por seus webshows semanais e a relação com a Internet, combina um lirismo das letras cantadas em inglês com a força das guitarras e da bateria. A voz de Sabine Holler (vocalista) flerta entre a delicadeza e a agressividade, que ganham força com e elevação dos riffs de guitarra. Confira “Escafandro” no MySpace da banda.
Cinema Marginal na SEDA
por Giovanni Vieira
O cinema brasileiro sempre teve "ares" diferentes. Entre os anos 60 e 70, os anos de chumbo do país, a linguagem cinematográfica brasileira entrou em fase de radicalização. Surgia assim o Cinema Marginal, uma produção que buscou romper com as imagens tradicionais e trazer o grotesco, o erotismo e o pornográfico como novos elementos artísticos.
O Cinema Marginal Brasileiro também ficou conhecido como "Boca De Lixo" ou "Underground" e tinha a liberdade de seus criadores como uma marca essencial. Foi com essa inspiração que a SEDA iniciou a noite de sexta-feira com a mostra do filme "Mulher de Todos" (1969).
Dirigido pelo cineasta Rogério Sganzerla, o longa pertence ao gênero da comédia e faz uma homenagem às antigas chanchadas e aos pastelões. O enredo narra a história de uma mulher ninfomaníaca de nome Ângela Carne e Osso. A libertina moça rompe com seu caso e resolve passar uma temporada em uma ilha exótica, a Ilha dos Prazeres. No local, a moça acba conhecendo mais rapazes, mas acaba sob suspeita do próprio marido que coloca um detetive particular para comprovar a infedelidade da esposa.
Ângela Carne e Osso quebra o estereótipo de mulher submissa e é capaz de fazer dos homens gato e sapato, um objeto de diversão. Talvez o filme tenha causado muito impacto na época de seu lançamento, mas no nosso tempo Ângela se tornou mais uma entre muitas mulheres com essas características. Ângela é a mulher do século XXI, é ultra-perigosa, inimiga dos homens e vampira histérica em busca de carne fresca para atraiçoar.
O cinema brasileiro sempre teve "ares" diferentes. Entre os anos 60 e 70, os anos de chumbo do país, a linguagem cinematográfica brasileira entrou em fase de radicalização. Surgia assim o Cinema Marginal, uma produção que buscou romper com as imagens tradicionais e trazer o grotesco, o erotismo e o pornográfico como novos elementos artísticos.
O Cinema Marginal Brasileiro também ficou conhecido como "Boca De Lixo" ou "Underground" e tinha a liberdade de seus criadores como uma marca essencial. Foi com essa inspiração que a SEDA iniciou a noite de sexta-feira com a mostra do filme "Mulher de Todos" (1969).
Dirigido pelo cineasta Rogério Sganzerla, o longa pertence ao gênero da comédia e faz uma homenagem às antigas chanchadas e aos pastelões. O enredo narra a história de uma mulher ninfomaníaca de nome Ângela Carne e Osso. A libertina moça rompe com seu caso e resolve passar uma temporada em uma ilha exótica, a Ilha dos Prazeres. No local, a moça acba conhecendo mais rapazes, mas acaba sob suspeita do próprio marido que coloca um detetive particular para comprovar a infedelidade da esposa.
Ângela Carne e Osso quebra o estereótipo de mulher submissa e é capaz de fazer dos homens gato e sapato, um objeto de diversão. Talvez o filme tenha causado muito impacto na época de seu lançamento, mas no nosso tempo Ângela se tornou mais uma entre muitas mulheres com essas características. Ângela é a mulher do século XXI, é ultra-perigosa, inimiga dos homens e vampira histérica em busca de carne fresca para atraiçoar.
